quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

hermenêutica dos financiamentos escolares

 


 


 


 


É inadmissível a privatização de lucros em instituições escolares financiadas pelo orçamento de Estado. É uma  impossibilidade em países ricos e torna-se sei lá o quê em países empobrecidos. Há sociedades onde a "ideia de inadmissibilidade" se estende ao ensino superior e inclui os privados que se financiam nas propinas dos alunos.


 


Em Portugal tem sido o que se sabe e dá ideia que o próximo ano eleitoral agendará a discussão da organização do sistema escolar omitindo a história, até a mais recente. Privatização, municipalização, desconcentração, descentralização e autonomia serão temas em debate com contornos e desequilíbrios que poderão dificultar muito um qualquer regresso à sensatez e à comprovação, teórica e empírica, dos insucessos "no modelo sueco".


 


Podemos discutir formas de acrescentar mobilização e cooperação a um sistema desesperançado, mas teremos maus resultados se insistirmos na ideia de que o sacrossanto mercado justifica a privatização de lucros no ensino não superior financiado integralmente pelo orçamento de Estado. E esta elementar conclusão democrática não se deve misturar na discussão sobre as liberdades: de ensinar, de aprender e de escolha curricular.


 


 


 

2 comentários:

  1. Subscrevo totalmente. É totalmente inadmissível.
    Para além de tirar recursos à economia para actividades de bens transaccionáveis. Uma lástima a manutenção de rendas e negócios encostados ao Estado.

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