quarta-feira, 15 de julho de 2015

e roma aqui tão perto

 


 


 


Hoje é a procuradora-geral, Joana Marques Vidal, que "acusa o Governo de querer a tutela da investigação criminal".


 


"A queda dos Impérios é sempre acompanhada pela decadência moral e pela corrupção e a Europa não escapa a isso", ouvi esta frase numa rádio e concordo. Desde os inúmeros casos nos patamares mais acima nas hierarquias dos Estados até aos episódios que nos rodeiam, a decadência parece não ter contemplações. Portugal tem um ex-primeiro-ministro detido e ouvi ontem um sinal bem significativo numa entrevista televisiva a Passos Coelho: "a maioria da população diz que o senhor mente muito", disse a jornalista. O governante nem sequer balbuciou um não. Manteve o mesmo e impávido semblante dos tais momentos das mentiras e justificou-se com mais imprecisões (para ser brando, claro). Impressionante o grau negativo da coisa. Chegámos a um ponto tal, que dá ideia que a saída dos cargos conduz à barra dos tribunais e que só a falta de juízes e de polícias de investigação criminal é que impede que as teias da corrupção comprovada sejam logo desmontadas.


 


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3 comentários:

  1. dá a ideia?! Não! É PLANEADA a insuficiência judicial para impedir a fiscalização do poder mas não impedir a dos cidadãos.

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