1ª edição em 19 de Abril de 2009.
No dia da inauguração da Escola Básica Integrada de Santo Onofre, a 10 de Setembro de 1993, ocorreu uma pacífica invasão da comunidade tal era a curiosidade em conhecer uma escola que nasceu numa zona que há muito ansiava por uma estabelecimento de ensino com aquelas características. Um detalhe interessante desse dia marcado por uma natural euforia, constou do seguinte: cada fechadura, da grande maioria das cerca de duzentas portas do estabelecimento de ensino, tinha três chaves metidas numa argola e uma delas inserida na própria fechadura; nenhuma identificada. Uma zelosa funcionária da escola, e receosa pela sobrevivência das ditas, meteu-as todas num mesmo saco. Rico sarilho.
Durou anos o processo de ordenação dos chaveiros gerais e sectoriais e a necessária identificação de todas as chaves e portas.
Mas por incrível que possa parecer, mesmo o processo organizacional descrito foi ficando obsoleto.
E porquê?
É já bastante conhecido o modelo singular que caracteriza o ambiente organizacional que esta escola oferece no âmbito da sociedade da informação e do conhecimento. Foi tudo construído paulatinamente e do modo mais cooperativo que tive oportunidade de conhecer. Por isso as constantes visitas externas e o reconhecimento de governantes e de empresas especializadas, algumas de âmbito internacional, que se mostraram interessados em conhecer esta originalidade "in loco".
E já se sabe que a sociedade em rede exige transparência e alarga os conceitos de "espaço aberto". A rede administrativa chega a ter mais de uma centena de terminais a operar em simultâneo, permitindo aos utilizadores o acesso à informação em tempo real e apenas condicionado aos privilégios de acesso das suas "palavras chave".
Também as instalações foram cobertas, desde cedo, pelos mais modernos sistema de segurança electrónica.
Existe um local e um objecto que continuam a requer especiais cuidados de segurança: o cofre que se situa nas instalações dos serviços administrativos e o computador servidor das diversas redes informáticas que, estando nas mesmas instalações, é objecto dos denominados "processos de cópias de segurança" realizados diariamente.
Tudo isto se instituiu como um metabolismo devidamente testado e certificado que durou até ao presente.
Agora imagine-se que umas pessoas, que nunca tiveram o mais pequeno contacto com esta singular realidade, se consideravam capazes de dirigir este exigente conjunto de procedimentos e que tomavam como uma das primeiras e únicas medidas a seguinte: mudar as fechaduras das portas de acesso ao gabinete do Conselho Executivo. Isso não auguraria nada de bom.
Não consigo ter tanta imaginação!
ResponderEliminarFiquei em estado de choque quando soube disso. Aquilo que mais demonstra o seu integral desconhecimento sobre a realidade que viriam conhecer é precisamente a resposta a uma pergunta: "O que temiam, para precisar de mudar fechaduras?" A resposta a isto é mesmo aquilo que eu gostaria de ouvir da boca destas pessoas. Que quadro mental é preciso ter para acharem que as pessoas da EBI fariam coisas tão indignas como invadir, assaltar um espaço que pertence a outros.
ResponderEliminarOlá!
ResponderEliminarFantástico: "Agora imagine-se que umas pessoas, que nunca tiveram o mais pequeno contacto com esta singular realidade, se consideravam capazes de dirigir este exigente conjunto de procedimentos..."
Fico à espera para ver como é que se vão desenvencilhar deste conjunto de procedimentos e de outros!
Bj
Mena
Olá!
ResponderEliminarVoltei, porque me faltou dizer isto: não consigo entender a razão por que se mudaram as fechaduras! Medo? De quê?
Bj
Mena
A história das chaves foi um presságio.....os romanos teriam feito sacríficios, talvez lendo as entranhas de um casal de melros(atroz acto sanguinário).
ResponderEliminarO acto, de mudar as fechaduras, terá alguma relação com a a outra história de casa roubada fechaduras mudadas?
E o que é que foi roubado?
Força aí, como tens o hábito de dizer.....
Medo que lhes roubassem...
ResponderEliminaras "consciências"? Não... já não as tinham...
a "vergonha"? Também não... certamente nunca a tiveram...
ou seria... com medo que lhes colocassem lá alguns objectos que devem ter dificuldade em olhar... quiçá... ESPELHOS?
Quem sabe...
ResponderEliminarQuando a consciência está pesada, não procuramos o olhar dos outros. Ainda não se apresentaram ( substituíram esse acto básico de cordialidade com a afixação das suas nomeações), não cumprimentam aqueles com que se cruzam nos corredores, fecharam-se no gabinete ( ao qual, por precaução, mudaram logo a fechadura). E como o nosso Redes disse na sua brilhante lição, aí estão os administradores, esquecendo que a escola é feita de e para pessoas que interagem , comunicam e aprendem umas com as outras. Aliás, nós " seita" de sto. Onofre ( como já nos chamaram!) não sabemos viver doutro modo - todos os Conselhos Executivos foram porta aberta, ombro amigo e competência a toda a prova.
Caro Paulo Prudêncio
ResponderEliminarDo que eu tomo conhecimento há diversos assuntos que até parecem anedota. Vejamos:
1º A comissão instaladora da Escola deveria ter criado o chaveiro, antes da escola abrir, e não deveria estar qualquer chave pendurada nas portas. No dia inauguração, as portas das salas deveriam estar abertas e sem chaves, caso alguma das portas estivesse fechada o presidente do Conselho Executivo, com uma chave mestra abri-la-ia.
2º Os Serviços Administrativos e os Servidores de Informática na mesma sala é contra todas Normas de Segurança Informática.
3º “Tudo isto se instituiu como um metabolismo devidamente testado e certificado que durou de 1997 até ao presente.” Ora bem, como pertenci ao grupo “Task Force do bug do ano 2000”, e sei da evolução da segurança que a nível edifícios, passou estar ligada á informática, e a códigos de acesso a determinadas portas, e essa atribuição é da competência do Presidente do Conselho Executivo.
4º A data de 1997, diz-me que na área da Segurança e na Informática deve existir muita norma e equipamentos obsoletos.
Sempre amigo
João Ramos Franc
Acabei agora a minha planificação semanal e eis que recebo uma chamada lá do Oriente: já escrevi mais um comentário no "correntes".
ResponderEliminar" A Odete já lá vai"- disse eu em tom de brincadeira.
E eis que não sou surpreendida. Já me tinha chegado aos ouvidos a mudança das fechaduras. Ri-me, na altura. Achei giro e pensei que era piada. " É verdade!"- asseguraram-me.
Entrei no carro e fiz todo o caminho a pensar, não na atitude praticada, mas no porquê?
Será que o cofre já não está na secretaria?
Será que o servidor se mudou para o CE?
Será que agora o gabinete do CE é um bunker?
Desde que entrei nesta escola que me lembro de ver a porta do gabinete sempre aberta. A única altura em que se fechava era quando o CE reunia, sendo que se colava na porta a informação "reunião em curso".
Todos nos sentíamos próximos, todos sentíamos que os elementos do CE eram professores como nós e que trabalhávamos em grupo, para que a escola funcionasse bem.
Ninguém, mas mesmo ninguém pode dizer o contrário (muito menos quem nunca aqui trabalhou).
Lembro-me do 1º episódio do filme "A saga da família" (já os estou a ver no clube vídeo, à procura do dvd)que terminava assim: "E esta é a escola onde gostamos de estar e todos anseiam vir parar."
E agora vou ali mudar a fechadura da porta do meu quarto, não me vá lá alguém da família...
Faço minhas as tuas palavras, Hélia. E acrescento ainda ...
ResponderEliminarSerá que estas pessoas desconhecem as mais elementares regras de boa educação ? E será que alguma vez souberam o que é trabalhar em equipa e ter espírito de grupo ?
Ao tomar conhecimento da mudança das fechaduras só pude pensar no ditado" Quem desconfia não é fiel."
ResponderEliminaruma simples pergunta caro amigo, como e que vocês como grupo unido que são (embora haja sempre os habituais pontos de divergência )conseguem trabalhar nesse ambiente de constante suspeição, constrangimento e ordens desconexas, numa escola que sempre conheci como um exemplo de corporativismo e segurança, sem que houvessem situações de maior preocupação, como conseguem vocês engolir agora este enorme sapo vivo de meia dúzia de engravatados, que chegam e como diz o amigo, sem estarem a par da realidade da escola, decidem tomar medidas desconexas
ResponderEliminarÉ uma anedota, não se apresentam e ainda se fecham às 7 chaves.
ResponderEliminarOh velhos tempos...
Já não me reconheço nesta escola,
Bjs
Caro João Franco.
ResponderEliminarCom teve a amabilidade de me enviar tb para o mail o seu comentário, continuamos o debate sobre os detalhes que refere desse modo.
Obrigado pela sua atenção.
Aquele abraço.
Viva nosso caro ex-aluno.
ResponderEliminarColocas uma série de questões que só o passar do tempo te dará as necessárias respostas.
Fica tranquilo.
Aquele abraço.
Obrigado Nicolau.
ResponderEliminarBem precisamos: de força mas tb de uma enorme dose de paciência.
A de que nos falou sartre.
Aquele abraço.
Chaves com metafísica
ResponderEliminarDá que pensar o gesto dos “chegados senhores”. Não sei se foram determinados por algum medo, como acontece, por vezes, a quem se separa na sequência de um divórcio litigioso. O primeiro gesto do cônjuge que fica com a casa faz é substituir a chave das portas.
Mas uma chave, que é um objecto trivial, neste caso pode encerrar outros significados. Basta que nos lembremos de expressões como “a chave do problema”, “as chaves de S. Pedro”, etc. Vê-se que a posse da chave permite ao seu detentor o controlo do acesso a outrém a um determinado espaço, nomeadamente no contexto teológico.
Ora, neste caso, “os chegados senhores”, não deram por boas umas chaves, que não estariam contaminadas, pelos seus usos anteriores, de alguma pestilência maléfica. Não sendo porque imaginem que o seu o mana ( Marcel Mauss) estivesse moribundo, deve ter havido outra intenção. Qual?
Talvez a percepção do modo atrabiliário da sua descida à terra os tenha convencido de que esse gesto, simbolicamente, ajudaria à confirmação concreta da sua autoridade junto da comunidade. Mas se foi isto que aconteceu, o engano foi rotundo. A detenção da chave marca a fronteira entre uma transcendência e uma imanência. A substituição de uma chave por outra, no contexto em causa, acentua ainda mais essa fronteira. Depois da dor inevitável que toda a clivagem instaura, seriam aqui necessários outros gestos simbólicos de aproximação e não os diabólicos da separação. Seriam precisos gestos inspirados, porque a hora o exige.
Caro João Franco.
ResponderEliminarJá conversámos sobre isto no mail, mas devo tornar a questão pública para que os outros leitores fiquem esclarecidos.
A questão inicial interessa pouco para o caso. Foi apenas para iniciar o texto.
A inauguração da escola aconteceu mesmo em cima do início das aulas e não houve, naturalmente, tempo para tudo. Estavam garantidos os procedimentos que refere, apenas as chaves da maioria das portas estavam ainda na situação que referi. Foi uma situação engraçada que me contaram, pois só em 1994 iniciei as minhas funções de professor naquele estabelecimento de ensino.
Obrigado.
Os melhores cumprimentos.
Já foi dito, ainda que de outro modo... Apenas, então, para "atirar mais uma(s) acha(s) para a fogueira" - QUEM NÃO SE FIA NÃO É DE FIAR ou O BOM JULGADOR POR SI JULGA ou... Bem, é melhor ficar por aqui... :))
ResponderEliminarApesar de tudo o que já me explicou, para bem de todos, Alunos, Professres e Serviços Administrativos, ninguem deve prescindir do Técnico de Informática, até mesmo numa questão de apoio aos equipamentos e software com que eles trabalham. Vocês neste momento devem desviar-se completamente das complexidades e responsabilidades desta área funcional.
ResponderEliminarJoão Ramos Franco
A indiferença
ResponderEliminarPrimeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim nºao me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu nºao me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religiosa, também nºao liguei.
Agora levam-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht
Tão actual...
E que umas correntes?
ResponderEliminarAssim, eles é que se sentem seguros, não tendo que temer cruzar olhares com a "populaça".
ResponderEliminarÉ o poder da minoria, que, orgulhosamente só, rege, insensatamente, o que deles não é.
Parece ter ouvido, ao longe, alguém dizer: "Para Sto Onofre e em força", logo seguido por uma turba conturbada a entoar: "Sto Onofre é nossa...Sto Onofre é nossa...", estrebuchando, com vergonha dos próprios umbigos, sentindo que a alma já tinha sido entregue e muito dificilmente poderá vir a ser resgatada.
quem mais se fecha mais fica fechado...
ResponderEliminarQue grande anedota, Helena, entram tarde e saem cedo... ninguém os vê, mas hoje, talvez a pedido ou impelidos, foram vistos a jogar ao toque-e-foge, na sala dos profs. O conhecimento dos docentes está a ser feito de modo intermitente, ora chamam um ora outro e lá vão, em simultâneo, tirando uns nabitos da púcara.
ResponderEliminarMedo que lhes descubram a careca? Não que já está descoberta...........
ResponderEliminarLEIA SOZINHO porque no
ResponderEliminarpassado eu também não
acreditava que ia dar certo,
mas… funciona mesmo! Entrei
neste site e fiz esta prece. Fiz
para ver se ia dar certo e deu,
assim que acabei meu amor
ligou. A pessoa que eu copiei
também não acreditava mas
para ela também funcionou!
AGORA VEREMOS…
Diga para você mesmo o nome
do único rapaz ou moça com
quem você gostaria de estar
(três vezes)….
Pense em algo que queira
realizar na próxima semana e
repita para você mesmo (seis
vezes).
…
Se você tem um desejo, repita-o
para você mesmo (Venha cá
ANJO DE LUZ eu te INVOCO para
que Desenterre (T) de onde
estiver ou com quem estiver e
faça ele ME telefonar ainda hoje,
Apaixonado e Arrependido,
desenterre tudo que esta
impedindo que (T) venha para
MIM , afaste todas aquelas que
tem contribuído para o nosso
afastamento e que ele (T) não
pense mais nas outras… mas
somente em MIM. Que ele ME
telefone e ME AME. Agradeço por
este seu misterioso poder que
sempre dá certo. Amém…).
Publique esta simpatia por três
vezes , basta copiar e colar por
três vezes em in forum diferente
esta simpatia abaixo e logo em
48hs você terá uma linda
surpresa, beijos Ainda esta noite
de madrugada o TEU amor dará
conta de que TE ama, algo assim
acontecerá entre 1 e 4 horas the
manhã esteja preparada para o
maior choque de sua vida! Se
romper esta corrente terá má
sorte no amor. Deus vai lhe
abençoárá e sua vida não será
mais a mesma
?
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