terça-feira, 21 de novembro de 2017

dos topos das carreiras e das mistificações

 


 


 


 


Por que é que foi criado um escalão no topo da carreira dos professores (onde ainda ninguém está)? Porque era embaraçoso manter os professores tão longe dos topos de uma boa parte das carreiras da administração pública; e os governos sabem bem disso. E é sempre a mesma coisa: os professores são muitos e ponto final. É evidente que há toda uma inteligência política mediatizada que tenta manter o estado das coisas com duas intenções e uma justificação: não falar dos baixos salários dos professores (e dos funcionários públicos dos índices remuneratórios inferiores), manter os privados num nível salarial que envergonha e porque os professores são muitos. 


Ora veja as tabelas apresentadas no link que se segue:


 



Topos de Carreira


2 comentários:

  1. (...) passada a crise, ida a troika e virada a "página da austeridade", as pessoas (ou pelo menos algumas) têm o "direito" de recuperar o que perderam. Acha que isso faz sentido? Ao que tudo indica, o Presidente da República acha que não.

    Numa conferência sobre educação, Marcelo Rebelo de Sousa deixou vir ao de cima uma opinião que se aplica como uma luva às reivindicações dos professores: "A crise deixou marcas profundas, é uma ilusão achar que é possível voltar ao ponto em que nos encontrávamos antes da crise – isso não há!"
    Quando os professores tentam recuperar o que perderam na crise, mantendo o resto na mesma, e depois de assinado um acordo, propositadamente vago, adiando para dezembro o regresso às negociações, fica clara a oposição do PR em relação ao princípio e ao método.
    A secretária de Estado da Administração Pública já tentou ligar a recuperação de rendimentos à revisão da carreira, que o próprio Governo considera incomportável: "Não nos furtamos a qualquer tipo de discussão. Esperamos que os nossos parceiros também não o façam." Expresso

    Resumindo, A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PARA EFEITOS DE COLOCAÇÃO NO ESCALÃO DEVIDO, NÃO SERÁ FEITA!
    Exemplificando com um exemplo de docentes colocados no 3º/4º escalões, com 20-25 anos de tempo de serviço, deviam estar colocados nos 6º/7ºescalões; o que se esperava da mais ELEMENTAR JUSTIÇA, era que quando ocorresse o descongelamento, esses professores que progredissem iriam para o 6º/7º escalão, bastando os milhares de euros que perderam por não terem progredido, corte salarial e sobretaxa fiscal. Mas o que é dito tanto pelo PR como pelo PM (um diz mata e o outro diz esfola) é que quando descongelarem subirão para o 4º/5º escalões!...
    Não é por falta de dinheiro mas tão somente que esse dinheiro já tem destino para os sugadores milionários do OE: bancos, PPP, swaps, ajustes diretos, corrupção, contratos públicos...

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  2. Espantoso. Repetindo: Muitos acertos, realmente. PR e PM em acordo: "é “impossível” recuperar carreiras congeladas e uma “ilusão” dar tudo a todos". Ou seja: no que toca aos professores, a ilusão foi outra: excluímos apenas os professores da contagem do período do congelamento e vemos se a coisa passa. Não passou porque era injusto. Tratam de tergiversar e contam com a claque dos habituais da época de arremesso ao professor.

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