Surprende como, ciclicamente, se assume o afastamento do professor da centralidade do processo de ensino e aprendizagem. No século XVII, por exemplo, procuravam-se novos recursos didácticos mas sempre com o professor dentro do espaço central. Aliás, foi com a célebre "Lição de Anatomia do Dr Nicolaes Tulp" (1632) que Rembrandt se apresentou, e se afirmou, em Amesterdam. Se atentar, verá que os alunos deixaram de estar alinhados e que o seu olhar divergia: para o professor, para o livro aberto, para o objecto de estudo e até para a "objectiva". E claro: todos estavam iluminados mas muito atentos, como que a sublinhar que na pedagogia há intemporalidades que é fundamental que sobrevivam aos modismos.
Imagem:
Rembrandt van Rijn, The Anatomy Lesson of Dr Nicolaes Tulp, 1632
Museu Mauritshuis, Haia, Agosto de 2017
"na pedagogia há intemporalidades que é fundamental que sobrevivam aos modismos."
ResponderEliminar100% de acordo.
O que arrasa com tudo é ouvir e/ou ler os modistas que percebem tanto do assunto como eu de carpintaria.
Nem mais.
ResponderEliminara propósito da pintura, é uma ironia sardónica verificar que nesse século a didática de ensino de anatomia era mais avançada do que aquela utilizada nas atuais faculdades de medicina, em que ensinam anatomia sem recorrer a modelos humanos ou artificiais, dando mais enfâse a sebentas grossas que se limitam a uma descrição prolixa da anatomia, sem uma única imagem de ilustração...
ResponderEliminar:) :)
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