Nem é preciso comentar: "Os filhos de pais com estudos superiores dominam os cursos com as notas mais elevadas, como é o caso da Medicina, Direito e das Engenharias, enquanto os alunos mais carenciados vão para os Politécnicos, optando pelos cursos de Educação e Ciências Empresariais. Esta é uma das conclusões de um estudo da Fundação Belmiro de Azevedo, intitulado "A Equidade no Acesso ao Ensino Superior".(...) O exemplo é claro: 73,2% dos alunos de Medicina (em universidades) são filhos de pais com Ensino Superior, ao passo que 73% dos estudantes de Enfermagem e Tecnologias da Saúde (em politécnicos) são filhos de pais com qualificações inferiores.(...)"Ainda é verificada uma enorme estratificação social", explica o coordenador científico deste estudo. Alberto Amaral diz que a solução para diminuir as desigualdades e "quebrar este ciclo elitista" passa pelo aumento do número de vagas.(...)"
Ouvi Alberto Amaral, na antena1, há pouco. Foi taxativo e muito surpreendente: "se as vagas em medicina, por exemplo, aumentarem de 2.000 para 20.000, tudo se resolve." E resolvia-se muito do inferno burocrático no ensino não superior.
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