Pergunto a mim próprio que razões
Me movem a estudar sem uma esperança
De precisão, enquanto a noite avança,
A língua desses ásperos saxões,
Já gasta pelos anos a memória
Deixa cair a em vão repetida
Palavra e é assim que a minha vida
Tece e destece sua exausta história
Será (disse-me então) que de algum modo
Secreto e suficiente a alma sabe
Que é imortal e que o seu vasto e grave
Círculo abarca tudo e pode tudo.
Pra lém deste cuidado e deste verso
Espera-me inesgotável o universo.
Jorge Luís Borges (1961, p:51)
Poemas escolhidos,
Cadernos de poesia, 20,
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segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Composição escrita num exemplar da gesta de beowulf (3)
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