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A adicção tecnológica (“há uma explosão da partilha de conteúdos de pornografia e misoginia”), e recuos civilizacionais como quadros de mérito académico para crianças e jovens, só podia dar nisto. Os professores confirmam estes estudos da OMS ("os adolescentes estão mais nervosos e medicam-se mais") e não se cansam de nomear outro problema grave da desestruturação e "ausência" de sociedade na educação: a escola a tempo inteiro que é tantas vezes a educação a tempo inteiro na escola.
"Um quarto dos adolescentes já se feriu de propósito. E são cada vez mais os que tomam calmantes entre os 11 e os 15 anos. Estudo da Organização Mundial da Saúde sobre comportamentos das crianças e jovens entre os 11 e os 15 anos revela que 28% dos adolescentes portugueses sentem-se infelizes e 9% dizem-se “tão tristes que não aguentam" mais. Pandemia agravou mal-estar psicológico, mas há boas notícias no que respeita à alimentação, atividade física e consumo de álcool e tabaco"
"matéria demasiada, aborrecida e dificil". Com a reforma curricular de 2018, discordo que seja demasiada e dificil; aborrecida poderá ser porque não consegue competir com a oferta permanente de entretenimento.
ResponderEliminarStress na avaliação só se for no ensino secundário e por causa dos exames nacionais.
Adição do telemóvel já foi diagnosticada há vários anos e só se agravou; também a adição ao jogo é evidente e comprovada pela didática da gamificação dos conteúdos curriculares (“se não podes vencê-los, alia-te a eles”).
Discordo que não gostam de ir à escola; não gostam é de ir para as aulas, ou melhor, gostam de ir para a sala de aula desde que seja para conviver ludicamente.
Essas patologias psico-emocionais surgirão mais frequentemente depois dos 18 anos, quando se confrontarem com a hostilidade da estrutura social e económica, que não se compadece com dificuldades nem proporciona medidas universais ou adicionais para que sejam ultrapassadas...
Concordo. Mas há todo um mundo para lá das reformas curriculares.
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