segunda-feira, 17 de abril de 2023

Os professores não param (nem confiam)

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Os professores não param (nem confiam). Era expectável e não se prevê o fim da contestação (que tem a compreensão da maioria da população e a tradução em sondagens). É, naturalmente, o momento mais forte da luta dos professores nestas duas décadas. Se em 2008 os protestos antecipavam a "fuga" de professores e a perda da atractividade do exercício, nesta altura, e com a acumulação de brutais injustiças, é imprevisível estabelecer qualquer limite.


Regressa hoje outro período de greves e manifestações e de outras formas de protestar contra 17 anos de precarização e de queda (imparável?) da escola pública. Desde Dezembro de 2022 que milhares de professores demonstraram a sua indignação em acções em grande parte enquadradas pelo recente sindicato STOP e que empurraram as restantes forças sindicais para formas de luta que não estavam no seu ideário. O estudo sobre os 25 principais motivos dos protestos dos professores, ordenou assim as primeiras dez reivindicações:





1. recuperação do tempo de serviço;



2. eliminação de vagas 5º e 7º escalões;



3. eliminação de quotas;



4. burocracia - redução;



5. gestão - alteração do modelo;



6. aumentos salariais;



7. avaliação alteração do modelo;



8. reposicionamentos 4º e 6º escalões;



9. aposentação;



10. revisão Decreto-Lei n.º 41/2022: mobilidade por doença.



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