quarta-feira, 21 de junho de 2023

Regresso ao futuro da escola: dos ecrãs aos livros


Captura de ecrã 2023-06-21, às 10.48.26.png


"(...)Um desses casos é a Suécia, que adotou a utilização de ecrãs desde a pré-primária, com avanço em relação a muitos congéneres europeus. No início de 2023, o governo sueco decidiu reverter este processo, investindo na reintrodução de livros em papel em todo o sistema de ensino. Durante os últimos 15 anos, os livros foram substituídos por tempo passado em frente a ecrãs. Apoiados no estudo PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) efectuado em 57 países, e por profissionais de saúde que questionavam o tempo passado por crianças em frente a monitores (que a escola veio aumentar exponencialmente), este processo procura reparar os danos causados pela precipitada transição, na forma de investimento nas novas gerações.(...)


13 comentários:

  1. Quando tudo se quer... tudo se perde....

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  2. O autor do artigo do Público labora num equívovco comum nos tecnofóbicos: que a alternativa a um manual impresso é o seu equivalente digital. E também desconhece o que efetivamente se está a passar na Suécia. Esta espécie de Prós e Contras em torno do digital coloca em evidência a ignorância dos radicais de uma e outra vias. Necessitamos de um debate muito mais sereno e alargado e, claro, de mais algum conhecimento do que verdadeiramente está em causa. E, para isso, não é necessário recorrer ao exemplo sueco.

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  3. Se me permite Beatriz, bom ângulo de análise.

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  4. Infelizmente, o que está a ser entregue aos alunos em Portugal é uma versão digitalizada dos manuais em papel, desenvolvidos com limitados recursos financeiros. Neste sentido, a tecnologia é anacrónica e totalmente ineficaz em relação ao que os livros impressos oferecem. A exposição continuada (anos) à luz do écran e aos campos electromagnéticos têm óbvios efeitos nocivos, que apontam uma clara necessidade de polarização (prós e contras). A serenidade apenas alimentará um império bem montado—sem ser necessário recorrer ao exemplo Sueco.

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  5. O sem dúvida aplica-se aos dois comentários. É fundamental debater este tema.

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  6. Permita-me discordar. Em primeiro lugar, porque estando intimamenrte ligado ao desenvolvimento de soluções nessa área, sei que a oferta digital inerente à transição digital em apreço é bem mais do que versões digitais dos manuais impressos. Em segundo, porque em Portugal existem abordagens diferentes deste assunto, quer ao nível dos serviços e infraestruturas, quer ao nível dos equipamentos: uma coisa é o que está a ser feito no continente, outra é o que está a ser feito nas Regiões Autónomas.E estas diferentes opções produzem necessariamente impactos divergentes, nomeada mas não exclusivamentemente ao nível da questão ocular.

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  7. Desconheço a realidade das regiões autónomas. Mas conheço bem a realidade da LeYa e da Porto Editora, que detêm o monopólio em Portugal. Não há orçamentos para verdadeiro desenvolvimento digital, apenas para uma "versão light", onde imperam os questionários online e as caixas para serem preenchidas. O bottom-line é que estes "serviços e infraestruturas" não conseguem demonstrar melhores resultados e uma melhor educação, enquanto rodeiam crianças anos a fio com objectos electrónicos com consequências nefastas para a saúde a médio e longo prazo.

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  8. Concordo com a sua análise, Patrícia. É, contudo, de sublinhar as incertezas com as consequências na saúde. Mas, há desde logo, que inscrever que as crianças perdem muito tempo com as tecnologias digitais; brincam pouco tempo em tarefas não organizadas por adultos e socializam muito menos do que as gerações anteriores.

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