Mostrar mensagens com a etiqueta crise finaceira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crise finaceira. Mostrar todas as mensagens

domingo, 29 de janeiro de 2012

um dia depois

 


 


 


 



 


 


Quando vi a primeira página do Expresso, convenci-me que o presidente Cavaco Silva deve pôr em rotação excessiva os neurónios dos seus spins; é uma espécie de homem quântico. Com a "gaffe" recente da sua reforma, li a saliência de primeira página como uma ajuda mútua: o governo dá popularidade ao presidente, uma vez que já se suspeita do desnorte da actual sangria ultraliberal, o governo fica com um almofada para mais uns cortes, mas não tantos como queria o ministro das finanças, e o presidente aparece como o keynesiano salvador.


 


 



 


 


Quando hoje vi a primeira página do Público, interroguei-me: e quem são os cavaquistas? Há aqui matéria interessante para acompanhar nos próximos tempos e, pelo que se pode ler, os cortes nas pensões são um dos pólos da discordância, a par das restantes políticas de austeridade.

terça-feira, 12 de abril de 2011

pec4

 


 


O grau de manipulação por parte deste PS já tem uns anos e envergonha tanto o país como o estado a que chegámos. Sabemos que o governo apresentou o PEC4 em Bruxelas sem o conhecimento do PR e sem negociar com a oposição. Até Mário Soares for peremptório na crítica ao facto e avisou o ainda primeiro-ministro que pagaria por isso. Foi isto que registei.


 


Já nem há paciência para desmontar tanta tramóia e apenas se espera que o PS pare com a estratégia de casos pessoais porque a democracia é muito forte, mas não se sabe se aguenta tantos rapazolas. Quer raio: que é feito dos senadores?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

10

 


 


 


Uma torrente diária de "pequena" corrupção serve de cortina de fumo às causas do buraco financeiro. É um vórtice tão alienante como o descrito por Marx. O casos BPN, BCP e BPP vão passando pelos pingos da chuva, mas com um olhar temeroso para a expectante geração à rasca. É sempre tempo para recordar Noam Chomsky e a sua a lista das "10 estratégias de manipulação" através dos meios de comunicação social:


















1- A estratégia da manipulação.


O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

2- Criar problemas e depois oferecer soluções.


Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação.


Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do diferido.


É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- Dirigir-se ao público como crianças de baixa idade.


A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criança de baixa idade. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.

6- Utilizar o aspecto emocional, muito mais que a reflexão.

 

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e por inactivar o sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos.

7- Manter o público na ignorância e na mediocridade.


Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controlo e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores".


8- Estimular o público a ser complacente na mediocridade.


Promover o público a achar que é moda o facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9- Reforçar a revolta pela auto-culpabilidade.

 

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas (in)capacidades ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema económico e político, o individuo auto-desvaloriza-se e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua acção. E, sem acção, não há revolução!

10- Conhecer melhor os indivíduos do que eles mesmo se conhecem.


No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente hiato entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem propiciado conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo se conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controlo maior e um grande poder sobre os indivíduos do que aquele que os indivíduos conseguem sobre si mesmos.

 

 

(Recebido por email - corrigido, resumido e adaptado)















domingo, 27 de março de 2011

fmi - a alma do negócio

 


 


Encontrei uma informação sobre a ausência de Portugal no site do FMI que dá que pensar. O blogue Ortodoxia pede explicações para este enigma.


 


A questão é colocada assim:


 


"De Portugal não há quaisquer notícias no site oficial do Fundo Monetário Internacional desde Outubro de 2010. Há 5 meses portanto. O equivalente há mesma altura em que o Nepal deixou de ter também notícias relacionadas com o mesmo.


 


Devido à situação em que o país se encontra poderíamos talvez esperar outra coisa. Não por mera especulação, mas simplesmente porque fazendo a comparação com os restantes que formam o chamado grupo dos PIIGS - que se encontram em posição mais delicada dentro da zona do euro, e que actuaram de forma mais indisciplinada nos gastos públicos e se endividaram excessivamente - a diferença de "tratamento" é no mínimo interessante de seguir.


 


A saber, a última vez que estes países tiveram notícias no site oficial do FMI foram:


 



  • Portugal - 09 de Outubro de 2010 (168 dias)

  • Irlanda - 17 de Marco de 2011 (9 dias)

  • Itália - 14 de Março de 2011 (12 dias)

  • Grécia - 16 de Março de 2011 (10 dias)

  • Espanha - 25 de Janeiro de 2011 (60 dias)


 


As projecções da Economist Intelligence Unit apontavam para déficits/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha.


 


Possa talvez Teixeira dos Santos elucidar-nos sobre as razões que nos levam a não termos notícias relacionados com o FMI há 168 dias. Talvez ele possa explicar como um país que entrou no radar de desconfiança dos investidores por possuir uma elevada relação dívida/PIB tenha conseguido ser ignorado durante tanto tempo pela organização que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial.


 


Sabemos que o segredo é a alma do negócio, mas talvez fosse interessante alguém explicar isto."




 

sexta-feira, 4 de março de 2011

vá lá

 


 


 


Desta vez o ex-presidente não remeteu para o inexequível modelo de avaliação de professores a responsabilidade pelo estado caótico das contas públicas. Em 18 de Outubro de 2010, escrevi este post em que dava conta das seguintes afirmações num programa de grande audiência: "(...)Quando vejo dois ex-presidentes elegerem a avaliação de professores como um dos principais exemplos da coma que atingiu o país, entro no estado de "permanente" abanar de cabeça e convenço-me que não temos solução. É falência pela certa. Não sei o que Ramalho Eanes e Jorge Sampaio sabem de avaliação de professores. Mas sei que a avaliatite incontinente dos professores situou-se no primeiro lugar das duas ou três causas com que retratam a nossa pré-bancarrota.(...)".


 


Antigo Presidente aponta problemas que empurraram país para a crise


Portugal “está em apuros”, diz Jorge Sampaio


 



domingo, 17 de outubro de 2010

a um passo?

 


 



Estamos a um passo da falência? O banco central europeu e as empresas de raiting conhecem o despautério das parcerias público-privado (50 mil milhões de euros a partir de 2013) e o chico-espertismo (ou ganância) do subpraime. Dá ideia que o que Portugal agora anuncia os deixa quase indiferentes. Alguns chamam a essa insensibilidade "insaciabilidade" dos mercados. Meteram-nos neste buraco e começam a tremer com a verdade. Estavam sentados em cima de amendoins e divertiam-se a jogar ao monopólio.


 


 


Teixeira dos Santos: "Não vejo muito mais por onde ir se os mercados nos exigirem mais"

sábado, 16 de outubro de 2010

orçamentado

 


 


O ministro das finanças não dormia há duas noites, mas ficou madrugada dentro pendurado ao telefone para dialogar com os deputados carregados de dúvidas. Parece que mais noite menos noite lá poderemos dormir descansados: o país estará todo orçamentado. Depois de afirmar que dava a vida pelas contas públicas, apresenta-se como o sem-sono-e-sempre-em-pé. Sou franco: prefiro os governantes que antecipam as soluções, que não utilizam viaturas de luxo do estado e motoristas "orçamentados" para uma qualquer volta ao quarteirão (amendoins, portanto) e que mantêm os países numa rota civilizada.


 


O Orçamento "mais importante dos últimos 25 anos" chegou tarde e incompleto

domingo, 3 de outubro de 2010

ninguém quer explicar

 


 


 


 


O que é que aconteceu entre o último PEC e o recente anúncio de corte nos salários e de aumentos de impostos? Por que é que estão tão caladinhos os actores do arco da governação e só se dá ouvidos aos economistas do regime?


 


O processo irlandês dá pistas acertadas. O bolha imobiliária não pára de sugar recursos financeiros aos estados e não se sabe o que é feito desse capital.


 


É certo que o estado social tem problemas financeiros. Basta olhar para o desequilíbrio no sistema e valor das reformas ou pensar na natalidade e na demografia. Mas que ninguém escamoteie: as causas da crise financeira são sobejamente conhecidas e bancos como o BCP, o BPN ou o BPP são parte do problema.


 


Mas mais: as parcerias público-privado interessam a quem? Ao arco da governação e à sua clientela e ponto final.


 


O país não aguenta mais este estado de depauperação. Já não se duvida que a corrupção em Portugal é uma praga.


 


Quem lê alguma blogosfera fica com a sensação que tudo isto mais parece uma história de santos e pecadores.  Santos à direita e pecadores no PS e na esquerda.


 


Resumamos: o financiamento partidário é uma selva e há muitos bolsos individuais a fazer das suas. O economista Silva Lopes afirmou que há gestores a receberem dinheiro vivo em descarada fuga aos impostos. Sabemos quem se passeia na sombra deste PS, mas também conhecemos quem se passeou, e passeia, na órbita deste e do outro PSD (Cavaco Silva que o diga) e a passagem do CDS pelo poder em três anos desta década foi ainda pior do que aquilo que se suspeitava.


 


O Paulo Guinote, neste post, é muito acertado com o ambiente político à volta da Educação.


 


"(...) O apoio aos professores e às suas causas era sincero ou uma táctica destinada a potenciar a erosão do PS?


Afinal estavam a favor dos professores ou apenas contra o PS? Eu sei a resposta há tempo suficiente e só a coloco aqui e agora porque os flik-flaks e rodopios de alguns notáveis começam a dar demasiado nas vistas… Porque já há quem recupere o ideário pré-2005-2006 em passo acelerado e se preste a apontar isso como sinal de coerência…


Ahhh… e não me venham com a treta do interesse nacional, que esse, coitado, não teve Novas Oportunidades e não transita da cepa torta há muito."

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

arrepia

 


 


Estão esquecidos os cortes financeiros nos partidos políticos e nos gabinetes ministeriais. Bem sei que até os economistas destemidos nos cortes dizem que essas despesas são irrisórias para o que está em causa (não se percebe se é com medo de também serem atingidos). A notícia que pode ler é cómica. Depois dos anúncios, do presidente do parlamento e do chefe do governo, de cortes nos seus gabinetes não há quem elabore e execute os planos. Pudera.


 


 


Partidos "esqueceram-se" de cortar despesas


"(...)Jaime Gama e José Sócrates pediram redução de gastos nos seus gabinetes, mas ainda não há propostas.(...)"

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

factos

 


 


É bom que haja quem explique os principais objectivos de tanta obra no parque escolar em plena crise financeira. Com a pressa acontecem coisas destas a par de outras positivas.


 


 


Obras nas escolas puxam novas encomendas na construção

segunda-feira, 31 de maio de 2010

acordou

 


 


 



Foi daqui


 


 


Dizem alguns especialistas que a China comprou uma parte substancial da dívida dos Estados Unidos da América e que tudo fará para nivelar os valores do euro e do dólar. Não é fácil pugnar pela ajuda dos países do norte aos do sul do planeta, advogar a defesa do comércio livre e depois querer manter o elevado nível do estado social do ocidente. Para sobreviver, a Europa deveria ter uma voz (até Obama se queixa) e ser politicamente forte e unida. Para além de outros problemas, a Alemanha não se tem portado bem e conhece, como aqui se informa, a "surpresa" da demissão recente do seu presidente.


 


Entretanto, os países do sul da Europa vão sendo sibilinamente convidados a uma saída antecipada: seria um abalo na força do euro tal como hoje se conhece, colocaria mais a nu a decadência demográfica do velho continente e voltaria a acentuar a ideia de mais guerras fratricidas.


 


 


Consultora britânica aconselha a Grécia a sair do euro


"O Governo grego foi aconselhado por economistas britânicos a deixar a zona euro para recuperar da crise da dívida, e países como Portugal podem seguir o mesmo caminho, de acordo com uma notícia divulgada pelo jornal britânicoSunday Times.(...)"

segunda-feira, 2 de março de 2009

da crise financeira mundial

 


 


O Francisco Santos, do excelente blogue (Re)Flexões, alojou no youtube um vídeo muito interessante sobre a crise financeira mundial.


 


Ora clique e divirta-se, já agora.