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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

mais um que detesta a política mas que não faz outra coisa

 


 


 



 


 


 


Victor Gaspar revela, nesta entrevista ao Público, a estratégia que obrigou Portugal a uma austeridade destruidora. Teria sido melhor se o quarto elemento da troika se tivesse dedicado à meteorologia e à reparação de erros nas folhas excel. É uma entrevista política de um homem que se declara sem qualquer paciência para "questões de pura política".


 


 


 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

do manual da bancarrota, do empobrecimento dos outros e dos afins

 


 


 


 


 


Passei os olhos pela comunicação social mais mainstream e fui recortando notícias do citado manual. Podia, como é evidente, estar por aqui o dia todo em tão simples tarefa.


 


É espantosa a velocidade com que o bloco central tenta recuperar a malta do empobrecimento dos outros. Nem os erros clamorosos das folhas excel comovem alguns dos autores do manual referido em título. Segundo a página 8 do Expresso, a autora das entrevistas ao ex-ministro das finanças e da meteorologia é, naturalmente, Maria João Avilez.


 


 



 


 


A meritocracia comprovadamente mais inconsequente é anunciada à lombada e na mais imberbe e nefasta exclusão.


 



 


 


O vice-primeiro ministro esteve em versão trilingue a demonstrar com sound bites a versão irrevogável da sua governação. A plateia da direita espanhola parece que aplaudia e até gozava que se fartava.


 



 


 


 


Passos Coelho teve um momento de lucidez e traçou o estado do país no fim da sua governação.


 



 


Na blogosfera, o Paulo Guinote dá conta de mais uma epifania de Nuno Crato: quando um CEO nada consegue no âmbito da governação electrónica ou até no mais elementar espírito simplex na máquina que jurou implodir e antevê os exames do futuro em versão electrónica, estamos, no mínimo, perante mais uma iluminação que é da família do tal manual que será apresentado durante a semana.


 


 







sábado, 4 de janeiro de 2014

sigam o Gaspar

 


 


 


 


Vítor Gaspar, ex-ministro das finanças também conhecido pelos dotes vagarosos e algo meteorologistas, não era um tu-cá-tu-lá com a Comissão Europeia, com o Governo alemão, com o BCE e com o FMI? A resposta é um sim inequívoco. Mas mais: era também um valor seguro para os mercados, quiçá até o único trunfo da credibilidade portuguesa nesse mundo meio-casino-meio-trafulha.


 


E o que fez o tal de Gaspar-do-excel-e-peixe-de-águas-profundas-com-desprezo-pelos-votos? Reconheceu os dois anos de erros graves e demitiu-se, com carta no mesmo dia e tudo e sem qualquer referência ao Tribunal Constitucional.


 


O que é que fizerem os mercados e a economia portuguesa? Melhoraram os indicadores e deram sinal de vida, apesar das trabalhadas do vive-primeiro-ministro-irrevogável, do impreparado Passos Coelho e do "irrelevante" presidente da República.


 


Conclusão óbvia: demitam-se todos que o país, a economia, os mercados, a Comissão Europeia, a Alemanha, o BCE e os do FMI agradecem.


 


É isso que até Vasco Pulido Valente reconhece hoje no Público.


 



 


 


É também isso que o negociador da nossa dívida deixa implícito, mesmo que de forma inconsciente.


 



 


 


E é o que Francisco Louçã detecta, com toda a facilidade, no primeiro magistrado da nação. O "irrelevante" transformou-se num peso para o país e para a democracia.


 



 


 


 


 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

a nova ministra das finanças antecipa-se

 


 


 



 


 


Maria Luís Albuquerque não só antecipa a concordância de Cavaco Silva com o "novo" Governo como afirma a impossibilidade de Portas enfraquecer a sua posição. Demonstra coragem e algum desprezo pelos poderes presidenciais.


 


Como Maria Luís é a mais completa inside information em relação às tarefas de Vitor Gaspar, talvez as suas ousadas declarações se relacionem com a investida do ex-ministro ao balcão de reclamações do FMI. E não se pense que Vitor Gaspar foi protestar por causa do excel. As suas enfurecidas ameaças de recorrer ao livro amarelo têm outras explicações.


 


A espingarda que em 2011 se destinava aos professores portugueses deixou os alvos quase intactos e apenas molestou três bloggers professores, como retrata a imagem do Quino: o blogger R., o blogger P. e um outro que só usa nickname.


 



 


 


Mas mais: a lanterna da luz ao fundo do túnel foi reparada e espera-se um foco agora mais consistente.


 




É; tudo neste mundo tem uma explicação terrena.

terça-feira, 2 de julho de 2013

é bom que se sublinhe

 


 


 


 


 


O coro anti-Vitor-Gaspar inclui a quase totalidade da nação, mas é fundamental sublinhar algumas diferenças a pensar no presente e no futuro. O coro não se cansa de sublinhar a decisiva importância dos professores. Agradecemos e registamos. Reconhecemos a simbologia e o exemplo das nossas acções apesar de representarem uma migalha no orçamento de Estado e a centésima milionésima parte do desvario da corrupção. É que, e como ontem escrevi, o "mau perder e as obsessões" não largam os professores.


 


Ao ler o cronista Daniel Oliveira do Expresso (um dos menos lurditas d´oiro, reconheça-se, mas mesmo assim um ligeiro lurditas d´oiro mais até pelo natural desconhecimento das questões da Educação e pela necessidade de alimentar o bullshit) repete-se a sensação de outros tempos.




Esta sua crónica, com a data de ontem, começa assim: "(...)Faz todo o sentido que Vítor Gaspar se tenha demitido por causa das cedências de Nuno Crato aos professores. Elas não foram apenas uma monumental desautorização das suas imposições a todos os ministérios. Tiveram efeitos orçamentais significativos, deixaram a troika de cabelos em pé e foram um prenúncio do que espera Passos Coelho na sua tão desejada "reforma do Estado".(...)". Se o cronista Daniel Oliveira acha que os professores impediram que dezenas de milhares de funcionários público sejam despedidos já em Setembro, é uma leitura aceitável e deve explicitá-la. Não pode é deixar implícito que tiveram efeitos orçamentais significativos, deixando no ar a candidatura a um completo lurditas d´oiro.
 




 



segunda-feira, 1 de julho de 2013

do mau perder e das obsessões

 


 


 


 


Decidi-me pela SIC para o telejornal da noite da demissão de Vitor Gaspar. Apanhei com o cronista Tavares do Expresso (quase que me arrependi) e com o inefável anti-PPPs-e-demais-biliões-de-corrupção, Gomes Ferreira. Já os conhecia, dos tempos lurditas d´oiro, com um básico registo anti-professores. Não me admirei que tivessem colocado as greves dos professores no epicentro da demissão do dia, embora divergissem na importância da acção executiva do ex-ministro (mais à direita o jornalista do "negócios da semana").


 


Aceitava-se que considerassem como simbólica a acção dos professores na queda e até se esperava que propusessem qualquer coisa como "(...)não faltará muito para Portugal agradecer aos professores por mais esta lição de cidadania. Serão mais 115 mil comendadores com a ordem da Espada à Cinta.(...)". Mas não, claro. Nem o cronista M. S. Tavares que considerou Vitor Gaspar como uma tragédia; enfim.




Gomes Ferreira foi aos números e escandalizou-se com os 150 milhões anuais que custará a greve dos professores. Diz que se terá de contratar mais 3.000 professores a 30 mil euros anuais cada um. Gaguejou um bocado, naturalmente. É que mesmo com 14 salários, o rendimento bruto de cada um andará entre os 18.000 e os 20.000 euros. Mas mais: duvido muito que sejam contratados mais 3000 professores, mas mesmo assim o suposto investimento de cerca de 100 milhões (é bom não esquecer que estes novos contratados só se efectuarão com a reforma de cerca de 6.000 professores com salários mais elevados e isso será redução de despesa, mas enfim), que é despesa para Gomes Ferreira, será uma migalha no meio dos biliões de corrupção, swaps incluídos e agora omitidos, que denuncia todos os negócios da semana. Estranhos, ou nem tanto assim, estes critérios: é mau perder ou obsessão.