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quinta-feira, 26 de março de 2020

"Não Ouviste,"

 



"Não ouviste, que estás a fazer com esse pau, tornou o pai a perguntar, e o filho, sem levantar a vista da sua operação, respondeu, Estou a fazer uma tijela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos, para quando o mandarem comer na soleira da porta, como fizeram ao avô."  De José Saramago em "As intermitências da morte".



Lembrei-me do livro de Saramago ao ler o seguinte:



"Covid-19. Grupo de idosos infetados recebido com pedras e explosivos em transferência de lar em Espanha."



 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

josé e pilar

 


Recebi por email a seguinte mensagem que partilho com todo o gosto: "Andando por "aí", encontrei esta mensagem do realizador Miguel Gonçalves Mendes sobre a pouca afluência que o seu filme (e documentário) José e Pilar tem tido nas salas portuguesas. Nada de novo, continuamos a maltratar o que é nosso. Vi o filme no sábado e recomendo-o vivamente. Além de nos revelar mais sobre o escritor e a sua mulher, revela-nos um outro homem e uma outra mulher. E faz-nos pensar em nós próprios, acreditem. Por isso, ponham nas vossas agendas e vão ver antes que saia das salas de cinema".


 


Verei o filme na primeira oportunidade.


 









terça-feira, 13 de julho de 2010

Era uma vez

 


 


"Era uma vez um rei que fez uma promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez."


 


José Saramago,


em Memorial do Convento.

domingo, 20 de junho de 2010

jogo de cintura

 


 


 


Os católicos mais-mais-à-direita refilaram por causa dos casamentos gay. O PR recompensou-os com o funeral de Saramago. Se também é assim na economia, por que não um poeta?

inferior e rectangular

 


 


... a parte de estado no funeral de Saramago. O contrário do amor e uma explicação para Lanzarote.

sábado, 19 de junho de 2010

as intermitências da morte

tigela.jpg




"Não ouviste, que estás a fazer com esse pau, tornou o pai a perguntar, e o filho, sem levantar a vista da sua operação, respondeu, Estou a fazer uma tijela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos, para quando o mandarem comer na soleira da porta, como fizeram ao avô."



José Saramago / As intermitências da morte

(reedição; 1ª edição em 3 de Janeiro de 2006)






José Saramago - falsa democracia

sexta-feira, 18 de junho de 2010

saramago, josé


 


 


 


Liguei-me à rede há pouco. Viajava de carro e sintonizei a antena dois da RDP. Morreu Saramago.


 


No princípio não lhe conhecia a voz. Depois, quando o lia, ouvia-o. Escrevia tão bem como falava. Quase que não se distinguia nos registos. Suspeito que quem escreve muito e bem tem muito trabalho; devia ser por isso.


 


Foi quase amor à primeira vista. Sempre em crescendo até ao indizível memorial de convento. Até aí, nada escapou; uma espécie de subida ao cume. Depois disso falhei algumas vezes. Algum receio de desencanto. Nunca reli o memorial. Assim de repente, reler gente do mesmo nível tem valido. O recherche de Proust e o Ulisses de Joyce aumentaram o encanto.


 


Saramago tocava no português rectangular e dava-lhe dimensão global; e emoção; e dignidade; e humanidade. Afinal, a verdadeira razão da língua de Camões.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

as intermitências da morte ponto final

Já vos tinha dito, que a obra começa e acaba com a mesma frase: “no dia seguinte ninguém morreu”. A morte adormeceu. Adormeceu de amor. Como compreendo o José Saramago. Valeu. Tive pena de chegar ao fim. O último terço do livro é um fascínio.



terça-feira, 17 de janeiro de 2006

as intermitências da morte II

E se um dia a morte deixasse de nos visitar? Saramago coloca-nos perante este supremo desafio. São várias as instituições que entram em crise. A igreja, por exemplo, aflige-se com a ideia. Sem morte não há ressurreição e sem ressurreição não há igreja...



segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

as intermitências da morte I

morte.jpg


Fui lendo José Saramago com um prazer crescente que atingiu o auge com o “Memorial do Convento”. Fiquei completamente fascinado com esta obra. Achei a atribuição do Nobel uma coisa mais do que obrigatória. Li, depois, o “Evangelho segundo Jesus Cristo” e o “Ensaio sobre a Cegueira. Gostei mais do segundo. Daí para cá, só passei os olhos pelo “Todos os Nomes” e pelo “Homem Duplicado”. Agora vou seguir “As Intermitências da Morte”. Darei notícias. Já reparei que começa e que acaba com a mesma frase: “no dia seguinte ninguém morreu”. Um dia sem a visita da morte. Promete.