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quarta-feira, 8 de maio de 2013

legítima defesa

 


 


 


 


 


Este post é de 5 de Março de 2010.




A sua publicação na Gazeta das Caldas fez com que tivessem acontecido incomodidades várias (diverti-me, apesar de tudo). À medida que o tempo avança, republico-o em legítima defesa, para que a memória se avive e porque os factos são demonstrativos. O tempo é sempre o mestre supremo e não permite que os "actores" eternizem os seus papéis.


 


 


Golpe é o título de um texto que me fez regressar à Gazeta das Caldas para onde contribuía com regularidade antes de ter este blogue.


 


O Golpe diz assim:


 



"A propósito da recente polémica à volta da desnorteada rede escolar do concelho das Caldas da Rainha, considerei oportuno tomar uma posição que pode ser lida nos seus vários níveis de intervenção.




Foi por volta da década de noventa do século passado que se percebeu que o orçamento da Educação era demasiado apetitoso para que a ganância, que se afirmou através do PSD e do PS (o CDS e outros ficaram com empregos e fatias menores), o deixasse sossegado; potenciais PPP´s (parcerias público-privado,) ainda sem dono.



Vou fazer aqui um pequeno parêntesis para precisar que a fórmula PPP foi comprovadamente ruinosa para o estado, uma vez que os governantes assinavam contractos leoninos em benefício de empresas privadas para onde se passavam na primeira oportunidade, muitas vezes em comunhão espiritual com autarquias locais onde interrompiam obras integralmente públicas e já adjudicadas.



Desde a altura referida que as agendas mediáticas foram paulatinamente preenchidas pelo “tudo está mal na escola”, enquanto se edificavam escolas cooperativas em regime de excesso de oferta e em clima de quase mercado. Essa agenda foi levada até às últimas consequências, e com sonoro e central aplauso, a partir de 2005, através da destruição do poder democrático da escola.



Quando eclodiu a crise financeira, o PS foi apanhado de forma flagrante do lado predador. A mudança de agulha fez-se com a naturalidade de quem começa a dizer inverdades logo ao pequeno-almoço. Passou-se para um suposto lado contrário da agenda gananciosa, com mais uma epifania pato-bravista e de reanimação económica de imobiliários aflitos: a “parque escolar”. Estava quase tudo encenado para umas próximas legislativas e só faltava um detalhe precioso: somos os defensores da escola do estado e até retirámos financiamento aos nossos cooperativos que se dedicaram à privatização de lucros.



Os últimos tempos foram hilariantes (ou trágicos; é só escolher o lado). Ex-ministros do bloco central desceram da estratosfera e sentenciaram: escola do estado que seja pior fecha em favor da vizinha privada. Foi uma espécie de derradeiro serviço (consciente ou não), já que um deles até ameaçou desistir se a ideia não avançar de vez, numa intervenção que baralhou uma série de conceitos com a famigerada autonomia das escolas à mistura. Ao nível local foram convocados os inconscientes animadores de serviço.



Ou seja: edificaram inconstitucionalmente junto às escolas do estado – tentaram derrotar-lhes a fama e cobiçar-lhes os melhores alunos – inflacionaram as notas, colocaram professores sem concurso e em regime de amiguismo, construíram os rankings e já só falta subtrair uma boa fatia aos orçamentos. Uns grandes profissionais, sem margem para dúvidas. Um golpe perfeito, digamos assim. O pessoal da escola pública é bem mais naif e resistente e o país está no estado que se conhece.






 

domingo, 23 de dezembro de 2012

se

 


 


1ª edição em 19 de Setembro de 2012 


 


 


Não é fácil dar um pequeno passo em nome da cidadania. O domínio do se exige-nos muito e inibe o direito à palavra. Propalamos o dever da opinião, mas não conseguimos fugir ao beco sem saída da intolerância. Não vivemos o contraditório com civilidade e isso não ajuda nos tempos que correm.


 


Se se criticava o Governo de José Sócrates, era-se um perigoso direitista ou esquerdista radical. Se se critica as políticas da actual maioria, é-se um esquerdista despesista e sem remédio. Se se publica um pedaço acertado da declaração histórica de um comunista, é-se um perigoso agitador. Se se tem um blogue, é-se um subversivo encartado ou um elitista insensível. Se se concorda com uma ideia liberal, é-se um convertido ao capitalismo selvagem.


 


Já nem as redes sociais escapam à voracidade do se: dos likes colocados às imagens que nos integram, tudo serve para o escrutínio tortuoso que nos consome. E podia ficar por aqui horas a divagar à volta do pronome pessoal (neste caso é mais conjunção, conforme contributo de uma professora de português).


 


E dou como exemplo um pequeno texto do politólogo José Adelino Maltez no facebook, que li e gostei:


 


"De mal com o gasparismo, pela mesma razão com que denunciei o socratismo, mantenho o meu feitio de radical do centro excêntrico, com situacionistas proclamando que não sou de confiança e com ataques formais vindos de sectores oficiais do PCP e de certas vozes anónimas que se acobertam em blogues do esquerdismo niilista. Para os devidos efeitos, sublinho que mantenho a minha concepção liberal do mundo e da vida."


 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

do sentido do vento e dos símbolos

 


 


Não tem sido fácil a condição de português e de professor, mas tem de haver mais vida. Gosto de ensinar e de praticar desporto e não escapo à mediatização do desporto profissional. Tento ser um consumidor-quanto-baste. Tenho-me divertido muito pouco com o meu Sporting que mais parece um espelho do país. Tenho sempre o refúgio da NBA, a minha liga favorita, e acompanho os inigualáveis Lakers. Mas nem esses: começaram a época com zero vitórias e treze derrotas (leram bem).


 


Mas na madrugado de anteontem os ventos mudaram. Os Lakers conseguiram a primeira vitória e de forma concludente e muito promissora.


 


Espero que hoje Obama vença, que a democracia ganhe uma nova embalagem e que Portugal e o sistema escolar encontrem algures um momento de viragem. Noto algum nervosismo nos tea party deste mundo, e por cá também, e isso não deve ser desprezível. A vida e os símbolos também dependem do sentido do vento.