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quinta-feira, 25 de abril de 2024

20 anos do Correntes nos 50 anos do 25 de Abril

O blogue faz hoje 20 anos e gosto muito que coincida com os 50 anos do 25 de Abril. São 20 anos de pensamento livre, com o mote do primeiro dia de há 50 anos: a liberdade em respeito pela liberdade do outro.

- De que é que te orgulhas, quase 50 anos depois da Revolução dos Cravos e de tantos avanços nos mais diversos domínios? Perguntava-me, no ano passado e num ambiente obviamente concordante e fraterno, um amigo e colega de turma no inesquecível 25 de Abril de 1974.

E repito, acrescentando sentimentos que não imaginaria ou que se reforçaram. O meu orgulho cimeiro é a relação com a minha mulher e com a minha filha (estão nas imagens; na de 2004 está também a minha saudosa mãe). Não imaginaria que ser mulher voltasse a ser uma condição discutida.

E também me orgulho da relação com familiares, amigos (alguns de longa data de Moçambique e do desporto), colegas, outros profissionais da educação, alunos, encarregados de educação e tantos cidadãos dos sítios onde vivi. Como sou imigrante e refugiado político - factos que é oportuno sublinhar, realçando a capacidade inclusiva da democracia portuguesa -, orgulho-me disso e do modo como exerço funções públicas.

É óbvio que há coisas que me entristecem e que não imaginaria: a regressão da escola pública, principalmente a desistência por uma escola pública com os mais avançados padrões de gestão das organizações e com um ambiente inclusivo e de bem-estar para todos: alunos e profissionais. É, comprovadamente, um progresso perfeitamente possível, e só possível, em democracia.

Muito obrigado por passar por aqui. O blogue, esta segunda pele, deu-me relações inesquecíveis de amizade e profissionais. Orgulho-me disso e de tudo o que originou.

25 de Abril sempre! Eterna gratidão aos corajosos revolucionários!


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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Medo de Ter Medo

Em 3 de Junho de 2011 escrevi assim:



"Não sei se o caso France Telecom foi consciente. Não tenho dados para o veredicto. Do mesmo modo, permito-me dar lugar aos que especulam que o que se viveu em Portugal nos últimos anos foi de premeditação inconsciente embora com resultados igualmente desastrosos. O que mais me impressionou neste período, e que me oxigenou a não desistência, foi a generalização do medo. O pavor de existir é a mais nefasta herança desta governação. 


A má burocracia corporizada em amontoados de grelhas anula o indivíduo e o seu inatismo cooperativo e gregário. Institucionaliza o formulário com campos sem fim e em que o erro num deles pode sentenciar a reprovação, a vergonha e a imobilidade na progressão na carreira. Sobrecarregar o indivíduo com burocracia associada a uma pirâmide clientelar e preenchida por uma ficção em forma de ferro, venera a bajulação, exclui a dignidade e impede qualquer veleidade à inovação, à inteligência e ao primeiro atributo do conhecimento da razão: a liberdade. É a pensar nessa liberdade que votarei e na esperança de fechar este trágico capítulo."


 


terça-feira, 21 de abril de 2020

Uma Questão de Imagem

Nas últimas semanas, as imagens que acompanham as publicações nem sempre ficam visíveis. Tento resolver o problema, mas já percebi que se relaciona com os programas de navegação, com o sinal da internet nestes tempos ou com a extensão das imagens. Hoje esteve bem, mas foi por pouco tempo. Para além de tudo isso, e como tento que as imagens fiquem visíveis porque são parte integrante, algumas publicações têm sido reagendadas ou apagadas (quando são apenas de teste). Espero não voltar a fazer.

terça-feira, 31 de março de 2020

Da Escolha do Nome do Blogue

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A escolha (2004) "Correntes" para nome do blogue revelou-se paradoxal: inspirei-me na democracia e no respeito pelas correntes da pedagogia, pela diversidade de opiniões e pela busca do pensamento livre, e uns anos depois vi as redes sociais inundadas por movimentos que não aprecio: correntes, cadeias, laços, mãos dadas e chamamentos diversos. Como estamos em mais uma fase de apelos ao sobrenatural, agravada com notícias falsas ou alarmistas em sites, blogues e plataformas digitais, refiz o descritivo do blogue acentuando "Correntes da pedagogia e em busca do pensamento livre" para evitar qualquer confusão e "desaconselhar" alguns acessos ao blogue.


 

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Editorial (32)

 


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Tenho recuperado posts e refiro a data da 1ª publicação. Contudo, e como no sistema escolar há demasiada repetição e como o blogue vem de 2004, quando faço pesquisas no que escrevi sobre determinado assunto recupero parágrafos e nem sempre digo que são reedição; esqueço-me, no mínimo, de os colocar entre aspas. Peço desculpa aos leitores mais atentos. Tentarei escrever sempre de raiz. Avisarei quando forem republicações, nem que seja com aspas.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Dos Modelos de Blogue

 


 


Mudei há uns tempos o "template" do blogue. Passei algum a tempo a personalizar o modelo que é agora optimizado para os dispositivos móveis (tablets e telemóveis). Contudo, o sapo diz que mais de 70% de quem vem aqui o faz em computadores. Ando há uns dia a tentar mudar o layout inicial, nomeadamente a configuração das imagens dos posts. Se repararem, o tamanho da imagem é diferente, muito maior, da página inicial para o modelo do post depois de se clicar no continuar a ler. Vou prosseguir a a tentativa de reduzir a imagem na apresentação.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Alteração de procedimentos

 


 


 


Mensagem publicada no facebook:


Li com muito gosto todas as mensagens do meu aniversário, mas é "inviável" responder a cada uma. Na impossibilidade de pararmos o Tempo - o Tempo, sempre o Tempo, e nas três dimensões -, e como a idade nos torna mais proustianos, façamos dos "pequenos" gestos uma qualquer eternidade. Muito obrigado pela atenção, que é extensiva a quem usou outros meios para o efeito.



Nota: o facebook é muito interessante (embora também aconteça o que há muito se disse sobre os instrumentos científicos, “são todos válidos, mas dependem das cabeças que os utilizam”). Liguei o blogue ao facebook há 10 anos (4 de maio de 2009), com a preocupação dos procedimentos diários para os aniversariantes. Como mantenho o registo diário apenas no blogue, decidi, até para me concentrar mais nos posts e ficar com mais tempo para ler (esse exercício “radical” na voracidade que nos habita), encerrar a interessantíssima rubrica dos aniversários (para receber ou emitir). Um grande bem-haja a todos.


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Com Mais Tempo

 


 


Mudei novamente o modelo do blogue. Procurei uma solução mais próxima do original e reeditei alguns "posts" para testar detalhes. Parece que foi desta.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Alteração concluída

 


 


 


Concluí a alteração do modelo do blogue. Mantive o essencial. Reconheço as vantagens para os dispositivos móveis.


 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

duas semanas (1)

 


 


 


 


 


É sempre interessante concretizar algumas ideias e as obras em casa são um dos exemplos. Mas após duas semanas, o cansaço, até mais psicológico do que físico, vai dando sinal de vida. Até a edição do blogue se ressente. Mas faltam dois dias e para a semana haverá descanso.


 


Como um blogue é também um espaço intimista, fica o registo.


 


 


 


 



 


 


 


 


 


 


  


 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

boas festas e feliz 2014

 


 


 


 


Já lá vão uns anos a utilizar este modo de desejar as tradicionais Festas Felizes aos que passam por aqui e às pessoas que constam da lista de emails que fui organizando no blogue. Acima de tudo, deseja-se que 2014 nos ilumine de alguma forma. Os tempos são o que são e a saúde será sempre o bem mais precioso.


 


Passei uma semana algo cansativa, pois para além das tarefas profissionais desdobrei-me em conversas sobre Educação. O estado da escola pública é o que se conhece. Este vórtice que acelera o tempo e que nos faz andar muito e depressa também nos remete para uma espécie de círculo: o ponto de chegada assemelha-se ao de partida. Contudo, um optimismo, mesmo que algo realista, deve acender a palavra que nunca nos devemos cansar de repetir: esperança.


 


Boas festas e um feliz 2014.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

editorial (21)

 


 


 


 


 



 


 


 


 


O blogue fará 10 anos em 25 de Abril de 2014 e este é o post 7206. Regista 21901 comentários. Agradeço essa generosidade, sentimento que é extensivo a quem passa por aqui sem o fazer. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas. O blogue derivou para as políticas educativas e isso estava longe das intenções iniciais.


 


Gosto de escrever. Ajuda-me a racionalizar o mundo e a soltar a alma. É um risco que me acompanhou antes do blogue e de que não desistirei depois dele.


 


Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Sempre tentei não entrar numa espécie de obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. 


 


Reduzi a divulgação do blogue nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos. Vou estar por aqui, partilharei de forma automática alguns posts no facebook (encerrei a página "Correntes" e mantenho a pessoal) e fechei o twitter. Passei a ser muito parco no uso do email e do sms e deixei de responder às provocações. Só troco emails ou sms´s com quem conheça ou me inspire confiança.


 


"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". Esta frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Bem sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa ao longo destes anos que simplifica o imediatismo das análises, mas isso não invalida uma confissão: dos 7206 posts escolhia umas dezenas.


 


Nem tudo são rosas na blogosfera. Inquieto-me com a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável. Um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Como sou professor e escrevo muito sobre Educação, há a tentação para inferir que me estou a dirigir a alguma instituição em concreto. É injusto. Se há algo que me caracteriza, é alguma coragem para dizer o que penso sem tibiezas; mas com respeito. Também me inquieto com as invenções. Mas, muito francamente: é peditório esgotado e desconfio que não é nada de novo. Parece-me que já nasci assim e sei muito bem que não é fácil o estatuto de "estar por conta própria" que é impensado para o mainstream


 


E repito o último parágrafo do editorial anterior: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.


 


 


 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

do encerramento da página "correntes" no facebook

 


 


 


 



 


 


 


Este é o último post que partilharei na página "Correntes" no facebook. A página continuará mais uma semana por cortesia aos que por lá passaram e depois será apagada. Continuarei com a minha página nessa rede social onde partilharei alguns dos posts.


 


Criei essa página por causa da "arte de mentir nas redes sociais".


 


Até finais de Setembro de 2013, os posts do blogue eram partilhados para aí e só depois para outros lados. Essa simples decisão (exigia mais dois ou três procedimentos) permitiu esvaziar os tais comportamentos mais "artísticos" (com todo o respeito, obviamente, pela verdadeira arte). E, como sói dizer-se, ponto final.


 


 


 

domingo, 23 de dezembro de 2012

se

 


 


1ª edição em 19 de Setembro de 2012 


 


 


Não é fácil dar um pequeno passo em nome da cidadania. O domínio do se exige-nos muito e inibe o direito à palavra. Propalamos o dever da opinião, mas não conseguimos fugir ao beco sem saída da intolerância. Não vivemos o contraditório com civilidade e isso não ajuda nos tempos que correm.


 


Se se criticava o Governo de José Sócrates, era-se um perigoso direitista ou esquerdista radical. Se se critica as políticas da actual maioria, é-se um esquerdista despesista e sem remédio. Se se publica um pedaço acertado da declaração histórica de um comunista, é-se um perigoso agitador. Se se tem um blogue, é-se um subversivo encartado ou um elitista insensível. Se se concorda com uma ideia liberal, é-se um convertido ao capitalismo selvagem.


 


Já nem as redes sociais escapam à voracidade do se: dos likes colocados às imagens que nos integram, tudo serve para o escrutínio tortuoso que nos consome. E podia ficar por aqui horas a divagar à volta do pronome pessoal (neste caso é mais conjunção, conforme contributo de uma professora de português).


 


E dou como exemplo um pequeno texto do politólogo José Adelino Maltez no facebook, que li e gostei:


 


"De mal com o gasparismo, pela mesma razão com que denunciei o socratismo, mantenho o meu feitio de radical do centro excêntrico, com situacionistas proclamando que não sou de confiança e com ataques formais vindos de sectores oficiais do PCP e de certas vozes anónimas que se acobertam em blogues do esquerdismo niilista. Para os devidos efeitos, sublinho que mantenho a minha concepção liberal do mundo e da vida."


 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

tudo isto é fado

 


 


O Fado será muito justamente património mundial; espera-se. O comentador assíduo Donatien propôs a audição, neste post, de um fado muito interessante. Como o sapo não permite a inserção de vídeos no espaço dos comentários, transformei-o num post. Muito significativo para os tempos que vivemos.