sábado, 28 de junho de 2008

jazz no ccc

 


 


 


O CCC escolheu o projecto de jazz de Michael Attias para estrear este género musical no novo centro cultural e de congressos da cidade das Caldas da Rainha.


 


Foi um escolha que se revelou difícil para os espectadores que ocuparam cerca de metade dos lugares disponíveis.


 


O concerto, de um hora e sem encore, decorreu no grande auditório que, como se sabe, tem excelentes condições acústicas.


 


Foi um concerto muito exigente: 5 excelentes músicos tocaram temas de enorme elaboração recorrendo a um experimentalismo muito profissional.


 


Sabemos que este género de "ego-jazz" (desculpem o neologismo, mas serve-me a ideia para opinar no sentido de que os músicos tocaram para dentro do grupo ou mesmo, e apenas, para cada um deles) torna-se tão surpreendente que os ouvintes ficam nesse estado anímico do princípio ao fim do concerto. Mas também sabemos, ou pensamos que sabemos, que é assim que a música pula e avança.


 


 


 


"Cinco músicos da cena do jazz contemporâneo de Nova Iorque, formam o projecto Twines of Colesion.

Este projecto nasceu do desejo de Michaël Attias de conjugar as contribuições dos cinco artistas numa exploração colectiva das mutações proporcionadas pela improvisação.

A versatilidade do saxofonista está bem patente da diversidade dos seus projectos musicais. Depois de trazer a público registos onde se adivinha tanto a influência klezmer num jazz bem-humorado, como o domínio da complexidade da composição moderna ou da abertura do free jazz, Twines of Colesion é um quinteto especialmente voltado para a improvisação.

Ao longo dos anos, separadamente ou em conjunto, os músicos que compõem agora este quinteto desenvolveram uma poderosa e original abordagem do ritmo, da cor, da linha e do som.

Descrito pelo saxofonista como um “trio expandido”, Twines of Colesion combina a elasticidade “free” e o “swing” de uma pequena unidade como os Renku com o fôlego composicional e o som gordo dos sextetos e septetos de Attias, a exemplo do Clinamen Sextet. Cada um dos intervenientes é um agente com igual papel no fluir dos acontecimentos e nas suas muitas e inesperadas transformações".



 


 


 Pode ver um pequeno vídeo de 2.47 minutos com o som de Michael Attias.


 


 


 


 


2 comentários:

  1. Nada. Não fiquei a saber nada do que foi o concerto. Gostaste?

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  2. Nem sei bem o que diga. Este post esteve vários dias em espera. Editei-o na noite do concerto mas só o escrevi e publiquei ontem. Se bem me lembro, a sensação no final foi esta: mas que belo concerto. Todavia, tenho a ideia que parecia que tinha acabado de fazer uma bateria de testes psicotécnicos: muita concentração, muita atenção, muito desgaste cerebral mas pouca emoção. Os temas foram todos novidade, não havia um standard, sequer, e, se bem me lembro, só num deles me apeteceu dançar. Os músicos eram excelentes: o reputado pianista fez um solo e pouco mais; o baterista, muito inovador, esteve quase sempre presente e merecia uma grande aceitação por parte dos restantes; o baixo-eléctrico era de topo, mesmo; o Michael Attias fez-me recordar a definição de intelectual por parte da Maria Velho da Costa: "muita conversa e pouca...". Mas, atenção, eu sei as minhas limitações: tento ser apenas um espectador generoso e um ouvinte disponível.

    Conclusão: um belo concerto com pouca emoção.

    Abraço. Obrigado por passares e por comentares.

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