terça-feira, 17 de novembro de 2009

a não celebração é parte integrante do medo de existir?

 



Foi daqui.


 


 


 


 


São recorrentes os discursos de cautela no seio dos professores que lutaram contra as políticas do ministério da Educação do anterior governo PS; o actual tem o mesmo chefe mas poderá ser obrigado a mudanças significativas. Sempre que se regista alguma vitória, surge de imediato um elenco de avisos de que não é bem assim e que "ainda vais ver que fica tudo como está". 


 


Sabe-se que este processo foi longo e muito cansativo. Também se conhece que os professores foram registando vitórias aparentes, sucessos que não se concretizavam, e que se tornaram em triunfos tão amargos que mais pareciam derrotas.


 


Nesta altura não temos de ter nenhum medo de existir e devemos celebrar várias vitórias. Aconteça o que acontecer, já ninguém defende a divisão da carreira nem o monstro burocrático de avaliação. Vão ser agendadas alterações na gestão escolar, nos horários dos professores e no estatuto do aluno. Ora, e que raio, tudo isto se deve à justa luta dos professores e à força da razão. E quando escrevo professores, estou a referir-me às suas ligações na chamada nova rede (blogues, movimentos, sms´s e emails) e a alguns dos seus sindicatos.


 


Celebremos e continuemos a luta. O ânimo é sempre uma parte fundamental para quem resiste; mais ainda, quando o festejo reside em impressões objectivas.

6 comentários:

  1. "Aconteça o que acontecer, já ninguém defende a divisão da carreira nem o monstro burocrático de avaliação."

    Olha que há, Paulo. Lê por favor, o PROJECTO DE RESOLUÇÃO do CDS-PP. Será que vi mal?

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  2. Desse lado não seria de esperar outra coisa. Concordo com este comentário.

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  3. Viva MIguel.

    Concordo. Faz tempo que venho a escrever que esse modelo é mais do mesmo. Mas o mais do mesmo é, e infelizmente, transversal.

    Mas começo a ver alguma luz no fundo do túnel. Vamos ver.

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  4. Do prof José Gil: "Uma vez fiz essa pergunta a José Mattoso. Perguntei-lhe se vinha do salazarismo. Ele respondeu: "Muito antes disso." Mas não precisou de onde. Acho que ninguém sabe. Claro que no chamado "antigo regime", ou no feudalismo, imperava um medo real, físico."

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  5. Obrigado aos lutadores dos blogs. Bem hajam.

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