(Revi este belo filme, ontem à noite, na rtp2.
Republico o post sem qualquer alteração.)
Já tinha escrito: a programação dos cinemas alternativos da capital passa pelo CCC das Caldas da Rainha. Penso que é para manter e ainda bem.
"Caramel" de Nadine Labaki foi, hoje, dia 8 de Julho de 2008, o escolhido. O excelente pequeno auditório, tirando as desconfortáveis cadeiras, claro, quase cheio a uma segunda-feira. O filme franco-libanês fugiu por completo aos estereotipos esperados: em Beirute, cinco mulheres num cabeleireiro é o ponto de partida para uma viagem interessante ao mundo que envolve aquela sociedade do médio oriente. Problemas de mulheres e dos que têm o privilégio de com elas construir projectos de vida.
Um filme belo. Divertido, incisivo no que aos costumes se refere, tranquilo mas com mudanças muito interessantes no ritmo e na sequência das cenas. Parecia um filme escrito por Almodóvar e filmado por Kusturica.
Coisa bela e que recomendo. Na ficha do jornal público pode ler-se:
"Em Beirute, cinco mulheres cruzam-se num salão de beleza, um microcosmos colorido em que várias gerações se encontram e partilham segredos e intimidades. Layale é amante de um homem casado e vive na esperança que ele deixe a mulher um dia. Nisrine é muçulmana e vai casar-se em breve, mas já não é virgem e teme a reacção do futuro marido quando ele descobrir. Rima vive atormentada pela sua atracção por mulheres, especialmente uma cliente do cabeleireiro. Jamale vive obcecada pela idade e pelo físico. E Rosa sacrificou a sua vida pessoal para tratar da irmã. No salão, os homens, o sexo e a maternidade são os temas de conversa. Conversas íntimas, que gozam de uma liberdade que não têm no mundo exterior".
Um caramelo irresistível, digamos assim.
Encontrei um vídeo de 7 minutos.
Ora clique.
ResponderEliminarTambém lá estive. Filme de mulheres e sobre as mulheres que os homens, obrigatoriamente, deveriam ver. Espantoso o universo feminino. A vida jorra de todos os lados, complexa, simples,enigmática, simbólica, matriz...
Belo filme.
Não fui obrigado mas vi com todo o gosto e partilho dessa espantosa observação.
ResponderEliminarAbraço e obrigado por passar e por comentar.
Achei o filme belíssimo!, Beirute também já o foi, e não não fui ao cinema, obtive-o com o alto patrocínio da Dª Mula e que me acusem de pirata ,que piratas são aqueles que esvaziam o coração de uma cidade como o Porto de actividades culturais!
ResponderEliminarAbraço
:)
ResponderEliminarAbraço.
"Parecia um filme escrito por Almodóvar e filmado por Kusturica."
ResponderEliminarEsta frase sintetiza a minha impressão.
O filme parece um fatia de Beirute, cortada fininho no espaço e no tempo. O sincretismo latente entre as tradições islâmica e cristã, francesa e árabe em vidas com que de algum modo no identificamos. Maravilhoso!
Sabia que, ao veres aquele filme, terias essa opinião: maravilhoso.
ResponderEliminarAbraço.
Não vi o filme, mas, a julgar pelo trailer, deve ser uma delícia sobre o universo feminino.
ResponderEliminarUma referência a reter.
Obrigada Paulo.