terça-feira, 11 de maio de 2010

sua excelência, o supervisor

 



 


Foi daqui


 


 


 


 


Sua excelência, o supervisor, não é uma genuinidade lusitana, mas tem semelhantes em número, e em género, no rectângulo ibérico para se atribuir ao clima a responsabilidade atmosférica por tão desgraçada condição; a tragédia não é sua, mas das coisas e pessoas supervisionadas. Os mais realistas encontram nesta ambiência a explicação para a eterna dívida financeira da nação, até porque os supervisionados do rectângulo são elogiados quando conduzidos de fora da geometria.


 


O supervisor, ele próprio, nasceu para distribuir. Do resto, nada sabe. É exímio na atribuição de responsabilidades, só requerendo o substantivo quando o efeito de mártir se torna uma suplica ou para agraciar e escudar quem o designou. Faz vida nessa incomodidade.


 


Sua excelência, que gravita à custa de esforço que não o seu, é usado para socorrer casos exigentes. Parte sorridente e deixa um rasto de destruição na sua pegada deficitária.

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