quinta-feira, 30 de junho de 2011

no meio de nós (2)

 


 


Há tempos escrevi assim:


 


"(...)O universo organizativo do sistema escolar em Portugal está longe de obedecer a parâmetros de tratamento da informação adequados à sociedade da informação e do conhecimento em que vivemos.


Grande parte da informação obtida não é relevante para o processo de tomada de decisões, nem contribui para que os professores, principais fornecedores de informação, concentrem a sua energia na preparação e na realização das actividades lectivas.


Exige-se às organizações do sistema escolar uma reflexão que altere o paradigma vigente: os sistemas de informação necessitam de uma grande depuração com um objectivo de sentido contrário ao habitual: retirar os campos de obtenção de informação que se conclua não estarem destinados a fornecer dados de suporte a tomadas de decisão nucleares para o edifício organizativo.(...)


 


Vem isto a propósito deste excelente post do Paulo Guinote (com o título desburocratizando):


 


A malta não gosta de reuniões, diz que são muitas e longas.


Então mandam-se as coisas por mail, para evitar reuniões ou encurtá-las.


O pessoal não abre o mail e não sabe, acaba a queixar-se.


Se abre o mail, não consegue dar com os ficheiros anexos, acaba a queixar-se. 


Se dá com os ficheiros, não os consegue abrir porque o formato é esquisito, acaba a queixar-se.


Se abre o ficheiro, não percebe bem o que lá está escrito, acaba a queixar-se.


Se percebe o que lá está, fica sem saber se não será melhor uma reunião para esclarecer as dúvidas.


Então a malta acaba a fazer muitas reuniões. E longas.

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