Nos países, como nas instituições, não se deve brincar com o fogo. Nos últimos dias, o governo e os sindicatos têm recorrido às clássicas coreografias através da radicalização dos discursos com o objectivo de ocuparem o espaço da saturação social. Compreende-se, mas é um exercício arriscado. Usam mecanismos que esperam que desenvolvam sentimentos de medo e de resignação perante a frustração.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, alertou hoje para, em Portugal, não se confundir o direito à manifestação e à greve com "aqueles que pensam que podem incendiar as ruas" e trazer "o tumulto" para o país.
Lembro-me sempre deste post de Sua Excelência.
Estava, como sempre, inquieto.
Sua Excelência tinha, digamos assim, uma doença: via ameaças, antes mesmo de elas nascerem.
E assustava-as (as ameaças morrem de medo). Conta-se até que, de tanto ameaçar as ameaças, as ditas acabavam mesmo por crescer: ficavam-lhe agradecidas.
Para além disso, exaltava-se com frequência e enfurecia os que o rodeavam. Persuadia-os. A ameaça vivia dentro de Sua Excelência e isso explicava tudo.
portugal está infestado de incompetentes... aquele que um dia quiser voar tem primeiro que aprender a estar em pé e a correr e a subir e a dançar; porque não se pode ir a voar para o voo...
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