Este edtorial é quase igual ao 13.
Reescrevi-o, mas pouco.
Tenho um blogue porque gosto. A coerência não dogmática é um dos lemas que persigo. A defesa do poder democrático da escola, e de outras questões cívicas, desassossega-me a alma, estimula-me a escrita e exige-me, mesmo que raramente, a ultrapassagem do limiar da leveza. Por vezes, vejo-me no centro de um qualquer turbilhão. Como é a consciência que comanda as emoções e racionaliza as decisões, saio mais construído do que quando entro. As coisas pequenas ocupam o lugar da indiferença.
Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós e procuro que não sejam atingidos pelas ondas de choque. Tomo posições que considero justas, mesmo que não me facilitem a vidinha. Aprecio a responsabilidade individual. Só me envolvo no que me apetece e não me preocupo com as leituras exteriores. Sei com o que posso contar e até me divirto o suficiente. Sei, naturalmente, que muito leitores são locais. Associar os posts ao que se passa no sítio onde resido é um devaneio que me escapa. Já disse mais do que uma vez: tenho mais vida.
Sempre assinei os textos que publiquei nos diversos suportes e nunca escrevi por encomenda. Identifico-me nos comentários que insiro na blogosfera. Este editorial sublinha a minha não militância e independência.
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