quinta-feira, 7 de novembro de 2013

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Um texto de António Câmara aqui.




 


"Vivi dez anos nos Estados Unidos da América estudando e trabalhando em universidades de primeiro plano. Perguntam-me frequentemente se não tenho saudades desses tempos.


Prefiro viver em Portugal, mas sinto a falta de três características únicas dessas universidades:


- O ambiente de fronteira. No MIT, por exemplo, sentimos que fazemos parte do grupo de exploradores que está a descobrir o futuro.


- A informação por osmose. Numa universidade americana de topo não é necessário ler artigos de revistas. Através de contactos com colegas recebemos, sem esforço, a informação sobre os avanços decisivos no nosso campo.


- E finalmente, o sistema de referenciação. Se conseguimos resultados novos, existe uma rede informal que nos recomenda aos líderes da área e, em alguns casos, a clientes e até investidores.


Nas últimas décadas, Portugal aproximou-se da fronteira e de um ambiente de conhecimento distribuído. Mas continuamos com uma enorme dificuldade em reconhecer o talento dos outros."







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