O Governo afirmou-se para além da troika, anunciou o empobrecimento irreversível e convidou os jovens adultos a emigrarem. Foi assim em 2011.
Dois anos depois, e quando se sabe que Portugal é o único país da troika a sair da crise com menos população e que está com sérios problemas demográficos, o primeiro-ministro anda por aí a corrigir o discurso. É lamentável. Passos Coelho diz inverdades, é impreparado, é radical em termos ideológicos e é atrevido como se verificou na campanha eleitoral. Só lhe resta uma saída, realmente. O que o país menos precisava era deste tipo de experimentalismo irresponsável.
Confiámos na Alemanha e nos outros países do Euro e enganaram-nos. Nem há 10 anos gastávamos à tripa forra convencidos que éramos pequeninos e que nos seguravam...
ResponderEliminarDe Agamben sobre a Europa e a Alemanha: "Na Europa, a identidade de cada cultura ainda reside em suas fronteiras. Um alemão como Winckelmann ou Hölderlin, poderiam ser mais gregos que os gregos. E um florentino como Dante, assim como um alemão, podia sentir-se como o imperador Frederico II da Suábia. Isto é precisamente o que faz com que a Europa tenha uma característica que volta e meia ultrapassa as fronteiras nacionais e culturais. O objeto de minha crítica não é a Alemanha, e sim a forma como se construiu a União Europeia, sobre uma base puramente econômica. Portanto, não apenas nossas raízes espirituais e culturais foram ignoradas, como também nossas políticas e de nossas jurisprudências. Se isso foi entendido como uma crítica à Alemanha, é só porque a Alemanha, devido a sua posição dominante apesar de sua destacada tradição filosófica, atualmente parece incapaz de imaginar uma Europa baseada em algo mais do que o euro e a economia."
ResponderEliminarObrigado aos dois.
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