domingo, 8 de dezembro de 2013

ó lâmpada

 


 


 


 



 


 


 



A  lâmpada






Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,


uma noite, perante os que passavam ao pé de si,


que era superior à estrela da manhã,


pois projectava uma luz mais forte que todas.


De repente, sacudida por um sopro de vento


que se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,


disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;


a luz dos astros, essa, não morre".




Bábrio


 






Antologia da Poesia Grega Clássica.


Tradução e notas de Albano Martins.


Lisboa, Portugália Editora, 2009. p. 465.


(1ª edição em 28 de Novembro de 2010)










2 comentários: