Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal da disciplina de cidadania que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos. E também não é por causa do hardware (smartphones, tabletes ou portáteis). Há exemplos, e muitos, do bom uso educativo da tecnologia nas salas de aula. E se usarem os smartphones para telefonar e tirar fotografias ou fazer vídeos, por exemplo, não precisam de qualquer proibição. O que os aliena é o software. Proíba-se, até aos 16 anos, redes sociais em que se fica à mercê de influencers como Andrew Tate na série "Adolescência (violência no namoro e tantas outras pragas que têm regressado) e da ampliação do bullying, navegadores na internet que possibilitam a adicção em pornografia e jogos nos smartphones. É absurdo e ridículo advogar com o é "proibido proibir" fora da escola, como se a proibição de conduzir antes dos 18 anos, ou de adquirir álcool ou tabaco, não fizesse sentido. É tão absurdo como apontar a insensatez dos professores nas aulas de cidadania; e não se generalize. Actue-se em casos de insensatez. Sabe-se sempre o que se passa em cada sala de aula. Mas tudo isto não interessa à extrema-direita do tiktok (Trump confessou a importância desses eleitores e anulou, logo que foi eleito, a decisão de Biden sobre a proibição do tiktok). Por outro lado, quem é que colocou a disciplina de cidadania na agenda? Foi o marketing da divisão, do ódio, da dor (da dor das minorias alvo) e da ideia de caos. Mas isto só é possível porque o mainstream assistiu de braços cruzados, por interesses comercias e industriais, durante bem mais de uma década à adicção de crianças e de adolescentes ao software referido. E não foi por falta de avisos. É importante que se cruze o debate sobre a disciplina de um tempo semanal com o tempo de écran e com o seu conteúdo. Tudo se liga e as manobras de distracção são como os vírus: tomam sempre a dianteira.
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terça-feira, 28 de julho de 2026
Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos
Em suma, a sociedade tem que se envolver sem empurrar mais uma vez a responsabilidade para a escola.
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
domingo, 27 de julho de 2025
Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos
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Não é por causa da escola e do que lá se ensina numa aula semanal da disciplina de cidadania que os jovens eleitores se apresentam misóginos, racistas, xenófobos e violentos. E também não é por causa do hardware (smartphones, tabletes ou portáteis). Há exemplos, e muitos, do bom uso educativo da tecnologia nas salas de aula. E se usarem os smartphones para telefonar e tirar fotografias ou fazer vídeos, por exemplo, não precisam de qualquer proibição. O que os aliena é o software. Proíba-se, até aos 16 anos, redes sociais em que se fica à mercê de influencers como Andrew Tate na série "Adolescência (violência no namoro e tantas outras pragas que têm regressado) e da ampliação do bullying, navegadores na internet que possibilitam a adicção em pornografia e jogos nos smartphones. É absurdo e ridículo advogar com o é "proibido proibir" fora da escola, como se a proibição de conduzir antes dos 18 anos, ou de adquirir álcool ou tabaco, não fizesse sentido. É tão absurdo como apontar a insensatez dos professores nas aulas de cidadania; e não se generalize. Actue-se em casos de insensatez. Sabe-se sempre o que se passa em cada sala de aula. Mas tudo isto não interessa à extrema-direita do tiktok (Trump confessou a importância desses eleitores e anulou, logo que foi eleito, a decisão de Biden sobre a proibição do tiktok). Por outro lado, quem é que colocou a disciplina de cidadania na agenda? Foi o marketing da divisão, do ódio, da dor (da dor das minorias alvo) e da ideia de caos. Mas isto só é possível porque o mainstream assistiu de braços cruzados, por interesses comercias e industriais, durante bem mais de uma década à adicção de crianças e de adolescentes ao software referido. E não foi por falta de avisos. É importante que se cruze o debate sobre a disciplina de um tempo semanal com o tempo de écran e com o seu conteúdo. Tudo se liga e as manobras de distracção são como os vírus: tomam sempre a dianteira.
Em suma, a sociedade tem que se envolver sem empurrar mais uma vez a responsabilidade para a escola.
terça-feira, 23 de julho de 2024
quarta-feira, 5 de junho de 2024
domingo, 26 de maio de 2024
É tempo de acordar? Em Portugal, 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e os 16 anos já foram expostos a pornografia"
Imagem da edição impressa do Expresso.
Há pelo menos dez anos que se percebe o fenómeno. Agravou-se há uns seis ou sete. Mas o poder da indústria sobrepõe-se. Veja números de 2019, pré-pandemia, portanto. Actualmente devem ser bastante superiores.
"Acesso precoce a conteúdos pornográficos tem impacto no desenvolvimento. Casos de dependência aumentam entre os mais novos. Em Portugal, 40% dos rapazes e 26% das raparigas entre os 9 e os 16 anos já foram expostos a pornografia"
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