"Mais de 2200 presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos em seis anos. São maioritariamente homens, africanos ou asiáticos. Trabalham como escravos, sobretudo na agricultura. Entre os poucos (muito poucos) ressarcidos está uma mulher vendida duas vezes pela mãe."
Os meus textos e os meus vídeos
quarta-feira, 30 de julho de 2025
Que barbaridade!
domingo, 29 de junho de 2025
E vota-se em quem desrespeita direitos fundamentais?!
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E vota-se em quem desrespeita direitos fundamentais?!
Vamos por partes. Olhe devagar e com atenção para a imagem dos três homens, que já usei noutras publicações, e responda à pergunta que se segue: tal como está impressa na imagem, a figura da direita é maior do que a da esquerda?
A resposta óbvia vem depressa à mente: a figura da direita é maior. Mas se medir as figuras, verá que são do mesmo tamanho. A impressão do seu tamanho relativo é dominada por uma poderosa ilusão que ilustra de forma clara o processo de substituição (Daniel Kahneman (2011) em "Pensar, Depressa e Devagar").
De facto, e num mundo com tanta desinformação e manipulação, as percepções que nos levam ao voto e a tantos outros juízos exigiriam que se buscasse, no mínimo, um equilíbrio entre pensar depressa e pensar devagar. Para a pergunta de espanto com o voto em quem desrespeita direitos fundamentais, a resposta pode ser: pensa-se depressa ou só se vê o que se quer.
A propósito, há dias lembrei-me de uma curiosidade: no princípio do século XX, foi mostrado um filme com cenas de rua da cidade de Londres a uma tribo africana. No fim, perguntou-se aos espectadores o que podiam destacar do filme. Referiram uma galinha. Os exibidores do filme ficaram surpreendidos, pois não sabiam da existência da tal galinha. Revisto o filme, lá encontraram de facto uma galinha que aparecia em breve momento e que foi a única coisa reconhecível para aquelas pessoas.
Portanto, haverá quem ache que, na imagem dos três homens, a figura da direita é maior e nem as vai medir. É maior e será sempre maior. É como no desrespeito pelos direitos fundamentais. Há períodos em que prevalece alguma vergonha em o verbalizar, mas, como diz a história, emerge sempre que há condições políticas e sociais para o fazer.
sábado, 12 de dezembro de 2020
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
sexta-feira, 24 de julho de 2020
21 Marroquinos
É importante recordar que os portugueses emigraram aos milhares para França durante a ditadura. Também eram ilegais. Para além da memória histórica ser curta, são 7 dezenas de pessoas; e que fossem mais, muitas mais.
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
menos alunos?
"Em 2021 as escolas públicas vão ter menos 109 mil alunos", diz o Público. É uma oportunidade para recuperar o ensino público, desde logo reduzindo o número de alunos por turma. O estudo diz que a redução se verificará em todos os ciclos. Veremos. Há, contudo, um dado importante não abrangido pelo estudo: a mudança de sentido dos fluxos migratórios. No nosso caso, há sinais de menos emigração e mais imigração (não apenas de portugueses regressados ou de outros europeus).

quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Dos desafios europeus e da defesa da liberdade
A questão "estado islâmico" tem diversos ângulos de análise. A venda de armamento e o petróleo são, por exemplo, dois temas incómodos para o ocidente. Para além disso, é importante olharmos para dentro e para a história recente.
O célebre relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", abordou o multiculturalismo, as migrações e o relativismo cultural de modo polémico. Defendeu-se que o multiculturalismo contribuiu para bolsas de "ghetização" ao preservar as matrizes culturais dos imigrantes. Propunha-se a interculturalidade, através da educação, para a "normalização" com um valor primeiro: a liberdade com a impossibilidade de invasão na liberdade do outro. Foi neste patamar que se colocaram os "véus escolares" e os fluxos migratórios.
Estamos agora numa encruzilhada?
Estamos. Alguém disse há muito: se colocarmos a segurança acima da liberdade perdemos as duas. Há um caminho sensato: tolerância, muita persistência e não desistência em defesa da liberdade. A história não regista qualquer luta pela liberdade só com vitórias e sem vítimas. É assim a natureza humana, os tempos nunca mudam tão depressa e só o afastamento histórico permite perceber o que fomos vivemos.
Voltando ao vestuário, olhemos para alguns herdeiros de Maio de 1968. Defendiam a liberdade sem limites, opuseram-se à proibição do uso do vestuário que impedia a identificação das pessoas e confundiam o direito de asilo com o de migração noutra condição. Por outro lado, quem advogou a proibição defendia a liberdade das jovens, a exemplo da proibição da mutilação genital feminina em crianças, como agora distingue quem desespera por um asilo de quem se dedica ao terrorismo. Há sempre uma interrogação barómetro que se pode fazer: de que lado é que está a defesa da liberdade?
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
10.000 (dez mil)
Já entraram na Europa, como refugiadas, 10.000 (dez mil) crianças não acompanhadas pela família (número avançado na SICN).
domingo, 6 de setembro de 2015
o "nunca", os migrantes e os desafios europeus
No relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", as questões do multiculturalismo, das migrações e do relativismo cultural tiveram uma abordagem interessante e polémica.
Defendeu-se que o fenómeno do multiculturalismo contribuiu, na Europa, para acentuar as bolsas de "ghetização". Invocou-se como negativa a preservação a todo o custo das matrizes culturais de origem dos imigrantes.
O que se propunha era a ideia de interculturalidade, através da educação, para a "normalização" de costumes que assentassem num valor primeiro: a liberdade entendida como impossibilidade de invasão no espaço de liberdade do outro. Foi neste patamar de discussão que se colocou a questão dos "véus escolares" e dos fluxos migratórios.
Estaremos a entrar agora numa encruzilhada?
Claro que estaremos. Há vários caminhos, mas há um que me parece sensato: tolerância, muita persistência e uma corajosa atitude de não desistência em defesa da liberdade. A história não regista um qualquer caminho de luta pela liberdade que se tenha feito só com vitórias e sem vítimas brutais e injustiçadas. É assim a natureza humana e os tempos nunca mudam tão depressa: só o afastamento histórico nos permite perceber melhor as épocas que fomos vivemos.
O que me fez escolher o título para este post, prende-se com a atitude de alguns herdeiros de Maio de 1968. Defendiam a liberdade sem limites, opuseram-se à proibição do uso do vestuário que impedia a identificação das pessoas e confundiam o direito de asilo com o de migração noutra condição. Por outro lado, quem advogou a proibição defendia a liberdade das jovens a exemplo da proibição da mutilação genital feminina em crianças como agora distingue quem desespera por um asilo de quem pede residência por outro motivo. Há sempre uma interrogação barómetro que se pode fazer: de que lado é que está a defesa da liberdade?
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