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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Qual dos segmentos de recta na imagem é maior?

 


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Qual dos segmentos de recta na imagem é maior? Responda antes de ler a resposta no próximo parágrafo.


À primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas. Mas são do mesmo tamanho. São semelhantes. A impressão do seu tamanho relativo é dominada por uma poderosa ilusão no primeiro olhar (Daniel Kahneman (2011) em "Pensar, Depressa e Devagar"; a imagem, que já  usei noutras publicações, está na página 39).


De facto, e num tempo com tanta manipulação da informação, as percepções que conduzem ao voto e a outros juízos exigiriam que se pensasse devagar. E depois há a desinformação e a obsessão. Haverá quem ache que o segmento de recta de baixo é maior. É maior e ponto final.


E se qualquer manipulação de dados não sobrevive ao pensamento vagaroso que a desmonte, é, contudo, natural que consiga resultados. E, como diz a história, a soma desse tipo de resultados é demasiadas vezes desastrosa.


Repare-se em dois exemplos de manipulação de dados:


1. A que se destina a dividir para reinar na carreira dos professores. Ciclicamente, a desinformação põe quem lecciona no pré-escolar e no primeiro ciclo contra quem o faz nos outros ciclos. Usa factos falsos sobre a história da redução da componente lectiva, da invenção da componente não lectiva ou da idade para a reforma, e a inveja social cria condições para que se legisle prejudicando todos;


2. A que se destina a discriminar contando com o efeito de banalização do mal que demasiadas vezes atinge crianças. Deixa marcas para a vida, mesmo que depois se desmonte factos e narrativas.

domingo, 29 de junho de 2025

E vota-se em quem desrespeita direitos fundamentais?!

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E vota-se em quem desrespeita direitos fundamentais?!


Vamos por partes. Olhe devagar e com atenção para a imagem dos três homens, que já usei noutras publicações, e responda à pergunta que se segue: tal como está impressa na imagem, a figura da direita é maior do que a da esquerda?


A resposta óbvia vem depressa à mente: a figura da direita é maior. Mas se medir as figuras, verá que são do mesmo tamanho. A impressão do seu tamanho relativo é dominada por uma poderosa ilusão que ilustra de forma clara o processo de substituição (Daniel Kahneman (2011) em "Pensar, Depressa e Devagar").


De facto, e num mundo com tanta desinformação e manipulação, as percepções que nos levam ao voto e a tantos outros juízos exigiriam que se buscasse, no mínimo, um equilíbrio entre pensar depressa e pensar devagar. Para a pergunta de espanto com o voto em quem desrespeita direitos fundamentais, a resposta pode ser: pensa-se depressa ou só se vê o que se quer.


A propósito, há dias lembrei-me de uma curiosidade: no princípio do século XX, foi mostrado um filme com cenas de rua da cidade de Londres a uma tribo africana. No fim, perguntou-se aos espectadores o que podiam destacar do filme. Referiram uma galinha. Os exibidores do filme ficaram surpreendidos, pois não sabiam da existência da tal galinha. Revisto o filme, lá encontraram de facto uma galinha que aparecia em breve momento e que foi a única coisa reconhecível para aquelas pessoas.


Portanto, haverá quem ache que, na imagem dos três homens, a figura da direita é maior e nem as vai medir. É maior e será sempre maior. É como no desrespeito pelos direitos fundamentais. Há períodos em que prevalece alguma vergonha em o verbalizar, mas, como diz a história, emerge sempre que há condições políticas e sociais para o fazer. 

terça-feira, 24 de junho de 2025

No país e no mundo

 


 


 


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A definição para os dois sistemas que parecem regular a nossa mente, pode resumir-se como "imediato ou depressa" para o sistema 1 e "elaborado ou devagar" para o sistema 2. É evidente que a formulação não é assim tão linear, mas podemos começar por analisar o problema da página 38, na imagem, da obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", que se aplica a muitas situações da nossa vida e ao que se está a passar no país e no mundo.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Nem tudo é o que parece, principalmente quando se lê depressa

Publico uma imagem com duas rectas iguais que, à primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas.


Pediram a 40 estudantes de Princeton para responderem aos dois exercícios que pode resolver de seguida. Os que leram os exercícios em folhas menos legíveis acertaram muito mais porque, diz o autor, aumentaram as funções cognitivas.


1º exercício: "Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 peças, quanto tempo 100 máquinas levariam para fazer 100 peças? 100 ou 5 minutos?"


2º exercício: "E se num lago há uma mancha de nenúfares que todos os dias duplica o tamanho e leva 48 dias a cobrir o lago inteiro, quanto tempo levaria a cobrir metade do lago? 24 ou 47 dias?"


(tem os resultados no fim do post).


Resultados: 5 e 47.


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Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar",


Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Heurística em 3d (2)

A heurística, como arte de inventar ou descobrir, pode também manifestar-se em desenhos a três dimensões ou em gráficos com linhas ou barras.


A figura que se vê a seguir, e o problema colocado, recorda-me as manipulações de vária ordem dos ideólogos do Estado mínimo. O seu discurso anti-professor, e anti-funcionário público em geral, não sofre oscilações, por mais que se comprovem as inverdades nos números ou nos factos. Foi o caso recente do relatório FMI ou das epifanias do primeiro-ministro e de quem o influencia ou guia directamente.



Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


É mesmo assim. Nem com régua os defensores do Estado mínimo lá vão. A despesa com professores será sempre exagerada e nunca se comoverão com a brutalidade dos cortes já efectuados. Mesmo os que dizem que na Educação já se chegou ao limite mínimo, omitirão essa fatalidade e repetirão o chavão da atracção dos "melhores".


Outra forma heurística muito em voga é a demonstração por gráficos. A escolha das escalas, mais ainda no eixo do y, digamos assim, provoca um efeito parecido ao demonstrado por Daniel Kahneman.


Vejamos dois gráficos com os mesmos números de alunos matriculados no 1º anos de escolaridade. A diferença está na escala usada no eixo do y e o resultado permite as mais variadas leituras. Repare-se que quem fez o primeiro gráfico é um blogger comprovadamente comprometido com a causa da escola pública.


 


Este gráfico foi inserido neste post.


 


Este gráfico é de um leitor do blogue a quem agradeço a colaboração.


1ª publicação deste post em 19 de Maio de 2013. 

terça-feira, 12 de abril de 2022

Heurística em 3d

A heurística, como arte de inventar ou descobrir, pode também manifestar-se em desenhos a três dimensões ou em gráficos com linhas ou barras.


A figura que se vê a seguir, e o problema colocado, recorda-me as manipulações de vária ordem dos ideólogos do Estado mínimo. O seu discurso anti-professor e anti-funcionário público em geral não sofre oscilações por mais que se comprovem as inverdades nos números ou nos factos, como foi o caso recente do relatório FMI ou das atoardas do primeiro-ministro e de quem o influencia ou guia directamente.



Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


É mesmo assim. Nem com régua os defensores do Estado mínimo lá vão. A despesa com professores será sempre exagerada e nunca se comoverão com a brutalidade dos cortes já efectuados. Mesmo os que dizem que na Educação já se chegou ao limte mínimo, omitirão essa fatalidade e repetirão o chavão da atracção dos "melhores".


Outra forma heurística muito em voga é a demonstração por gráficos. A escolha das escalas, mais ainda no eixo do y, digamos assim, provoca um efeito parecido ao demonstrado por Daniel Kahneman.


Vejamos dois gráficos com os mesmos números de alunos matriculados no 1º anos de escolaridade. A diferença está na escala usada no eixo do y e o resultado permite as mais variadas leituras. Repare-se que quem fez o primeiro gráfico é um blogger comprovadamente comprometido com a causa da escola pública.


 


Este gráfico foi inserido neste post.


 


Este gráfico é de um leitor do blogue a quem agradeço a colaboração.


1ª publicação deste post em 19 de Maio de 2013. 

sábado, 24 de abril de 2021

Um Desafio de Economia

A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há quase duas década e disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingirão valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o MEC e o sistema escolar.


A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se e só se percebe se incluirmos no "modelo" a exigência de impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial. A impressão e a racionalização de tinteiros de impressoras explica a desconfiança nos professores que parece suportar a sua origem no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.


 


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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


É a 3ª edição deste post. 


 


Resultados: 5 e 47.

terça-feira, 30 de junho de 2020

"Pensar, Depressa e Devagar"

Pus-me a resolver o problema e passei quase exactamente pelas fases descritas por Daniel Kahneman (2011:30), em "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. É interessante resolver a multiplicação proposta e só depois continuar a leitura. 2ª edição do post.


 



 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A Desconfiança e as Heranças

A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há mais de década e meia e disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingiram valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o sistema escolar.


A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se. Se considerarmos que o "modelo" exigia impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial, esteve na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a desconfiança nos professores que pareceu suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.


 


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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 


Resultados: 5 e 47.


 


3ª edição.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Funil

 


Os desenhos das três pessoas têm o mesmo tamanho? Meça. Concluirá que têm. A distorção é provocada pelo funil e obriga a pensar.


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Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".
Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

pensar devagar

 


 


 


 


Pus-me a resolver o problema e passei quase exactamente pelas fases descritas por Daniel Kahneman (2011:30), em "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. É interessante resolver a multiplicação proposta e só depois continuar a leitura.


 


 


 



 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Da intuição e da precipitação

 


 


 


 


É, como já escrevi, muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar".


Parece que temos dois sistemas a regular a nossa mente. Podemos simplificar, considerando o sistema 1 como "imediato ou depressa" e o sistema 2 como "elaborado ou devagar". Por vezes, parece que o sistema 2 é preguiçoso e ficamos pelo 1. Siga o exemplo que escolhi (página 62) e tirará algumas conclusões.


 


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

da desconfiança como herança (pesada); e em modo irónico

 


 


 


 


A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há mais de uma década, mas disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingirão valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o MEC e o sistema escolar.


 


A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se. Se considerarmos que o "modelo" exige impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial (), estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a desconfiança nos professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.


 


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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 


Resultados: 5 e 47.


 


2ª edição.

terça-feira, 11 de julho de 2017

A escola é um funil? Olhe bem para a imagem

 


 


 


A figura da direita é maior? Não. Se medir, verá que são iguais. A impressão é dominada por uma poderosa, e afunilada, ilusão que explica o processo de selecção que administra a rede pública de escolas e a sociedade. A formação avançada de crianças e jovens, também na ciência, cultura ou desporto, assenta na cooperação em base alargada. Os funis aparecem mais tarde. Os funis precoces também explicam os números de insucesso e abandono escolares. Soube-se, hoje, que, "em 2014, a taxa de escolarização (em crianças) baixou dos 100% pela primeira vez em 20 anos". Também será penalizador o número crescente de alunos do ensino secundário que "desistem" do ensino regular. Fazem-no ao ver a precarização, e emigração, dos jovens adultos com ensino superior e a incapacidade do orçamento familiar (propinas, alojamento e alimentação). É uma opção pragmática, mas também uma selecção. O que é mais difícil de compreender é o sonoro aplauso político.


 


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Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".
Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A escola a tempo inteiro e a avaliação dos deputados do PS

 


 


 


 


Passar do eduquês I (escola a tempo inteiro com afectos) para o eduquês II (escola a tempo inteiro com exames) é "suportável" uma vez. A rotatividade "eterna" (temos décadas de alternância) explica o burnout de professores e os persistentes números de insucesso e abandono escolares.


 


Centremos o debate no seguinte ângulo de análise: o importante estudo do cérebro continua a concluir que é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento sobre o seu funcionamento; António Damásio, por exemplo, sublinha-o no sentido do texto na imagemO ensino, a aprendizagem e os desenhos curriculares não escapam a isso. O alargamento curricular tem fundamentos e só em discussões ideológicas datadas é que se advoga o regresso ao back to basics (ler, escrever e contar). Quando um sistema escolar está "tão avançado" que se dá ao luxo de cortar investimentos, o conhecimento exige que o faça por igual nas diversas áreas.


 


É precisamento por isso que a humildade é inalienável. Quando se decide nestes domínios, avalia-se o estado em que se encontra essa qualidade imprescindível a um sistema escolar. Nuno Crato e Lurdes Rodrigues eliminaram-na, embora a "rotatividade" eduquesa tenha raízes anteriores. É o espaço de fusão entre as duas versões do eduquês que parece, fatalmente, de pedra e cal. Os deputados do PS que o digam a propósito da avaliação da sua produtividade.


 


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Daniel Kahneman (2011:73), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, 


Círculo de Leitores, Lisboa.

domingo, 25 de setembro de 2016

enviem os relatórios quase ilegíveis

 


 


 


 


Quando leio divergências entre o Governo e a Comissão Europeia (ou o FMI) "sobre o que consta dos relatórios", (o Ministro Vieira da Silva desmente a comissão por causa das reformas em Portugal) lembro-me muitas vezes do "Pensar, Depressa e Devagar" do Nobel da economia (2002) Daniel Kahneman (2011:91). "Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 peças, quanto tempo 100 máquinas levariam para fazer 100 peças? 100 ou 5 minutos? E se num lago há uma mancha de nenúfares que todos os dias duplica o tamanho e leva 48 dias a cobrir o lago inteiro, quanto tempo levaria a cobrir metade do lago? 24 ou 47 dias?" (tem os resultados no fim do post). Pediram a 40 estudantes de Princeton para responderem. Como pode ler na obra citada, os que leram os exercícios em folhas menos legíveis acertaram muito mais porque, diz o autor, aumentaram as funções cognitivas. Já ontem usei este exemplo e hoje publico uma imagem com duas rectas iguais que, à primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas o que terá também uma forte relação com o assunto do post.


 


Resultados: 5 e 47.


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Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar",


Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.

domingo, 2 de março de 2014

será das impressoras?

 


 


 


 


 


 


É conhecida a aversão do MEC a sistemas de informação modernos e razoáveis.


 


Dá ideia que a cultura anti-professor desenvolvida nesses serviços centrais influencia a maioria dos comentadores mainstream. Se considerarmos natural a necessidade de impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial, estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a leitura errada e constante dos dados relacionados com professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir?


 


Tem os resultados depois da imagem.


 


 



 


 


 


 


 


 


Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 


 


 


Resultados: 5 e 47.


 


 


 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

heurística em 3d, linhas ou barras

 


 


 


 


 


A heurística, como arte de inventar ou descobrir, pode também manifestar-se em desenhos a três dimensões ou em gráficos com linhas ou barras.


 


A figura que se vê a seguir, e o problema colocado, recorda-me as manipulações de vária ordem dos ideólogos do Estado mínimo. O seu discurso anti-professor e anti-funcionário público em geral não sofre oscilações por mais que se comprovem as inverdades nos números ou nos factos, como foi o caso recente do relatório FMI ou das atoardas do primeiro-ministro e de quem o influencia ou guia directamente.


 


 


 



 


Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 

 


É mesmo assim. Nem com régua os defensores do Estado mínimo lá vão. A despesa com professores será sempre exagerada e nunca se comoverão com a brutalidade dos cortes já efectuados. Mesmo os que dizem que na Educação já se chegou ao limte mínimo, omitirão essa fatalidade e repetirão o chavão da atracção dos "melhores".


 


Outra forma heurística muito em voga é a demonstração por gráficos. A escolha das escalas, mais ainda no eixo do y, digamos assim, provoca um efeito parecido ao demonstrado por Daniel Kahneman.


 


Vejamos dois gráficos com os mesmos números de alunos matriculados no 1º anos de escolaridade. A diferença está na escala usada no eixo do y e o resultado permite as mais variadas leituras. Repare-se que quem fez o primeiro gráfico é um blogger comprovadamente comprometido com a causa da escola pública.


 


 


 


Este gráfico foi inserido neste post.


 


 


 


 


 


 


Este gráfico é de um leitor do blogue a quem agradeço a colaboração.


 


 


 


1ª edição em 19 de Maio de 2013. 


 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

será este o mais com menos de Crato?

 


 


 


 


A primeira edição deste post


foi em 20 de Maio de 2013.


 


 


 


 


Começamos a perceber melhor o mais com menos de Nuno Crato. Se lermos com atenção o exemplo da imagem, veremos que os mercados valorizarão bem mais um sistema escolar sem alunos que "não querem aprender".


 


Deve ser por isso que o ministro não percebe o anuncio de greve por parte das organizações dos professores. Para Crato, o que está feito é definitivo e basta dialogar sobre o futuro. Aliás, o diálogo é uma circunstância que lhe veio à mente pela primeira vez e ao fim de quase dois anos de governação além da troika.


 


 


 



 


 


Daniel Kahneman (2011:215), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 


 


A primeira edição deste post foi em 20 de Maio de 2013.


 


 


 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Imprimam melhor porque deve ser disso

 


 


 


 


 


É conhecida a aversão do MEC a sistemas de informação modernos e razoáveis; e, em abono da verdade, não está isolado. Designar por traquitana a sua sua estrutura organizacional é uma obrigação.


 


Dá ideia que a cultura anti-professor desenvolvida nesses serviços centrais influencia a maioria dos comentadores mainstream. Se considerarmos que, nesse universo, existe a necessidade de impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial, estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a leitura errada e constante dos dados relacionados com professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.


 


 


 



 


 


Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar".


Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.


 


Resultados: 5 e 47.