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domingo, 15 de outubro de 2017

ainda a Operação Marquês (pôr-do-sol)

 


 


 


Afinal, o regime será réu. O MP, contrariando cépticos, tem uma acusação com crimes de corrupção. Para além disso, e como demonstrou Richard Thaler (Nobel2017economia), há uma elevada irracionalidade nos processos decisórios do mercado. Daí às teias de corrupção, ou às políticas económicas desastrosas para os 99%, é um passo.


Vi as duas jornadas mediáticas da RTP1: a acusação do MP e a entrevista a José Sócrates (JS). 


Na primeira, um especialista fiscal e penal considerou que "o processo é muito bom, tecnicamente muito evoluído e único no sistema judiciário português. Nunca vi tanta recolha de matéria. Foi preparado ao milímetro". Em complemento, o Expresso concluiu que Salgado é o "corruptor disto tudo" (CDT), acusado de "corromper o ex-PM e as duas ex-estrelas da PT" e que para um ex-líder do BESI (primo do CDT) "os procuradores fizeram um trabalho “gigantesco" que merece elogios. No Expresso da Meia-Noite, explicou-se como os "Panama Papers confirmaram a acusação ao universo BES e à PT".


Na segunda, JS afirmou que "nunca fui um PM corrupto" nem "fiz parte do grupo de amigos" do CDT. Para JS, Rosário Teixeira (procurador), Paulo Silva (inspector) e Carlos Alexandre (juiz) "mentem" e "perseguem um alvo e não um crime. São de direita e contra a esquerda. Não me perdoam pelo que fiz pela escola pública" e por mais umas coisas que não percebi. Em complemento, Miguel S. Tavares, no Expresso e onde defendia as políticas escolares do tempo de JS, simplificou e concluiu que o ex-PM não poderá ser culpado apenas porque o CDT corrompeu os dois PT ex-estrelares.


Um dos lados mente. Veremos o que diz o tribunal, mas não explicará como foi isto possível. Aliás, e para a saúde do regime, é importante institucionalizar uma pergunta: onde esteve no que levamos de milénio?


  


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Lisboa. Outubro de 2017. Em Alfama a olhar para o Bairro Alto.


Pôr-do-sol para os lados do Marquês.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Da operação Marquês

 


 


 


 


A operação Marquês está longe de um epílogo. Continuaremos no tempo da justiça. Todavia, e considerando a dimensão dos incluídos no processo - os DDT's (um chefe de um Governo com maioria absoluta que exerceu o cargo durante sete anos, o chefe do principal banco privado, os chefes da empresa de telecomunicações emblemática (a Nokia portuguesa) e com prestígio internacional, os chefes de uma forte construtora de obras públicas do regime e um ministro que também chefiou o principal banco público -, estamos perante uma teia que terá certamente ramificações ainda desconhecidas mas certificadas pelos investigadores. Mesmo considerando a presunção de inocência, é já um sério abalo no regime e uma vergonha para o país. Também, e para além do desfecho, fica, em qualquer dos casos, o registo da mentira mediatizada como táctica de convencimento popular; e com que desplante, realmente.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

E é isto

 


 


No mesmo período em que o Estado injectou 4 mil milhões de euros no Novo Banco (o Governo da altura garantiu que seriam totalmente recuperáveis e agora sabe-se que voaram), o  "fisco deixou sair 10 mil milhões para offshores, entre 2011 e 2014, sem vigiar as transferências". E é isto. Se um contribuinte se atrasar um dia no reembolso de 10 euros de acerto do IRS o fisco será implacável. O Estado é uma espécie de plataforma bancária que facilita a passagem do capital retirado aos contribuintes com destino aos offshores. E depois há quem se admire com a eleição, e não só, dos trump's deste mundo (também por cá, mesmo que numa versão muito mais suave, não nos iludamos) que, ainda por cima e por suprema ironia, são especialistas das ilegalidades e do desvio mediático das atenções.


 


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quarta-feira, 22 de junho de 2016

da análise do caso CGD

 


 


 


O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que influenciaria o modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, estará patente no neoliberalismo que afundou o país e a maioria das instituições.


 


Ansiamos por uma saída. Olhar para essa corrente ajudaria, até para os que atingiram um pico de adrenalina como foi o caso do ex-primeiro-ministro que anteontem confessou sobre o inquérito à CGD: "infantil manobra tática preventiva" do parceiro da bancarrota.


 


Ou seja, primeiro destrói-se e depois "trocam-se infantilidades". E aí voltamos à análise do surrealismo. A sua saída exige psicanálise. Convém recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente, o que influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.


 


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domingo, 12 de junho de 2016

do caso CGD

 


 


 


Depois da falência generalizada, suportada pelos contribuintes, da banca privada (20 mil milhões em 8 anos), a "impossibilidade" de mais encenação incluiu a Caixa Geral de Depósitos (mais de 4 mil milhões só este ano). Mesmo sem pessimismos, é a confirmação da falência do sistema (espera-se que o regime sobreviva). Chega a ser caricato ouvir os comentaristas mais mediáticos; de uma ponta à outra do espectro ideológico. Parecem aflitos. E como é que chegámos aqui? Imparidades (escriturado (muito) superior ao executável) e dívidas "impossíveis" de pagar; coitados.


 


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