quarta-feira, 25 de março de 2009

rss da educação (22)

 


(encontrei esta imagem aqui)


 


 


Ministério afirma que sem objectivos individuais não há avaliação de professores


 


 


A sério? Mas mesmo a sério? Há, por exemplo, alguma relação entre os objectivos individuais e a pontuação de 1 a 10 que um professor obtém no final do ciclo de avaliação? Não há a mais ténue relação. Os objectivos individuais são uma excrescência para dar um ar de modernidade e para garantir o que é óbvio: nada se faz sem objectivos. Mas entre esta última asserção e os fundamentos aduzidos pelo ministério da Educação actual vai um abismo descomunal mas que ajuda a explicar o estado de desorientação a que se chegou.


 


 Avaliação dos professores: Ministra explica no Parlamento consequência da não entrega dos objectivos individuais


 


 


E ainda a saga dessa coisa supérflua que dá pelo nome de objectivos individuais no monstro burocrático que em Janeiro de 2008 era para cumprir "já e sem delongas" porque estava na hora de dar, finalmente, lugar ao propalado rigor. Foi o que se viu. Mais de um ano depois, a sapiente senhora ministra da Educação ainda anda metida nisto. É uma coisa descomunal. Vamos ver o que se diz, por hoje, na Assembleia da República..


 


"Os maus pais são os que acham que a criança tem direito a tudo


 


Coisa antiga, como se sabe.

2 comentários:

  1. Tendo em conta, o que a teoria da pedagogia por objectivos pretende, não diria que nada se faz sem objectivos, acho mesmo que a maior parte das coisas se faz sem objectivos.
    Nada se faz sem intenção, isso é verdade!

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  2. Fizeste-me rir com vontade. Definamos então as intenções. Há até um livrinho antigo de Michael Scriven que tem como título: ACO e ASO, salvo erro. Avaliação com referência a objectivos e avaliação sem referência a objectivos. MS defende que em regar acontece a segunda opção.


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