domingo, 21 de março de 2010

a pequena face

 


 



Foi daqui


 


 


 


esta esquisita prova me tentou


de tecer um rumor em muros de água


ossos de terra calcinada


o jugo





culpado me castigo com engenho


e da voz desenhada o artifício


restos de pele antiga


no laço da armadilha





em silêncio me muro e me demoro


no cálculo de rotas inexactas





em duro arbítrio quer que me desprenda


dos cinco ou mais sentidos


vou ser livre na terra desnudada


vou dizer o que sei como quem mente.


 


(continua)


 


 


 


António Franco Alexandre,


Poemas,


 


Assírio e Alvim


página 175

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