quinta-feira, 22 de julho de 2010

A obesidade mental - Andrew Oitke

 


 


 


 



 


 


 


 


 


Só dois pontos prévios: para a minha costela de ateu, ainda bem que algumas obesidades se alargam; há alguma demagogia neste texto - por exemplo: outras formas de família é bem diferente de família contestada e por aí fora. Mas o melhor é ler.




O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.


Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.


«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.


Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»


Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.


As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.


Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.


Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.


Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»


O problema central está na família e na escola.


«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.


Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.


Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»


Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:


«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.


A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»


O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.


«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»


Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.


«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.


Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.


Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.


Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.


Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».


As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.


«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.


A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.


Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.


Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.


É só uma questão de obesidade.


O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.


O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.


Precisa sobretudo de dieta mental.»


 


 


Por João César das Neves - 26 de Fev 2010


Cortesia da Helena Bastos.

2 comentários:

  1. Independentemente de concordar (totalmente ou em parte) com o conteúdo, é preciso esclarecer que este texto:
    - Não é de João César das Neves
    - Circula na net pelo menos desde 2005
    - É duvidoso que esse Andrew Oitke exista, sequer.

    Infelizmente, há pessoas que gostam de espalhar as suas próprias opiniões colocando-as da boca de figuras supostamente públicas.

    Só para dar o seu a seu dono.

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  2. tens toda a razão, o suposto autor não existe, o que no fundo vem dar ainda mais razão ao texto.

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