terça-feira, 11 de setembro de 2012

o grande desafio

 


 


 


 


Se cerca de metade dos alunos não passa do 10º ano, o nosso grande desafio continua a focar-se na conclusão do ensino secundário e nem vou agora discutir a importância das vias profissional e vocacional e do que provoca este atraso estrutural e civilizacional.


 


Se não resolvermos os problemas a montante (a sociedade ausente e o sucesso escolar nos outros ciclos de escolaridade), não sairemos do buraco em que estamos. Se isto não é prioritário para um país, então estamos pior do que imaginamos.


 


É evidente que mais alunos no ensino secundário exige mais professores, como conclui a tal de OCDE, o que contraria Nuno Crato e o poder vigente. O ministro vai-se isolando, restando-lhe, a exemplo de M. L. Rodrigues, um núcleo de radicais.


 


 


Previsões da OCDE contrariam Nuno Crato




"A percentagem de alunos entre os 15 e os 19 anos vai aumentar 10% ou mais por comparação com a última década. A previsão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e contraria as projecções apresentadas pelo ministro Nuno Crato nos últimos dias(...)"

2 comentários:

  1. O grande desafio será, sobretudo, explicar por que haverá mais 10% de alunos dos 15 aos 19 anos a frequentar o Ensino Secundário em Portugal, mas uma constante redução da percentagem de alunos que concluem este nível de ensino.

    A escolaridade obrigatória bem pode estender-se até aos 18 anos que não constitui qualquer garantia de conclusão do Ensino Secundário por parte dos jovens.

    A escolaridade obrigatória (12º ano OU 18 anos de idade) aumenta na razão inversa das medidas de promoção do sucesso escolar, ao contrário do que Nuno Crato apregoa, medidas essas como: o aumento do número de alunos por turma, a extensão das provas de avaliação externa (vulgo exames nacionais) sem alternativa credível para alunos com mais dificuldades, inclusive com necessidades educativas especiais de carácter permanente, a desvalorização de algumas componentes fundamentais da formação integral do aluno (como a educação artística e tecnológica), a constante reformulação dos currículos/programas curriculares em disciplinas transversais como o Português, por exemplo, cujo último programa curricular no Ensino Básico entrou em vigor em 2011/2012, mas já é contrariado pelas respectivas Metas de Aprendizagem e ainda aguarda mais alterações, enfim, medidas que visam a aplicação prática do pregão governamental “fazer mais com menos” que, na realidade, se traduzirá em “fazer mais... poupança com menos... investimento”.

    ResponderEliminar
  2. paulo guilherme trilho prudêncio13 de setembro de 2012 às 09:55

    Escrevi assim no dia 7 de Setembro de 2002:

    "(...)Sabe-se que existem graves problemas de natalidade e alterações nos fluxos migratórios que se vão reflectir durante esta década no pré-escolar e no primeiro ciclo. Nos ciclos seguintes temos a batalha do abandono escolar precoce para vencer e o ensino secundário, e considerando as diversas vias existentes ou a estabelecer, deverá continuar a crescer em número de alunos. Portanto, se temos professores a mais deve-se em primeiro lugar aos cortes brutais promovidos por Nuno Crato, à sua incapacidade em modernizar a traquitana do MEC e à acção multi-funções dos professores que dão corpo à escola transbordante. Começa a dar ideia que o ministro se sente já um advogado do que prometeu implodir.(...)"

    ResponderEliminar