Os defensores da privatização de lucros no ensino não superior andaram anos a fio a afirmar o despesismo das escolas do Estado e a pugnar por estudos.
Como os estudos apareceram e não lhes agradam, e o país entrou em fase de "refundação", cruzam os indicadores da OCDE com os do PISA para advogarem que o nosso investimento justificava melhores resultados dos alunos. Fazem terraplenagem da nossa história, omitem que ainda temos 30% de abandono escolar e 10% de analfabetismo e só lhe falta dizer que os cortes de subsídios devem permanecer apenas para os professores das escolas do Estado para que o investimento médio por aluno nos aproxime da parte baixa dos países desenvolvidos.
Talvez se enganem.
O facto de nunca admitirem cortes nas cooperativas de ensino é estranho.
Mesmo sem estudos publicados, o Estado contratualizou durante muito tempo 115000 euros por turma e de repente baixou para 80000 euros com Isabel Alçada, tendo Nuno Crato alterado para 85000. Como é que se chegou a estes números é que gostávamos de saber.
Mas, e como disse, talvez se enganem.
É que já há quem defenda uma racionalização do MEC a custo zero com a passagem das turmas das cooperativas de ensino para as escolas do Estado que estão com salas de aula vazias e com professores com horário zero. Esta medida terá amplo apoio popular e reduzirá substancialmente a tal despesa da administração central.
Este inferno dos números deixará a nossa sociedade ainda mais doente.
Já se vêem sinais disso nos protestos das escolas católicas ou nas declarações do secretário de Estado Casanova quando anuncia a revisão dos contratos com as cooperativas de ensino.
ResponderEliminarOs blogs silenciam estas notícias porquê?
"Os dois alunos de 13 e 14 anos que ontem agrediram a soco e pontapé um estudante do Conservatório de Música do Porto foram, hoje, sujeitos a averiguações que ditaram a abertura de processos disciplinares.
Segundo Alberto Oliveira, membro do Conselho Diretivo da Escola Secundária Rodrigues de Freitas, as agressões entre os alunos ocorreram no recreio partilhado pelos dois estabelecimentos de ensino.
Embora não revele as causas do confronto, Alberto Oliveira adianta que tudo não terá passado de uma briga de adolescentes, presenciada por uma dezena de colegas e "rapidamente travada por um auxiliar de educação".
O incidente foi comunicado de imediato ao gabinete Escola Segura da PSP, que identificou os dois agressores. Ambos voltaram hoje às aulas e já foram informados do processo disciplinar em curso.
Escola não revela medidas disciplinares..."
Oh Rui: não é justa, se me permite, a interrogação. Mas acha que não temos mais vida?
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