A pior lógica das PPP´s tenta invadir o mercado da Educação. Não é coincidência o facto do CDS/PP, a direita radical, digamos assim, mandar no Governo ("associado" a uma ala de peso no PSD) e de estarmos em pleno Agosto que é o mês propício para as maiores "patifarias" nos negócios do sistema escolar. Por mais que se prove que e liberdade de escolha da escola é um eufemismo e um retrocesso, os gananciosos que pretendem deitar mão ao orçamento da Educação tudo farão para alterar o azimute (também muito usado na Astronomia e nas organizações militares) uma vez que o imobiliário está em crise prolongada.
Na mesma altura em que se noticiam coisas destas, também se fica a saber o seguinte:
Então? Despedem funcionários e professores na função pública para pagar aos privados. É o desperdício do dinheiro público, num momento em que a crise decreta "contenção". Sinto-me roubado, expropriado, violentado por estas políticas ignóbeis.
ResponderEliminarEssa das reformas está o máximo. A democracia vai cair de podre...
Dar cheques para as pessoas mudarem os filhos para os privados?
ResponderEliminarSe no futuro haverá menos estudantes no público, muitas escolas vão encerrar. Depois o governo (qualquer que seja, isto é sempre igual), anulará estes apoios (cheques), como muitas escolas publicas terão fechado, não existe outro remédio que não continuar com os filhos no privado, mas a pagar.
Em menos de 10 anos o ensino passará a ser todo privado.
Esta ideia nunca resultará porque o ensino privado vai ser invadido por interesses partidários, como acontece na saúde e na banca.
E outra pergunta: quem não tem filhos deverá pagar impostos para depois darem ao ensino privado? Não é justo.
Mais perguntas e algumas questões que me passam pela cabeça: - Que estabelecimento privado conceituado estará na disposição de baixar os preços? - É óbvio que os privados não irão aceitar toda a gente, por falta de infraestruturas, por falta de pessoal, etc.. Sendo assim, o que irá mudar na realidade? - Também me parece óbivo que os privados, por motivos de status quo, não estarão na disposição de receberem maus alunos/alunos problemáticos. Será que isto não irá levar a uma degradação ainda maior do ensino público? Se juntarmos todos esses maus alunos/alunos problemáticos, não estaremos nós a deixá-los ainda mais para trás? - Não estaremos também a proteger demasiado as crianças e os jovens? É que os privados costumam ser extremamente rígidos nas interações sociais.
ResponderEliminarOs políticos viraram abutres, nem na bancarrota se coíbem de sacar...
ResponderEliminarPaulo, é desta a morte da escola pública!
ResponderEliminarVamos ver colégios cheios de alunos NEE, alunos de todas as cores a animar os recreios dos colégios privados, alunos indisciplinados a serem chamados ao Sr. Diretor do Colégio, e por fim às escolas públicas moribundas restarão os melhores alunos!
Este é o país do faz de conta,
Morra o Dantas PIM!
Para um esclarecimento cabal do que está em jogo nesta "investida" - para mim é disso que se trata - julgo ser necessário fazer uma análise crítica das razões que o Ministério da Educação e a direita possam invocar para avançar com este desiderato:
ResponderEliminar- os princípios que a própria Constituição consagra: "o direito à educação dos filhos", a liberdade de aprender e de ensinar", e "o direito de criação de escolas particulares e cooperativas" (artigos 36ª e 43ª;
- e a propalada melhoria da qualidade de ensino que o privado introduz no sistema.
A análise do primeiro ponto requer uma competência de exegese constitucional apurada, mas ela é necessária como uma primeira aproximação do tema.
Para o segundo ponto, são necessários estudos de sociologia da educação (não se os temos, mas eles existem noutros países, não sendo ainda possível neste momento saber com precisão se a melhoria deve ser atribuída ao essência do setor privado ou outras variáveis de difícil mensuração.
Como terceiro ponto, será necessário proceder a uma crítica das razões ideológicas subjacentes às decisões políticas, de modo a pôr a nu todos os efeitos possíveis dessa decisão, sobretudo conduzindo a um deimnvestimento na escola pública, a uma maior diferenciação social e a um reforço dos interesses económicos da dominação financeira.
É sempre bom, como remate, o exemplo da Finlândia: com o melhor sistema educacional a nível mundial, com 1% de ensino particular.
finalmente