quarta-feira, 20 de agosto de 2014

a propósito do 25 de abril, veja-se lá

 


 


 


 


"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui trabalhar como investigadora com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que uma investigadora da área de medicina descreveu a sua mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o melhor centro de investigação no mundo, situado na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta, princípios dos anos setenta).


 


Este retrato é significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora como se tem comprovado, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.


 


 


 


 

2 comentários:

  1. E a partir de um certo escalão, ninguém é condenado como antes do 25 de Abril. Os tipos super-ricos conseguem escapar sempre e os grandes escritórios de advogados manobram tudo.

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