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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"António Damásio: Sem educação, os homens "vão matar-se uns aos outros""

 


 


 


Pode ler a entrevista aqui.


 


Entretanto, e na mesma linha, o cientista "alerta para a bancarrota espiritual e moral das sociedades".


 


Recebi um email devidamente identificado que coloca as seguintes interrogações sobre o tema.


 



"António Damásio retorna a Platão e a Freud? 
 


“[...] E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam ?


— Matariam, sem dúvida – confirmou ele.”

Platão. República. Livro VII, 517a (excerto da ‘Alegoria da Caverna’) 
 


“A realidade por detrás de tudo isto, por mais que se prefira negá-la, é a de que o homem não é um ser frágil e carente de amor, que quando muito só age em sua defesa ao ser atacado. Pelo contrário, por entre os seus instintos herdados (Triebbegabungen) conta-se uma poderosa tendência para a agressão. Por esta razão, o outro não é apenas um objecto sexual ou alguém que o pode ajudar, é também uma tentação para satisfazer a agressividade, para explorar a sua força de trabalho sem qualquer compensação, para o usar sexualmente sem o seu consentimento, para se apropriar dos seus bens, para o humilhar, ferir, martirizar e matar. Homo homini lupus; depois de tudo o que a vida e a História mostraram, quem terá a coragem para contestar esta verdade?”


Freud (1930). O mal-estar na civilização. V. "


quarta-feira, 22 de junho de 2016

da análise do caso CGD

 


 


 


O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que influenciaria o modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, estará patente no neoliberalismo que afundou o país e a maioria das instituições.


 


Ansiamos por uma saída. Olhar para essa corrente ajudaria, até para os que atingiram um pico de adrenalina como foi o caso do ex-primeiro-ministro que anteontem confessou sobre o inquérito à CGD: "infantil manobra tática preventiva" do parceiro da bancarrota.


 


Ou seja, primeiro destrói-se e depois "trocam-se infantilidades". E aí voltamos à análise do surrealismo. A sua saída exige psicanálise. Convém recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente, o que influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.


 


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

ainda, e sempre, o surrealismo

 


 


 


O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que definiria os caminhos do modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, está vigente no liberalismo que tem comandado o país e a maioria das instituições. 


 


Ansiamos por uma saída para o estado em que vivemos e um olhar para o surrealismo ajudaria a reencontrar o caminho da modernidade, mesmo para os que atingiram um qualquer pico de adrenalina como foi o caso do deputado trauliteiro do PSD, Carlos Abreu Amorim, que ainda ontem nos recordou esta sua confissão: "Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força".


 


Ou seja, primeiro destrói-se e depois confessa-se. E aí voltamos à análise do surrealismo. A saída do estado surreal só se consegue com muita psicanálise. É bom recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente e isso influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.


 


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Pintura de Vladimir Kush.


 

domingo, 21 de dezembro de 2014

saídas do estado surreal

 


 


 


O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que definiria os caminhos do modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, está vigente no liberalismo que comanda o país e a maioria das suas instituições. 


 


Ansiamos por uma saída para o estado em que vivemos e um olhar para o surrealismo ajudaria a reencontrar o caminho da modernidade, mesmo para os que atingiram um qualquer pico de adrenalina como foi o caso do deputado trauliteiro do PSD, Carlos Abreu Amorim, que agora se confessa: "Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força".


 


Ou seja, primeiro destrói-se e depois confessa-se. E aí voltamos à análise do surrealismo. A saída do estado surreal só se consegue com muita psicanálise. É bom recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente e isso influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.


 


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 Pintura de Vladimir Kush.


 


 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

dentro por fora

 


 


 



Elege-se a singularidade, testa-se o ser qualquer e constrói-se o insuperável. Não se quer um igual mas precisa-se do carácter universal do indivíduo e anseia-se pela coisa comum (a religião, a ideologia política, a filiação associativa e a identidade por género, como se diz agora).


 


Há a diversidade regional. Portugal é semi-periférico e tem, ou teve, as suas categorias: uma densidade inigualável de inhos e de supervisores. Fiquemo-nos pelos inhos.


 


A utilização dos diminutivos (fomos únicos no assunto) na Educação podia dar maus resultados.


 


Conclui-se que somos adultos com egos elevados. Fiz pesquisas por ego-história convencido que era uma invenção nossa. Mas não: não especulemos: Freud influenciou meio-mundo.


 


Tínhamos de ser os melhores do bairro. Foi uma alta competição generalizada. Reconhecer (que era diferente de anunciar) o sucesso alheio magoava. Parece que o mote foi viver na alteridade.


 


Ai de quem se distinguisse, ai de quem fizesse bem aquilo que sempre se esperava que corresse mal, ai de quem fugisse do lugar comum e não se parecesse com a formatação estipulada pelo horizonte do quarteirão. Portugal sofreu de uma dilatação tal dos egos, que o espaço público se tornou uma impossibilidade e o exterior passou a ser o sítio oxigenado; a não ser que se conseguisse, e consiga, viver dentro por fora ou que a queda-sem-fim nos garanta alguma redenção.


 


 


 


Já usei algumas ideias deste texto noutro post.


 


sábado, 29 de setembro de 2012

fora cá dentro

 


 


 


Elegemos a ideia de singularidade, testámos o devir do ser qualquer e construímos o imaginário do insuperável. Não queremos um igual, precisamos do carácter universal do indivíduo e ansiamos pela descoberta da coisa comum (a religião, a ideologia política, a filiação associativa e a identidade por género, como se diz agora).


 


Existe a diversidade regional ditada pela geografia e pela história. Portugal é uma zona semi-periférica e tem as suas categorias: uma densidade inigualável de inhos e de supervisores. Fiquemo-nos pelos inhos .


 


A utilização acentuada dos diminutivos (somos únicos no assunto) na nossa Educação tem de fazer efeito e pode dar maus resultados.


 


Somos uns adultos com egos elevados. Fui fazer umas pesquisas por ego-história convencido que era uma invenção nossa. Mas não: Freud, e o seu eu psicanalítico, influenciou meio-mundo.


 


Mas não desisto e passo a sentenciar: temos de ser os melhores do bairro. É uma alta competição generalizada. Reconhecer (que é diferente de anunciar) o sucesso alheio magoa. Parece que o mote é viver na alteridade.


 


Ai de quem se distinga, ai de quem faça bem aquilo que sempre se espera que corra mal, ai de quem fuja do lugar comum e não se pareça com a formatação estipulada pelo horizonte do nosso quarteirão. Portugal sofre de uma dilatação tal dos egos que o espaço público tornou-se uma impossibilidade e o exterior passou a ser o sítio oxigenado; a não ser que se consiga viver fora cá dentro ou que a queda-sem-fim nos garanta alguma redenção.








Já usei algumas ideias deste texto noutro post.