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quinta-feira, 14 de abril de 2016

do regresso das "novas oportunidades"

 


 


 


Os programas de certificação de competências existem em sociedades avançadas. O programa "novas oportunidades" foi desacreditado pela propaganda eleitoral dos governos de Sócrates. Foi injusto para muitos dos envolvidos. É positivo que novo ministro da Educação lance "um programa para educação de adultos", embora só por desconhecimento, ou por outro motivo que não percepciono, elogie as extintas "novas oportunidades".


 


Para além de todas as polémicas, e se o "regresso" à escola tem uma relação directa com o mercado de trabalho, os jovens adultos só podem ficar como no desenho.


 


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segunda-feira, 9 de junho de 2014

da "guerra" no PS

 


  


 


Este post é de 09 de Junho de 2014.


 


 


Ouvi António Costa inscrever o primeiro ponto da sua agenda: "a qualificação da população e o combate ao abandono escolar". Também elogiou a visão estratégica de Guterres e o ímpeto reformista de Sócrates. Se o legado do primeiro é suficientemente distante, o do segundo continua a delapidar a escola pública.


 


Dizem que o elogio do segundo não implica a concordância com as políticas de Lurdes Rodrigues (dito assim para simplificar). Argumentam que até o próprio Sócrates as renegou (demasiado tarde) com Isabel Alçada. Que o erro fundamental esteve na determinação, quase obstinação, com que defendia os seus ministros.


 


Não sei da dependência de António Costa em relação a outras figuras do PS e até se pode acreditar numa qualquer autonomia. A "guerra" no PS está num pico.


 


Já todos percebemos que Portugal terá de regressar rapidamente à escola pública e ao aumento da frequência escolar (até o actual MEC o reconhece, pasme-se, ao reduzir o número de turmas das cooperativas numa medida ainda muito insuficiente). E as lições do péssimo legado de Sócrates são diversas. Se olharmos para a notícia do Expresso que colo de seguida, veremos que, e por exemplo, a má propaganda eleitoral associada à manipulação estatística deu cabo do programa de reconhecimento, validação e certificação de competências na população adulta. É fundamental que António Costa esclareça o tal ímpeto reformista e com que políticas, e em que companhia, pretende dar corpo ao primeiro ponto da sua agenda.


 


 


 Expresso, 7 de Junho de 2014, 1º caderno, página 27



 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

afinal, e como se sabia, as novas oportunidades...

 


 


 


 


Como sempre escrevi, os programas de reconhecimento, validação e certificação de competências são ideias interessantes e próprias de sociedades que avançam nos sistemas escolares. O programa novas oportunidades foi objecto de uma componente crítica que o desacreditou e que foi injusta para o esforço de muitas pessoas: a propaganda congeminada pelos governos de então que fizeram da estatística não rigorosa uma arma eleitoral.


 


As críticas de uma boa parte da oposição da altura sempre me pareceram inflamadas. A exemplo do que foi dito para as novas oportunidades, também os cursos de educação e formação ou de percursos curriculares alternativos foram alvo da habitual terraplenagem: quem chega destrói o que existe para criar mais do mesmo algum tempo depois.


 


Nuno Crato promove mais um programa com uma série de atropelos semelhantes aos que tanto criticou e com um objectivo essencial: aumentar, também aí, o número de alunos por turma. Evidente que também se reconhece o preconceito ideológico da família ensino+dual+precoce.


 


 



 


 

domingo, 28 de abril de 2013

dos aplausos a assis

 


 


 


 


 


Ouvi ontem na TSF uma parte, que incluiu o sistema escolar, do muito apaudido discurso de Francisco Assis no congresso do PS. O deputado elogiou o legado de Maria de Lurdes Rodrigues e, para não variar, apontou o dedo às dificuldades criadas pelas corporações. Já cansa. Era bom que Assis revisse o conceito de corporações e talvez concluísse que é mais corporativo do que os acusados.


 


Tem razão quando acusa a direita de ter cavalgado a onda das contestações. Mas esquece-se de dizer que a direita só lá chegou em 2008 (a um ano de eleições), porque antes aplaudia silenciosamente, e que a justa contestação foi iniciada por cidadãos das mais variadas ideologias e convicções. Francisco Assis devia evidenciar essa onda quase heróica (estou a pesar bem) e não se remeter a um exercício de revisionismo.


 


Mas quando se fala em legado de defesa da escola pública fala-se exactamente de quê?


 


Antes de mais, é importante sublinhar que os dirigentes do PS misturam nesse argumentário a ciência e o ensino superior. Francamente: o que de muito positivo os governos do PS fizeram nessas áreas foram políticas conduzidas por Mariano Gago. Tenho sérias dúvidas que esse ex-ministro subscreva o legado infernal de má burocracia, a forma obcecada como se tentou impor uma monstro de avaliação de professores ou, já em fim de ciclo, se decretou uma gestão escolar contra tudo e quase todos.


 


É evidente que o actual Governo prolongou a agonia da escola pública e acentuou-a em áreas determinantes. É verdade que sim. Está agora mais em causa o regresso a níveis impensáveis de abandono escolar e ouve-se muitas vezes o elogio das novas oportunidades. Como sempre se disse, a certificação de competências nestes níveis de escolaridade é um imperativo num país como o nosso. Mas foram os governos do PS que deram cabo da ideia com a febre da propaganda misturada com uma descarada manipulação de dados. Também aí estão por provar os elogios ao legado.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

fanatismos ideológicos

 


 


 


 


Mais do que a crítica pela crítica (que é fundamental e legítima e que oxigena a democracia), aprecio ainda mais quem depois se distingue na hora de construir.


 


Muitos dos críticos das novas oportunidades (que foi um programa que pecou por ser populista, de destestável engenharia comunicacional e que abalou a certificação e a validação de competências), dos cursos de educação e formação e do ensino profissional, foram oportunistas e cavalgaram a onda da contestação.


 


Na hora de construir uma alternativa, têm os potenciais alunos de braços cruzados e só pensam numa dupla precarização: do ensino e da profissionalidade dos professores.


 


Em 1 de Outubro de 2012 escrevi assim:


 


 


"De acordo com os números sempre fiáveis do Arlindo Ferreira, o maior despedimento colectivo da História de Portugal já regista menos 9792 contratações de professores do que no ano passado. O dobro do anunciado por Nuno Crato na semana passada e podemos prever a evolução da coisa (ou do coiso). Mas vamos deixar que a verdade venha naturalmente à superfície. Os cortes e achamentos do actual Governo continuam a afundar as escolas públicas. Para além do aumento do número de alunos por turma, das desmioladas agregações de escolas e da nova estrutura curricular, temos agora um intercâmbio com o IEFP a tentar impor uma lógica disfarçada, e de médio prazo, de recibo-verde-descartável. Neste último assunto, até começa a ser risível a forma com estes pouco fundamentados críticos das novas oportunidades (porque há quem criticou com fundamento) andam aos papéis com os milhares de alunos que estão de braços cruzados."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

9792

 


 


 


De acordo com os números sempre fiáveis do Arlindo Ferreira, o maior despedimento colectivo da História de Portugal já regista menos 9792 contratações de professores do que no ano passado. O dobro do anunciado por Nuno Crato na semana passada e podemos prever a evolução da coisa (ou do coiso). Mas vamos deixar que a verdade venha naturalmente à superfície.


 


Os cortes e achamentos do actual Governo continuam a afundar as escolas públicas. Para além do aumento do número de alunos por turma, das desmioladas agregações de escolas e da nova estrutura curricular, temos agora um intercâmbio com o IEFP a tentar impor uma lógica disfarçada, e de médio prazo, de recibo-verde-descartável. Neste último assunto, até começa a ser risível a forma com estes pouco fundamentados críticos das novas oportunidades (porque há quem criticou com fundamento) andam aos papéis com os milhares de alunos que estão de braços cruzados.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

até

 


 


Até se pode considerar que, para contrariar a inércia que caracteriza alguns programas públicos, os mentores das "novas oportunidades" se tenham excedido na azáfama consumidora de fundos estruturais e na busca incessante de melhores indicadores de escolarização. Até se pode dar esse benefício da dúvida.


 


A propaganda, a encenação de péssima qualidade e a mentira é que estão comprovadas e são imperdoáveis. O descaramento estremeceu uma boa ideia e pôs em causa o exercício de formadores e de formandos.