Mostrar mensagens com a etiqueta pessoas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pessoas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ainda a propósito

 


 


 


 


 


"A acção dos movimentos independentes é inconsequente e os protagonistas querem os seus cinco minutos de fama", disse Manuela Maria Carrilho (MMC) nesta conferência.


 


Bem sei que MMC tinha acabado de ilustrar a "ausência" da administração de Obama no duelo entre a política já civilizada e o financeiro por civilizar. Mais do que um cepticismo estruturado, MMC situou o debate na esfera da democracia representativa versus democracia directa (escolheu a primeira), embora mais à frente tenha desacreditado a representação do povo pelos políticos e pelos partidos (por impossibilidade de encenar o futuro) e o voluntarismo cívico (considerou-o um logro).


 


Como o desafio de MMC passa por pensar (pensa-se pouco), podemos fazê-lo e ler contradições nos termos apresentados.


 


Qual será a resposta dos cidadãos à tal crise de representatividade? Se o voluntarismo cívico é um logro e se a defesa que interessa é a da representação, aonde é que se jogam os argumentos para sairmos donde estamos? Como é que se desmunicia o voto estruturado na existente democracia representativa?


 


Podemos ficar horas a pensar, a enunciar o contraditório e a situar a discussão no plano das ideias. Será injusto dizer que MMC vive na estratosfera e que não sente na pele os verdadeiros efeitos da crise. Será. Mas também considero injusto arrumar desse modo os movimentos de cidadãos e a coragem de muitos dos protagonistas (sim, coragem; é bom  nomear as acções).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

listas de pessoas

 


 


 


 


 


Olho para a regulação do que existe e interrogo-me: vamos a caminho de que tipo de sociedade?


 


"(...)O activista começou a registar as coisas trazidas por Voschev, organizando uma coluna especial à parte sob o título "Lista do proletariado mortalmente liquidado pelos kulaks como classe, em conformidade com os restos materiais abandonados". Em vez de pessoas, o activista inscrevia vestígios de existência: alpercata do século passado, brinco de estanho da orelha de um pastor, perna de calças de linho grosseiro e outro equipamento de um corpo trabalhador mais indigente. (...)".


 


 


Andrei Platónov (2011:144), 


"A escavaçãoAntígona