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domingo, 15 de março de 2015

escola sem campainhas

 


 


 


Gostei de ver, ontem, num canal generalista (jornal das 8 da TVI) a reportagem sobre a Escola Secundária de Carcavelos (penso que é a sede do agrupamento com o mesmo nome) que entrou na agenda mediática por causa das recentes recomendações do CNE. A escola quase que não tem reprovações, não tem campainhas e é o projecto da moda. Vi o testemunho de alunos que reconhecem a importância do clima de confiança.


 


A Escola Básica Integrada de Santo Onofre (uma escola TEIP com mais de 1100 alunos e com taxas de insucesso escolar, em 1996, acima dos 30%) foi uma espécie de pioneira, e no século passado, desta e de outras ideias de gestão e de educação para a autonomia e para a responsabilidade.


 


E a exemplo da Escola Secundária de Carcavelos, também melhorou os níveis de pontualidade de todos os actores e seis anos depois não tinha processos disciplinares, tinha taxas de insucesso e abandono escolares abaixo dos 3%, as cerca de mil matrículas seguiam a lei numa difícil selecção entre mais de 1500 candidatos, os resultados escolares eram muito bons (os rankings no 9º ano em 2001 já a colocavam no pódio das escolas do país e com oito pontos acima da média nacional e do esperado para uma escola TEIP com aquela população escolar) e era a escola indicada pelas autoridades escolares para os alunos da educação especial. Está tudo documentado e um dia destes faço umas postagens mais detalhadas sobre o assunto.


 


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Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001


 


Muito sinceramente: surpreendeu-me a emersão do projecto de Carcavelos num tempo martirizado pela prosa da austeridade onde a poesia passou ao lugar que não existe; afinal há motivos para ter esperança.


 


Na mesma edição da primeira imagem lia-se o seguinte (este muito bom programa de avaliação de escolas foi abruptamernto interrompido pelo Governo de Durão Barroso quando começava a ter massa crítica):


 


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Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001


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 Gazeta das Caldas, 15 de Junho de 2001


 


Na edição de 09 de Novembro de 2001, a Gazeta das Caldas publicava a ideia de uma escola digital.


 


A passagem do pensamento analógico para o digital simplificou mesmo procedimentos (as bases de dados foram construídas na escola e a ideia de escola sem papéis era literal e não metafórica) e acrescentou conhecimento para apoio à tomada de decisões porque afirmava as ideias de autonomia, responsabilidade e confiança. Os professores ficavam mais livres para ensinar e libertos da má burocracia.


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Os objectivos do programa do Conselho Executivo eram apresentados nas diversas reuniões gerais após a tomada de posse e avaliados semestralmente na Assembleia e no Conselho Pedagógico. Como se pode ver a seguir, logo em 09 de Novembro de 2001 os resultados escolares exigiram um patamar inicial que reflectia os 8% acima da média nacional.


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 Gazeta das Caldas, 09 de Novembro de 2001