Os meus textos e os meus vídeos
quinta-feira, 4 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
Debate sobre a proletarizacão dos professores na Secundária de Cacilhas - Parte I
Vídeo da parte inicial do debate, na Escola Secundária de Cacilhas, sobre a proletarização dos professores. Moderado pelo João Paulo Maia e com intervenções do Paulo Guinote e minha. A recolha das imagens foi feita pela colega Elsa Santos e o tratamento pelo Gustavo Bastos, da MEP.
terça-feira, 2 de junho de 2026
O Estadista do Capitólio disse que bastavam 24 horas depois de ser eleito para acabar com esta guerra
Sabe-se que é uma perda de tempo atentar nos disparates diários do Estadista do Capitólio. Mas é bom recordar que é o presidente dos EUA e que disse que bastavam 24 horas depois de ser eleito para acabar com esta guerra.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Da queda estrutural das democracias ocidentais
Título: Da queda estrutural das democracias ocidentais.
Texto: "Estrangeiros começam a sair para Espanha ou a voltar para casa. Rendas altas, leis desfavoráveis e xenofobia são o que mais dificulta a vida em Portugal", noticiou o Expresso. O crepúsculo das democracias ocidentais é indisfarçável e a decadência acentua-se com a actual presidência dos EUA. Em contraposição, a ascensão da China está patente nesta notícia: "A Europa já não faz carros sem a China. A Europa já dominou o sector automóvel na China, mas inverteu-se o ‘sentido de marcha’ e agora está a aprender com os chineses".
É, portanto e repita-se, inegável a queda estrutural das democracias ocidentais. Em síntese, o crepúsculo começou na década de 1980 com a aplicação da receita dos "Chicago boys" (resumidamente: cortes nas políticas públicas e nos impostos dos mais ricos). De facto, é notório que, com a excepção de algumas democracias nórdicas, os países ocidentais nunca se conseguiram libertar da encruzilhada de compatibilizar paraísos fiscais e cortes nos impostos dos mais ricos com serviços públicos de qualidade e com uma economia de mercado que redistribua consistentemente a riqueza durante décadas. Os factos demonstram regimes dominados por oligarquias, tiranias fiscais de minorias e ricos cada vez mais ricos.
E, na verdade, agravou-se. Basta atentar no espaço político-mediático. Com a agenda política dominada pelos temas que interessam à extrema-direita, os processos de "leaks", os offshores e os paraísos fiscais desapareceram. Foram literalmente eliminados. Um cidadão menos atento até pensará que já não existem. Efectivamente, deram lugar a três imperativos que distraem do essencial e servem a agenda ultraliberal: redução do que resta dos direitos laborais e dos apoios sociais dos mais pobres; indústria da guerra; discussão e aprovação de leis xenófobas. Em Portugal, mergulhado num inverno demográfico, muito está a ser feito para acentuar o empobrecimento.
domingo, 31 de maio de 2026
sábado, 30 de maio de 2026
sexta-feira, 29 de maio de 2026
quinta-feira, 28 de maio de 2026
quarta-feira, 27 de maio de 2026
terça-feira, 26 de maio de 2026
Há "uma organização de trabalho que adoece os professores" e quase nada acontece
Texto:
As solicitações ao Tribunal Constitucional sobre Administração Escolar aumentaram de tal forma a partir do fim da primeira década do milénio que, pela primeira vez, o edital para concurso de um juiz do Tribunal previu essa especialização. Apesar de se reconhecer que a justiça não é célere nem eficaz e que, por muito que custe, funciona como um sistema para ricos, o aumento de casos escolares nos tribunais não parou de aumentar. Não é, portanto, novidade a triste notícia do Público: "professores recorrem aos tribunais para obrigar directores a provar que cumprem a lei da saúde no trabalho".
Um leitor menos versado no tema interrogar-se-á: mas não existe Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC)? Claro que existe, mas é igualmente lenta, ineficaz e condicionada por uma engrenagem diabólica que capturou a gestão do sistema escolar e se viciou no atropelo da legalidade e dos direitos fundamentais.
Além disso, os mais diversos estudos repetem a conclusão: os professores desesperam pelo dia da reforma e os mais jovens equacionam mudar de profissão. Identifica-se repetidamente uma organização de trabalho que os adoece. Apesar desta evidência ter quase duas décadas, não há um relatório dos serviços centrais do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) — que incluem a IGEC — que o detecte. Nem sequer os governantes o identificam, tal o grau de insensibilidade e de ineficiência.
Efectivamente, "reformaram-se, em 2025, mais de 3600 professores, o segundo valor mais alto da última década," disse o Público. Percebe-se que, em regra, a minoria que prolonga o exercício não fez parte da maioria que foi, há muito, identificada pelos estudos do cansaço e da exaustão (números acima dos 70%). Desde 2021, e pelo menos até 2035, que o número de professores que se reforma estará entre 3500 e 4000 por ano.
Resumidamente, a burocracia cresce e é um dos flagelos identificados a par da indisciplina nas salas de aula. Uma das componentes críticas descreve-se assim: todas as escolas e agrupamentos pagam licenças a empresas privadas para a gestão de diversas áreas (e o mais triste e caricato, é que o MECI começou em 1998 o seu portal - o E360 - e abandonou-o recentemente por incompetência), onde se incluem os dados dos alunos, da gestão pedagógica e da avaliação interna das organizações. Seria moderno e sensato que o MECI, que licencia o software, sempre que cria nova legislação que exige esses dados, indicasse às empresas a "nova" informação a obter, e a relacionar e automatizar, nas plataformas digitais. Como não o faz, as escolas e agrupamentos entram, com mais ou menos "criatividade", numa infernal circulação de ficheiros excel e word por email. Isto origina o lançamento de dados inúteis e a realização de reuniões de agenda repetida. Os registos são ainda inúmeras vezes impressos e arquivados, a maioria sem qualquer descrição identificável, em quilómetros (literalmente) de prateleiras. Por exemplo, a "nova" disciplina de cidadania resultou, para não variar, em mais papelada inútil para cima dos exaustos professores.
E, de facto, o agravamento da situação deve-se à imposição dos mega-agrupamentos de escolas, num modelo testado e veementemente desaconselhado já no século passado. Apesar de mal desenhado para uma escola, os serviços centrais generalizaram-no (agrupando a eito dez, vinte ou trinta escolas das mais variadas tipologias), ampliando o fenómeno da má burocracia que sustenta a ilusão do controlo. Mas, repita-se, quem ler os relatórios dos avaliadores externos e dos inspetores convence-se de que tudo funciona na perfeição e a tragédia parece não ter fim.
Nota: este texto é também uma síntese de textos anteriores, onde fui buscar algumas passagens. Com a mudança do blogue da SAPO para o blogger, a exportação ficou com alguns problemas de formatação.
Luc Julia diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico
É muito interessante escutar um dos criadores da Siri ("a Siri é um assistente virtual da Apple que ajuda a realizar tarefas com comandos de voz: fazer chamadas, enviar mensagens, definir lembretes, procurar informações na internet e controlar dispositivos domésticos inteligentes". Para interagir com a Siri, pode-se, portanto, falar ou digitar os comandos. A Siri foi criada pela SRI International e adquirida pela Apple em 2010): um dos criadores da Siri, Luc Julia, e a exemplo de outros criadores deste universo que se afastam com mais ou menos humor, diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico e afastou-se. Além disso, os dissidentes são muito críticos dos algoritmos que varrem instantaneamente toda a internet e produzem (IA-Generativa) informação sem distinguir o que é verdadeiro ou falso. Agrava-se porque o algoritmo privilegia, na exibição aos utilizadores de todas as idades, os conteúdos que geram ódio e irritação, e que viciam, e que têm beneficiado os políticos que banalizam o mal, as mentiras constantes e a violência. No universo escolar, também é muito questionável que se queira falar com um robô como se fosse um professor que ensina e ajuda a formar a personalidade.
As redes sociais, tão caras à demagogia estridente, já o estão a fazer há uma década, mas o intelectualismo vintage estava tão inebriado com as tecnologia que nada via.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
Da História
"Há um século, um movimento militar desdobrou-se numa série de golpes e contragolpes que desembocaram no Estado Novo e na longa ditadura de António de Oliveira Salazar. Retrato de um país em cacos."
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