(encontrei esta imagem aqui)
Pode ler na edição impressa do jornal Público de hoje, aqui, um texto contra a avaliação de docentes enquanto mistificação subscrito por vários autores.
Para simplificar a vida aos leitores, colo de seguida o texto em que também sou subscritor.
"Esta é a declaração de uma intenção tomada em consciência e coerência com as atitudes e posições por nós assumidas num passado recente. Não é um apelo a um qualquer movimento de desobediência civil, nem o seu contrário, assim como também não é uma recusa em nos submetermos à avaliação da qualidade do nosso desempenho enquanto docentes.
É apenas a manifestação pública da impossibilidade, de acordo com princípios de coerência e responsabilidade de que nos orgulhamos, de aceitarmos seguir as directrizes de um modelo de avaliação do nosso desempenho que de forma alguma cumpre os objectivos afirmados pela tutela, em particular no regime simplificado em vigor, de constitucionalidade duvidosa e escassa qualidade técnica.
Em conformidade com posições adoptadas por todos nós em momentos anteriores, os subscritores desta declaração afirmam a sua indisponibilidade para entregar a ficha de auto-avaliação nos moldes predeterminados pelo Ministério da Educação.
Esta posição implica rejeitar a transformação do biénio 2007-09 numa pseudo-avaliação com base em objectivos definidos entre três a cinco meses do final das actividades lectivas deste período. Esta atitude significa a recusa frontal em participar de forma activa numa mistificação pública cujo objectivo é fazer passar por verdadeira uma avaliação falseada do mérito profissional dos docentes, mistificação esta que sabemos ter objectivos meramente eleitoralistas mas que terá consequências profundamente negativas para a qualidade da educação em Portugal.
Estamos conscientes das potenciais consequências da nossa tomada de posição, nomeadamente quanto à ameaça da não progressão na carreira por um período de dois anos lectivos, assim como de um eventual procedimento disciplinar que todos contestaremos em seu devido tempo.Esta é uma atitude cujas implicações apenas recaem sobre nós, estando todos preparados para continuar a lutar pela demonstração da ilegalidade do regime da chamada avaliação simplex.
Estamos ainda conscientes de algumas críticas que nos serão dirigidas de diversos quadrantes. Todas elas serão bem-vindas, venham de onde vierem, desde que se baseiem em argumentos e não em meras qualificações destituídas de conteúdo.
Aos que nos queiram apontar que não compete a cada cidadão definir a forma de cumprimento das leis que se lhe aplicam, poderíamos evocar o artigo 21º da Constituição da República Portuguesa, mas bastará sublinhar o que acima ficou explicitado sobre a forma como encaramos as consequências dos nossos actos. A todos os que considerarem que esta é uma radicalização excessiva do nosso conflito com o Ministério da Educação reafirmamos que o fazemos em consciência e coerência com os nossos princípios éticos, sem calculismos ou outros oportunismos de circunstância.
Por último, salientamos que esta declaração não é um apelo a qualquer tomada de posição semelhante por ninguém, mas tão-só a afirmação da nossa. Não podemos, porém, deixar de constatar que a força de qualquer atitude é tão mais poderosa quanto consciente e esclarecida a convicção de quem a toma.
Ana Mendes da Silva (Esc. Sec. da Amadora), Armanda Sousa, (Esc. Sec./3 de Felgueiras)Fátima Freitas (Esc. Sec. António Sérgio, Porto), Helena Bastos (EB 2/3 Pintor Almada Negreiros, Lisboa), Maria José Simas (Esc. Sec. D. João II, Setúbal), Mário Machaqueiro(Esc. Secundária de Caneças), Maurício de Brito (Esc. Sec. Ponte de Lima), Paulo Guinote(EB 2/3 Mouzinho da Silveira, B. Banheira) Paulo Prudêncio (EBI Santo Onofre, Caldas da Rainha), Pedro Castro (Esc. Sec. Maia), Ricardo Silva (EB 2/3 D. Carlos I, Sintra), Rosa Medina de Sousa (Esc. Sec. José Saramago, Mafra) e Teodoro Manuel (Esc. Sec. Moita).
Público, 13 de Junho de 2009"
Olá Paulo!
ResponderEliminarTranscrevo aqui o que deixei esta manhã no Umbigo:
Muitos parabéns aos signatários deste documento pela coragem, frontalidade e verticalidade.
De pessoas desta fibra é que este governo precisa de apanhar pela frente.
Sei que há mais pessoas com este mesmo propósito e cujo nome não consta deste documento.
Quando se iniciou o movimento pela não entrega dos OI não se sabia qual a força que isso viria a ganhar e o significado que viria a ter na luta dos professores. E foi relevante.
E agora também não se sabe.
Por vezes apenas é necessário um pequeno (grande) rastilho para que a coisa pegue!
Considero que o documento está muito bem escrito e é esclarecedor e não lhe encontro qualquer contradição.
Abraço fraterno.
PAULO,
ResponderEliminarTanbém subscreveria.
Oi Paulo! Estou na praia (devidamente autorizada, como sempre fiz) e quero dizer que também estou nessa, como sabes.
ResponderEliminarUm infinito aplauso e um enorme agradecimento para os subscritores da declaração.
ResponderEliminarPara ti Paulo, a quem tenho o privilégio de chamar "AMIGO"... um emocionado ABRAÇÃO.
Obrigado por tudo o que tens feito pelo "nosso" combate contra todas as "arbitrariedades" de que temos sido alvo por parte deste governo.
A coragem, a generosidade, o discernimento, a idoneidade, a competência... a grandeza moral que tens colocado neste processo... não constituindo para mim a mínima surpresa... sempre te conheci assim... ficarão para sempre como um "marco" na resistente luta dos professores pela defesa do ensino público.
Bem hajas!
Agostinho
Olá, Paulo!
ResponderEliminarVim aqui só para te deixar um beijinho. :)
Muito obrigado.
ResponderEliminarAbraço fraterno tb para ti.
Tenho ideia que foi mais um "pontapé de saída".
ResponderEliminarObrigado e um abraço.
Um beijo e boa praia cara Isabel.
ResponderEliminarObrigado Reb.
ResponderEliminarUm beijo tb para ti, minha cara lutadora.
Comoveste-me meu caro Agostinho.
ResponderEliminarObrigado pelas tuas palavras.
Aquele abraço aos dois.
Parabéns pela Coragem e Fontalidade!
ResponderEliminarUm abraço solidário!
João Francisco
Obrigado João Francisco.
ResponderEliminarUm abraço.
Claro que todos aprovam a nobreza do gesto.
ResponderEliminarNão participariam, se convidados, pois poderia prejudicar-lhes os bolsos.
Mas como houve uns imbecis a armarem-se no que são, até pode ser que tiremos todos algum proveito, eles que se queimem.