quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

circunstâncias pessoais e contra uma mistificação (reedição)

 


 


(encontrei esta imagem aqui)


 


(Republico este texto por questões que só a mim me dizem respeito. A 1ª edição ocorreu a 19 de Junho de 2009).


 


Subscrevi um pequeno texto (contra a avaliação de docentes enquanto mistificação) que tem gerado alguma polémica no seio da justa luta dos professores. A sua primeira publicação ocorreu na edição impressa do jornal público do dia 13 de Junho de 2009. Seguiu-se a divulgação pelos diversos blogues de professores e retive-me numa leitura atenta dos diversos comentários. Mantive uma silente contenção e esperei que a poeira assentasse um pouco. Já se sabe que neste tempo de turbilhão informativo e de vórtice inaudito as partículas granulosas não teimam em regressar ao sossego; e o meu cérebro exige-me disciplina.


 


Talvez nem perca muito com esta decisão de apenas entregar o relatório crítico de avaliação como sempre fiz. Se for penalizado pelo não preenchimento da ficha de auto-avaliação é algo que só a mim me diz respeito. De pouco me vale invocar os valores monetários que fui desperdiçando ao longo da vida em nome da coerência de ideias ou de atitudes. Os que me conhecem sabem que sou tolerante e diplomata, mas que também me regulo por uma firme e determinada exigência individual com total respeito pelas posições dos que convivem comigo. Não adiantaria invocar, ainda, outros momentos da minha vida onde algo de semelhante aconteceu; e nem sempre venci. 


 


Subscrevi o texto em causa por solidariedade com quem o fazia, com a intenção de o fazer quase sempre às causas e aos amigos e para reafirmar a coerência em não participar na mistificação em que se inscreve o actual modelo de avaliação. Transmiti isto aos meus colegas assinantes. 


 


Sei que posso parecer exorbitante com isto que estou a escrever. Mas é assim. E nada mais acrescentarei no domínio das minhas circunstâncias individuais. Nem herói nem mártir como sempre fiz questão de afirmar.


 


Tenho, naturalmente, muito mais palavras para escrever sobre a auto-avaliação em termos técnicos, políticos e jurídicos. Darei conta de tudo isso quando os meus critérios julgarem oportuno.

9 comentários:


  1. O que o Paulo tem feito fala por si. E o que escreve , também.
    E o lugar que cada um ocupa na carreira não pode nem deve ser obstáculo à indignação. E mais não digo.

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  2. Imagem perfeita. Há gente muito rasteirinha que vive junto à terra.

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  3. Astérix, soube-me bem ler este texto de novo.


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  4. Um professor resistente18 de dezembro de 2009 às 22:03

    A Isabel tem razão. Sabe bem ler verdades.

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  5. Paulo,

    Deves continuar assim. À treta o que é da treta. Ao que é sério o que é sério. Mais tarde ou mais cedo far-se-á justiça. A irracionalidade não é sustentável a médio ou a longo prazo.

    Um grande abraço!

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  6. Obrigado a todos pelos comentários.

    Bom fim-de-semana.


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  7. Sou testemunha do que dizes. Lembro-me quando disseste isso, "nem mártir nem herói". Cada um tem de saber correr os seus riscos. Não cabe a ninguém o dever nem o direito de se apropriar da decisão individual de entregar ou não objectivos, fazer ou não a ficha de auto-avaliação. Quem o faz, está a correr unilateralmente. Não pode, depois, "cobrar", com dizem os brasileiros.

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