sábado, 21 de agosto de 2010

demografia

 


 



 


 


 


Somos avessos ao que não é imediato. Para além disso, a geografia dificulta o enriquecimento através do mercado europeu e a demografia é um problema. Não ficamos ricos no mercado externo nem no interno. Somos poucos e pobres. Há séculos que é assim.


 


O desnorte na administração do país é uma constante. Ainda não consolidámos um quadro organizativo e já estamos a implementar outro. Temos fraca tradição de escolaridade e nos últimos anos acentuámos a desresponsabilização das famílias através de ideias como a escola a tempo inteiro.


 


Decidimos concentrar a população para acrescentar clientes. É a economia de custos e de escala. Instalou-se um processo uniforme de desertificação de grande parte do interior do território e de aglomeração populacional nos centros urbanos; isso é inquestionável.


 


Os fundos estruturais financiam boa parte do reordenamento. A necessidade de animação imediata da economia aguça o engenho. O tempo dirá do acerto das políticas. Para já, conhecem-se os sacrificados: as crianças que vão percorrer diariamente dezenas de quilómetros para chegar à escola e a sustentabilidade das zonas desertificadas.


 


O que surpreende, ou talvez não, é a ausência de discussão prévia na atmosfera mediática e política. Os problemas demográficos parecem até influir na criação de massa crítica.


 


Se se interessa por estas questões, não deixe de ler um excelente texto do Paulo Guinote; aqui.

2 comentários:

  1. Não dê ideias Paulo. Não lhes aguce o engenho. "Enginhosos" já eles são.

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  2. Regressei. As férias? Vê-se a boa forma. Abração.

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