segunda-feira, 19 de novembro de 2012

herança pesadíssima

 


 


 


 


 


É impossível condensar num post tudo o que se pensa ou escreveu sobre um assunto e isso pode gerar equívocos.


 


A Alemanha, como de resto a França, a Itália, a Espanha, a Grécia, Portugal, a Inglaterra ou os Estados Unidos e por aí fora têm, apesar dos momentos trágicos, de ter orgulho na sua história e na sua cultura.


 


A actualidade alemã é particularmente difícil. Terminou há pouco a "inclusão" da região leste e tem de ser uma "pedra" chave numa Europa em crise e que tem de competir em desigualdade de direitos laborais com regimes ainda mais mergulhados na corrupção, a Rússia e a China, e com a pátria do mass-market planetário e das predações associadas, os EUA.


 


Convenço-me que a principal preocupação alemã passa por evitar a repetição do período 1939 a 1945. É uma herança pesadíssima.


 


Não se deve separar a biografia das possibilidades políticas e Merkel não foge ao exame. Haverá alguma controvérsia que só o tempo ajudará a perceber.


 


E é sempre importante sublinhar algumas evidências históricas.


 


 


 



 


 


 


Steiner, G. e Spire, A. (2000:45).


Barbárie da Ignorância.


Lisboa.


Fim de Século.

3 comentários:

  1. Ora aí está um excerto muito politicamente incorrecto. Franceses anti-semitas (e quem diz franceses, diz catolicíssimos polacos, italianos e portugueses ou espartanos filhos da mãe Rússia)? Uma Alemanha interessada na paz? Que vai escrever a seguir, que os alemães são gente como os demais europeus?Cuidado, Paulo, muito cuidado!

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  2. Então Lúcio?

    Não se esqueça que sou um leitor de Proust desde há muito e em que o caso Dreyfus dividiu ferozmente a França nos finais do século XIX.

    Proust era judeu, como Freud, Marx, Einstein, Shoenberg, e que nessa época o nobel era atribuído a judeu atrás de judeu.

    Agora o holocausto (ou Shoah, o vento negro do massacre) é uma dimensão que nunca conseguirei racionalizar e transporta tanta desconfiança para com a Alemanha.

    Procuro não confundir as coisas, mas compreendo as reacções epidérmicas.

    Temos de saber quem somos. Aprendi isso cedo e em Moçambique. Carregava a história da colonização portuguesa e nada tinha a ver com isso.

    Admiro muito Nelson Mandela (e F. De Klerk).

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  3. A história da humanidade é bela, certo que sim. Mas também é trágica e quase ninguém fica livre do julgamento da história.

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