domingo, 21 de fevereiro de 2016

sociedades de risco

 


 


 


Com todos os riscos de quem retira do contexto uma qualquer passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,


 



"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".


 



A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias, no combate às desigualdades, por exemplo e se quisermos considerar a sua "totalidade" como tal, atravessar todas as gerações, o risco entranha-se nas sociedades e atinge a escala mundial; como a história, de resto, já nos explicou.


 


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