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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A democracia na escola: entre o passado e o futuro

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A confiança nos professores, e na sua autoridade enquanto educadores que transportam saberes nucleares, tem um relação decisiva com o futuro da democracia e com as boas aprendizagens dos alunos. A liberdade de aprender e ensinar é um direito inalienável para alunos e professores e há história suficiente para eliminar equívocos quanto aos efeitos. Há um património docimológico com exigências democráticas. É surpreendente que, na ânsia do controlo das salas de aula e num exercício de nivelamento por baixo (ou seja, constroem-se procedimentos centrados na "caça aos desvios", arrasta-se a organização para esse nível e elimina-se a ousadia), sejam os professores a dar corpo à conjugação obsessiva de verbos destinados ao controle burocrático e à consequente crise através do clima de faz de conta.



“(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.




Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro.


Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.


terça-feira, 9 de julho de 2019

"Há uma Onda de Energia e Entusiasmo nas Escolas" (3)

 


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E para encerrar as publicações à volta do "há, como nunca existiu na escola portuguesa, uma onda de energia e entusiasmo", precise-se: não me interessou, nesta pequena rubrica radiofónica, debater uma mudança da escala de avaliação para mais ou menos níveis ou até para letras ou designações qualitativas. Nesse domínio, há muito por onde escolher. Por exemplo, um procedimento bem mais interessante, e que considero emancipador, é eliminar a publicitação em pautas e documentos do género as avaliações dos alunos. A avaliação de cada aluno deve interessar apenas ao seu encarregado de educação.


Registo a preocupação de muitos com estes desenvolvimentos. E têm motivos, já que há decisões mais graves, até para a qualidade da democracia a médio prazo, do que as que referi. Ainda nesta onda curta e de difícil sintonização, ouvi defender o seguinte para as reuniões de avaliação intercalar: os representantes do alunos (crianças e jovens), e depois de ouvirem os colegas, devem avaliar cada um dos professores nesse plenário onde também marcam presença os representantes dos encarregados de educação. Seria um verdadeiro laboratório de desautorização. São decisões demagógicas (ainda piores do que as populistas) que escapam à elementar sensatez. Para além de tudo, educar crianças e jovens (alunos ou filhos) é uma relação com "outros" e não com "iguais".


Encontrei a imagem na internet numa rubrica "sonhar com ondas".

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O não na agenda educativa

 


 


 


"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma verdade educativa intemporal. Por mais que os destinatários reajam (e é bom que o façam), o "não" é desejado, necessário e útil.


Outra verdade prende-se com a necessidade do "não" escolar aos encarregados de educação (não educacional, organizacional e curricular, obviamente) e que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. É evidente que haverá encarregados de educação mais "tudólogos" ou necessitados da sensatez do não escolar, que confundem o "outro" com o "igual" na educação das crianças e jovens e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinharam Hannah Arendt e muitos outros. A gravidade acentua-se se a desinformação atingir autoridades escolares.


 


3ª edição.


 


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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

da democracia na escola: entre o passado e o futuro

 


 


 


 


Captura de Tela 2018-01-21 às 20.53.43


 


A confiança nos professores, e na sua autoridade enquanto educadores que transportam saberes nucleares, tem um relação decisiva com o futuro da democracia e com as boas aprendizagens dos alunos. A liberdade de aprender e ensinar é um direito inalienável para alunos e professores e há história suficiente para eliminar equívocos quanto aos efeitos. Há um património docimológico com exigências democráticas. É surpreendente que, na ânsia do controlo das salas de aula e num exercício de nivelamento por baixo (ou seja, constroem-se procedimentos centrados na "caça aos desvios", arrasta-se a organização para esse nível e elimina-se a ousadia), sejam os professores a dar corpo à conjugação obsessiva de verbos destinados ao controle burocrático e à consequente crise através do clima de faz de conta.



“(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.




Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro.


Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.


sábado, 5 de agosto de 2017

do não na agenda escolar

 


 


 


"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma verdade educativa intemporal. Por mais que os destinatários reajam (e é bom que o façam), o "não" é desejado, e inconfessado, pelos educandos, necessário e útil.


Outra verdade é a necessidade do "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente) que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. Há encarregados de educação mais "tudólogos", ou necessitados da sensatez do não escolar, que confundem o "outro" com o "igual" na relação com os educandos e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinharam Hannah Arendt e muitos outros. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge agentes escolares.


 


3ª edição.


 


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domingo, 5 de março de 2017

da agenda do não

 


 


 


"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma intemporal verdade educativa. Por mais que os destinatários reajam (e é bom que o façam), o "não" tem tanto de desejado, de necessário e de útil como de inconfessado pelos educandos.


Outra verdade prende-se com a necessidade do "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente) e que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. É evidente que haverá encarregados de educação mais "tudólogos" ou necessitados da sensatez do não escolar, que confundem o "outro" com o "igual" na educação das crianças e jovens e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinharam Hannah Arendt e muitos outros. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge autoridades escolares.


 


2ª edição.


 


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sábado, 4 de junho de 2016

do não escolar

 


 


 


"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma antiga verdade educativa. Por mais que os educandos reajam (e é bom que o façam), o "não" tem tanto de desejado, de necessário e de útil como de inconfessado pelo destinatário.


 


Outra "verdade" é o "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente), que é da família do anterior, e que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. É evidente que há encarregados de educação que confundem o "outro" com o "igual" na relação com crianças e jovens e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinhou Hannah Arendt. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge autoridades escolares.


 


 


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quarta-feira, 2 de março de 2016

da agenda do não e dos seus efeitos

 


 


 


"A formação da personalidade apoia-se na sua negação", é uma intemporal verdade educativa. Por mais que os destinatários reajam (e é bom que o façam), o "não" tem tanto de desejado, de necessário e de útil como de inconfessado pelos educandos.


 


Outra verdade prende-se com a necessidade do "não" escolar aos encarregados de educação (não organizacional e curricular, obviamente) e que a lógica do "cliente tem sempre razão" tem eliminado. É evidente que haverá encarregados de educação mais "tudólogos" ou necessitados da sensatez do não escolar, que confundem o "outro" com o "igual" na educação das crianças e jovens e que desvalorizam a importância destas questões para a saúde da democracia como sublinharam Hannah Arendt e muitos outros. A gravidade acentua-se se a desinformação atinge autoridades escolares.


 


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Da crise da escola

 


 


 


 


Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América. Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.


 


Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro.


Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

escolas, crises e resultados

 


 


 


 


Defendo convictamente a escola pública como um valor absoluto da democracia que pode, com tempo, atenuar a desigualdade de oportunidades. É mesmo uma espécie de muro que não ultrapasso e que, ao longo da vida, me desviou de algumas organizações políticas. Não sou, todavia, um defensor acrítico da ideia. Só se defende uma causa destas se acreditarmos na melhoria do seu desempenho organizacional e no seu progresso.


 


Os últimos dias têm andado à volta dos legados a propósito da nossa melhoria nos resultados PISA que, como todos os estudos empíricos nesta área, têm limitações. Não caio no argumentário impreparado que isola a escola do que a rodeia. Há muito que defendo este algoritmo. A sociedade, e o seu índice socioeconómico combinado com a ambição escolar, representa um papel fundamental como se comprova, pela enésima vez, com uma leitura atenta do PISA 2012. Os nossos resultados estão muito ligados aos progressos da nossa sociedade que foram interrompidos nos últimos anos e agravados pela centralidade dos professores no apontar de dedo dos nossos últimos governos. A agenda, que tem mais de uma década, que defende que "tudo está mal na escola pública" mediatizou a crise muito para além do real.


 


A escola vive, por definição, em crise. A mediatização do fenómeno transformou-a em arremesso ideológico. Ainda ontem ouvi um ex-ministro da área ideológica que governa a mudar de agulha de forma que me impressionou. Há uma duas semanas ouvi-o apontar a Suécia com um exemplo da privatização que defende para o sistema escolar. Como o PISA 2012 é inequívoco na demonstração da queda continuada da Suécia, passou a defender os asiáticos que têm 50 alunos por turma. Estes actores, impregnados de basismo ideológico a tocar o fanatismo, ajudam a explicar a prevalência das desigualdades que vai ler a seguir.


 


Ontem, Obama fez um discurso fundamental para se compreender a crise vigente que também afecta Portugal e o seu sistema escolar. 


 




 






Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América.


 


Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.


 


 


Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro. Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

crise periódica?

 


 


 


 



Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América.


 


Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...) uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.


 


 


Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro. Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

 


 


 


 


 


Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América.


 


Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...) uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.


 


 


Arendt, H. (2006:195).


Entre o passado e o futuro. Oito exercícios sobre o pensamento político.


Lisboa: Relógio D´Água.