Mostrar mensagens com a etiqueta investigação em educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta investigação em educação. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de fevereiro de 2014

do conceito pós-moderno de emprego

 


 


 


 


 


Há quem investigue dos 20 e pouco aos 40, ou mais, anos de idade, com bolsas sucessivas, mas esses não estão, para Nuno Crato, empregados. São uma espécie de párias. São pessoas a quem se está a prestar um favor de valor avaliável ao dia e que não merecem qualquer tipo de vínculo. Não merecem imaginar, sequer, que estão empregados.


 


O conceito de emprego evoluiu "para o não pode ser para a toda a vida através da necessidade imperativa de adaptação, de flexibilidade, de mobilidade, de selecção meticulosa dos melhores" e por aí fora. É bom que se sublinhe que é um conceito para ser vivido pelo outro e que não pode ser conjugado, por exemplo, com natalidade, estabilidade, bom uso do tempo ou apoio a idosos.


 


 



 


 


 


Página 4 do 1º caderno do Expresso de 1 de Fevereiro de 2014.


 


 


 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

dar tempo

 


 


 


Quando acumulamos experiência com alguma atenção à mediatização das questões de uma determinada área, basta esperarmos que o tempo passe para encontrarmos contradições associadas a algumas asserções: nunca nos pomos completamente no lugar do outro e só quando sentimos na pele as injustiças é que percebemos o alcance do que nos queriam transmitir.


 


Vivemos um período, que já vai longo e que começou em 2007, que a história retratará, no mínimo, como sobreaquecido e de profundo acentuar das desigualdades. Veremos como e quando termina. O primeiro grupo profissional escolhido para as reformas a eito foram os professores do ensino não superior. Estavam isolados, eram acusados de excessivos na defesa da sua profissionalidade e de acomodados.


 


Alguns dos investigadores que agora se manifestam, também com cartas abertas, estavam do lado dos críticos dos professores do não superior e talvez imaginassem que jamais usariam as justas expressões que se podem ler a seguir. Espatifado, por exemplo, é elucidativo do que acabei de escrever.


 


 


 



 


 


 


O melhor é ler a carta toda, que se subscreve sem tibiezas, que o Público publicou.


 


 


 



 


domingo, 19 de janeiro de 2014

a desconfiança para além da troika - arquivo de ideias simples

 


 


 


 


A impressa do Público dedica treze páginas ao inverno da ciência numa espécie de dossiê que se recomenda. São muitas as variáveis que os descomplexados competitivos que governam resolveram terraplenar. Mas há a uma, a confiança, que é estrutural e que vai para além da troika. O inferno da burocracia, agora em modo digital, já atravessava todos os graus de ensino, do pré-escolar ao superior, mas também desoxigena a investigação e a ciência.


 



 


 


 


Página 8 da edição impressa do Público.


 


 


A passagem do tratamento da informação do analógico para o digital não acrescentou, na esmagadora maioria dos casos, "inteligência" aos sistemas. Pode até tê-los burocratizado mais, principalmente quando o outsourcing ou as pessoas das tecnologias da informação e comunicação decidiram sobre a criação dos campos da gestão da informação. O clima de desconfiança cimentou o inferno neste domínio.


 


Podemos acrescentar inúmeros exemplos que tornam inteligíveis as soluções e que contrariam o discurso de que não há nada a fazer.


 


Consideremos dois exemplos que me parecem esclarecedores. Se numa instituição escolar há um programa informático de alunos que integra o campo que insere o masculino/feminino, deve ser impedido por lei que a organização solicite a um director de turma, ou a qualquer outro actor da organização, que "conte" os masculinos e os femininos da sua turma e que lance os dados num qualquer suporte digital ou analógico. É uma obrigação da organização, e do seu software, disponibilizar relatórios com sumários sobre a informação obtida. Do mesmo modo, uma organização escolar deve ter o direito de não lançar informação repetida nas das bases de dados dos serviços centrais do MEC. É impensável que os serviços centrais de um ministério "desconheçam" que têm diferentes departamentos (ou o mesmo departamento) a solicitarem a mesma informação.


 


 


 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

para além da propaganda

 


 


 


 


Este Governo começou por se afirmar para além da troika e os números que se vão conhecendo não enganam: há um país real para além da propaganda. O tempo encarregar-se-á de continuar a demonstrar com números a tragédia que se abateu sobre o sistema escolar. O inverno da investigação, por exemplo, é brutal.


 


 


  


 


 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

o inverno da investigação

 


 


 


Dentro de duas décadas, se tanto, não teremos investigadores dedicados às Humanidades e Ciências Sociais e será difícil contratar professores para essas áreas.


 


A perplexidade com o desleixo do MEC acentua-se quando percebemos a preocupação de Nuno Crato com a formação de alguns professores do primeiro ciclo (onde há excesso de oferta) enquanto reduz a carga curricular nas Humanidades e Ciências Sociais (para não falar das Artes, das Expressões ou das disciplinas das ciências experimentais) e provoca ainda uma hecatombe na investigação nessas áreas. Entretanto, um SE do Governo propõe-se aliciar imigrantes de "elevado potencial" e despreza os jovens adultos que emigram diariamente.


 



"1. Este ano o Inverno chegou à investigação das Humanidades e Ciências Sociais com a força de uma hecatombe. Um autêntico desastre, de consequências imprevisíveis, a revelar uma total desorientação por parte de quem nos governa! A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sob tutela do Ministério da Educação e Ciência, com responsabilidades no financiamento da pesquisa em Portugal, perdeu o controlo sobre o processo de atribuição de contratos de investigação por cinco anos.(...)No que respeita às ciências sociais e humanas, há dois aspectos interligados que podem ajudar a perceber as referidas faltas de autonomia e autoridade. Refiro-me à remodelação do Conselho Científico na mesma área, que se politizou partidariamente e para o qual o ministro da tutela começou por nomear a sua própria mulher e um amigo de juventude, director de um centro de investigação sempre mal classificado pela própria FCT."


 


 



 


 


 


 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

da blogosfera - a educação do meu umbigo

 


 


 


O Paulo Guinote tem publicado uma série de estudos que elevam os resultados do nosso sistema escolar nas últimas décadas. São evidências empíricas que nos colocam acima ou ao mesmo nível de boa parte dos países europeus. E é sempre bom sublinhar: a nossa sociedade é o que é e os resultados escolares só enaltecem ainda mais o desempenho das nossas escolas, principalmente das que exercem o ensino nas zonas mais desfavorecidas.


 


PIRLS 2011 – International Results in Reading


 


TIMSS 2011 – Trends In International Mathematics and Science Study


 


E A Suécia É Um Dos Modelos A Seguir?