Muitos parabéns e muitas felicidades para a colega Manuela Couto do Jornal Escolar Crescer. Foram muitos anos de uma troca muito significativa e inesquecível de emails. Muito obrigado pela atenção com este blogue e com o seu autor. Bem haja.
Os meus textos e os meus vídeos
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
quinta-feira, 4 de julho de 2024
Uma homenagem do Jornal Escolar "Crescer"
Agradeço e referência no fim do post. Muito obrigado.
"Opinião: "sem professores e entregues à selva digital""
quarta-feira, 20 de setembro de 2023
terça-feira, 7 de março de 2023
terça-feira, 16 de outubro de 2012
já assinei
As petições têm proliferado e os seus autores consideram-nas, naturalmente, justas e pertinentes; o excesso tem sempre desvantagens, mas é um sinal dos tempos. Tenho ideia que a maioria resume-se ao preenchimento de um pequeno espaço mediático e são raras as que atingiram um objectivo mais ousado.
Assinei uma petição "em defesa da manutenção da qualidade do jornal Público e dos profissionais que fazem dele um jornal de referência nacional".
Conseguimos imaginar a crise dos órgãos de comunicação social, nomeadamente a impressa, também constatamos a suspensão em curso da democracia e considero que o jornal Público ocupa um espaço importante na defesa e no aprofundamento da democracia.
sábado, 11 de dezembro de 2010
a economia de mentir
O fio do horizonte de Eduardo Prado Coelho era o ponto de partida diário para a edição impressa do Público; outros tempos. Resisto e mantenho o inigualável prazer da leitura do jornal numa esplanada. Só que cada vez há menos tempo e não são raros os dias que chegam ao fim com o jornal imaculado. Já não o compro todos os dias e para não obliterar o hábito ainda não assinei a edição online; a edição ipad aguça a tentação.
Mudei o ponto de partida. Miguel Esteves Cardoso, o MEC, é o escolhido. Hoje foi assim:
"É pena que mentir seja visto apenas moral ou ludicamente. Se mentir é feio ou bonito, se faz sofrer ou dá prazer: são questões que não dão o devido respeito à mentira.
É fácil identificar as situações em que sempre se mente - para bem de toda a gente, a começar pelo do mentiroso. Tem graça como aquelas em que se deve mentir e aquelas em que nos dá jeito mentir tendem a coincidir quase sempre. As mentiras não se devem confessar, porque deixam de funcionar. Mas é impossível defendê-las sem declará-las. Confessarei só uma, que pratico desde que tirei a carta de condução.
A situação é sempre a mesma. Um português, amigo ou não, fala de um sítio que é importante para ele. Menciona um lugar que tanto ama ou abomina e não descansa enquanto não nos indicar exactamente onde fica. Sem que perguntemos onde é, adianta-se, violando.nos, com a pergunta: "Sabes onde é?" Obriga-nos a responder que não. E depois começa: "Sabes onde é a Adega do Batata?"
Nós, na nossa ainda honesta inocência, dizemos que não. Sem respeito nem paciência - com desprezo até - vem a réplica, invocando um lugar que presumivelmente toda a gente tem obrigação de conhecer.
Em Lisboa, por exemplo, perguntam muito: "Sabes onde são os Cabos de Ávila?" É aí que eu minto há 40 anos. Digo que sim, para acabar com a conversa. Mas não sei. E orgulho-me de um dia morrer sem fazer ideia (ou desejar saber) onde são os Cabos de Ávila.
Mentir é poupar tempo. É um investimento."
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