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domingo, 22 de novembro de 2015

da adopção de crianças

 


 


 


 


Impressionou-me ouvir a Igreja reivindicar superioridade moral na Educação de crianças; e logo em crianças carentes de adopção. Das duas uma: já não há produção de espelhos ou espera-nos o fim do mundo.


 


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sexta-feira, 12 de junho de 2015

barraqueiro airlines

 


 


 


Segundo a TSF, ouviu-se no último voo Lisboa-Paris: "Escusam de fechar as cortinas da primeira classe porque estão a voar na Barraqueiro Airlines". Diga lá se não é difícil uma lição tão boa sobre preconceitos numa frase cheia de humor?

sábado, 1 de novembro de 2014

dos paradoxos não estruturantes

 


 


 


O conceito "escola completa" significa que o ensino "regular" não se deve limitar às matérias estruturantes como a matemática e a língua materna.


 


É óbvio que quem defende a "escola completa" não desvaloriza as matérias estruturantes.


 


Já nem se questiona, nos sistemas escolares mais avançados, o equilíbrio entre as ciências, as humanidades e as expressões (dito assim para ser sucinto) porque eliminaram há muito o analfabetismo e porque sabem que os alunos mais apoiados aprendem as matérias estruturantes independentemente da carga horária (nos limites do razoável, obviamente). Epifanias como as de Nuno Crato são desconhecidas.


 


O desequilíbrio da carga horária em sociedades como a nossa provoca, para além de tudo o resto, desigualdade de oportunidades. Os alunos têm apoios muito desiguais à sua educação. Esse desequilíbrio tem sempre dois indicadores: aumento do abandono escolar e vantagens nulas no desempenho dos alunos mais apoiados como se referiu no parágrafo anterior (os alunos mais apoiados aprendem as matérias estruturantes independentemente da carga horária).


 


Já usei estes argumentos noutros posts.


 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

o peso do CDS

 


 


 


 


Há muito que se conhecem os políticos que se movimentam na área dos privados encostados ao Estado na Educação e que afirmaram as suas convicções ideológicas no último guião da reforma do Estado apresentado por Paulo Portas. O cerne ideológico da questão educativa do guião é o mais à direita que se conhece e teve péssimos resultados onde foi aplicado com a Suécia como exemplo (para ficarmos pela Europa). 


 


O guião voltou ontem pela mão do mesmo actor e com os preconceitos oportunistas do costume. Nem sei se o texto, a que se acrescentou um friso cronológico como sound bite organizacional, é para levar a sério. Mas deixar à direita mais extrema com representação no parlamento o "pensamento" da Educação é um qualquer desprezo escolar por parte do PSD e que só é possível porque existiram os últimos e trágicos governos do PS nesta área.


 


Os jornalistas estão atentos.


 


 



 


 


 


 


 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

do tempo da roda quadrada

 


 


 


 




 


 


O ainda ministro da Educação insistiu, nem sei se ainda insiste, na ideia das disciplinas essenciais (vulgo ler, escrever e contar; ficaram de fora as ciências, a história, a filosofia, a geografia, as línguas estrangeiras, as disciplinas da área de expressões e por aí fora). Foi uma questão de fé, já que, e a exemplo do número de alunos por turma, não apresentou qualquer fundamento empírico. Mesmo as teorias não saíram, e repito, do domínio da crença ou dos achamentos preconceituosos. Francamente, não esperava voltar a ouvir um discurso desse teor. A invenção da roda está distante, mas é seguro que sem a forma circular os solavancos aumentarão o atrito, a ineficiência e a ineficácia e o retrocesso civilizacional será garantido.


 


A concentração nas essenciais inscreveu mais horas curriculares e exames, para além de mais horas de formação que não saíram da intenção e que até terminaram com o que já existia em nome do ajustamento nos do costume. Um governante pode achar que faltam horas de ensino aqui ou ali para uma determinada aprendizagem e que quer examinar esses saberes muitas vezes. Mas quando enuncia publicamente que o seu achamento divide as disciplinas em mais e menos, dá um péssimo sinal à sociedade e acrescenta ruído no ensino das achadas não essenciais; institui o tempo da roda quadrada, digamos assim. Recordo-me da ministra Lurdes Rodrigues e do seu chefe Sócrates. Tanto propalaram o descrédito dos professores que acabaram desacreditados. O essencialismo cratiano teve o mesmo efeito, apesar de ainda se assumir com máscaras diversas.


 


 


(Já usei parte deste texto noutro post)


 

domingo, 22 de dezembro de 2013

dos preconceitos

 


 


 


 


Há já uns anos que estalou o verniz nos "ódios" à escola pública e aos seus professores. Os preconceitos emergem mesmo quando os achadores estão, por táctica, do lado dos professores.


 


Alguns Lurditas D´Oiro evidenciam-se nos picos, como foi o caso, ontem, de um tal Avillez que debita no folheto do Expresso e que injuriou os jovens professores que perderam a cabeça como a "Matilha das Escolas". O argumento deste defensor da mercantilização da Educação demonstra desconhecimento e impreparação ao acusar os professores por não se sujeitaram a uma avaliação que impõem aos alunos. Desde logo, os jovens professores, como de resto todos os professores, têm uma vida de testes e de avaliações. Mas o que Avillez desconhece é que a indisciplina escolar que tanto o incomoda radica numa herança da revolução francesa que considerou as crianças, e os alunos, como iguais e não como outros. Regista-se mais uma contradição da malta do guião irrevogável. Têm tanto de baralhados como de cata-ventos no argumentário.


 


Mais à noite, no eixo do mal da SICN, M. Lopes pôs-se do lado dos professores contratados na prova de ingresso mas criticou os excessos, indignou-se mesmo com as políticas de Crato e acusou (foi mais forte do que ele) os professores de estarem há três anos em silêncio e de só se manifestarem por causa de avaliações. Francamente: onde é que este comentarista estava no último verão quando ocorreram as greves escolares mais prolongadas da história da nossa jovem democracia? Saberá ele os motivos? E no verão de 2012? Será que ele não vê as reportagens da TVI sobre o mercado da Educação ou acha que esse risco nada tem a ver com professores? 


 


E não gostei, também no e. do mal, de ver a anuência de D. Oliveira. Se Sophia de Mello Breyner Andresen deve sentir-se envergonhada com os preconceitos do filho, Herberto Helder tem motivos para se preocupar com os sintomas de alucinação (ai a proximidade com o mainstream) deste descendente.


 


 


 

sábado, 26 de outubro de 2013

Mas que grande lição (espera-se)!

 


 


 


 


 


Acompanhei a notícia no início com alguma perplexidade misturada com um abanar da cabeça na horizontal, mas perdi-lhe o rasto. Os europeus do centro e de alguma periferia, com estas seis décadas de paz e democracia, convenceram-se que as mudanças nos valores exigem tão pouco tempo. Só se conhece um caminho para paz e para a prosperidade: democracias com aumento paulatino das classes médias. Hoje reencontrei o assunto e não me surpreendi com a notícia do Público. Portugal, enquanto não começa a revolução, entretém-se com a "narrativa" do desaparecimento de uma criança inglesa ou com o sei lá o quê de um ex-ministro da cultura e de os últimos chefes de Governo. É tudo da mesma família do que vai ler a seguir e ficava a tarde toda a elencar contributos lusitanos para o adiar do ponto final no desassossego.


 


 


 




sexta-feira, 9 de outubro de 2009

preconceito

 


 


Foi daqui.


 


 


 


 


 



Quem nunca teve preconceitos? Quando me apercebi em plena adolescência que tinha crescido numa sociedade que discriminava as pessoas pela cor da pele, tive um choque. É que a discriminação vivia silenciosa, é certo, mas habitava-me.



Quem nunca foi vítima de preconceitos? Já fui alvo de alguns. Tenho ideia disso. Lembro-me de no início da minha fase de adulto, e em que tive de vir estudar para Portugal, ter sido alvo de uma discriminação: ser"retornado". Tinha-me tornado numa espécie de refugiado político por ser discriminado na minha terra: Moçambique. Por motivos que, e escrevo-o com toda a sinceridade, nunca me preocuparam, passei a ser discriminado na terra de quase toda a minha família: Portugal.



Ora leia, meu caro leitor, o texto que se segue:



"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.



Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.



Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.



Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: " Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "

 



Autor desconhecido.







"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO 


DO QUE UM PRECONCEITO"

Albert Einstein








Lembra-se dos dois exemplos que apresentei? 

Pois é; contrariam a tese dos cientistas uma vez que os "substitutos" libertaram-se dos preconceitos que referi. Todavia, isto também pode servir para reforçar a importante afirmação: "só o que é refutável é que é verdadeiro".


 

sábado, 27 de junho de 2009

preconceitos

 






Quem nunca teve preconceitos? Quando me apercebi em plena adolescência que tinha crescido numa sociedade que discriminava as pessoas pela cor da pele, tive um choque. É que a discriminação vivia silenciosa, é certo, mas habitava-me.



Quem nunca foi vítima de preconceitos? Já fui alvo de alguns. Tenho ideia disso. Lembro-me de no início da minha fase de adulto, e em que tive de vir estudar para Portugal, ter sido alvo de uma discriminação: ser "retornado". Tinha-me tornado numa espécie de refugiado político por ser discriminado na minha terra: Moçambique. Por motivos que, e escrevo-o com toda a sinceridade, nunca me preocuparam, passei a ser discriminado na terra de quase toda a minha família: Portugal.



Ora leia, meu caro leitor, o texto que se segue:



"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.



Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.



Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.



Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: " Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "

 



Autor desconhecido.







"É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO


DO QUE UM PRECONCEITO"

Albert Einstein








Lembra-se dos dois exemplos que apresentei?

Pois é; contrariam a tese dos cientistas uma vez que os "substitutos" libertaram-se dos preconceitos que referi. Todavia, isto também pode servir para reforçar a importante afirmação: "só o que é refutável é que é verdadeiro".